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© Libreria Editrice Vaticana Fonte: vatican.va
A tradição oriental exprime, antes de mais, o carácter de origem primeira do Pai em relação ao Espírito. Ao confessar o Espírito como «saído do Pai» (Jo 15, 26), afirma que Ele procede do Pai pelo Filho II Concílio Vaticano, Decr. Ad gentes: AAS — Acta Apostolicae SedisVolume 58 (1966) em vatican.va — PDF digitalizado (1966) 948.. A tradição ocidental exprime, sobretudo, a comunhão consubstancial entre o Pai e o Filho, ao dizer que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho (Filioque). E di-lo «de maneira legítima e razoável» Concílio de Florença, Decretum pro Graecis (ano 1439): DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum)., «porque a ordem eterna das pessoas divinas na sua comunhão consubstancial implica que o Pai seja a origem primeira do Espírito, enquanto «princípio sem princípio» Concílio de Florença, Decretum pro Iacobitis (ano 1442): DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum)., mas também que, enquanto Pai do Filho Único, seja com Ele «o princípio único de que procede o Espírito Santo» II Concílio de Lião, Constitutio de Summa Trinitate et fide catholica (ano 1274): DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum).. Esta legítima complementaridade, se não for exagerada, não afecta a identidade da fé na realidade do mesmo mistério confessado.