CCC 498
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Tem, por vezes, causado impressão o silêncio do Evangelho de São Marcos e das epístolas do Novo Testamento sobre a conceição virginal de Maria Também foi questionado, se não se trataria aqui de lendas ou construções teológicas fora do âmbito da historicidade. A isto há que responder: a fé na conceição virginal de Jesus encontrou viva oposição, troça ou incompreensão por parte dos não-crentes, judeus e pagãos Cf. São Justino, Dialogus cum Tryphone Iudaeo 66-67: CA 2. 234-236 (PG — Patrologia Graeca (Migne)): Orígenes, Contra Celsum, 1. 32: SC — Sources Chrétiennes (patristic critical-edition series) (PG — Patrologia Graeca (Migne)); Ibid., 1, 69: SC — Sources Chrétiennes (patristic critical-edition series) (PG — Patrologia Graeca (Migne)): e outros.; mas não tinha origem na mitologia pagã, nem era motivada por qualquer adaptação às ideias do tempo. O sentido deste acontecimento só é acessível à fé. que o vê no «nexo que liga os mistérios entre si» I Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 4: DS — Denzinger–Schönmetzer (Enchiridion Symbolorum)., no conjunto dos mistérios de Cristo, da Encarnação até à Páscoa. Já Santo Inácio de Antioquia fala deste nexo: «O príncipe deste mundo não teve conhecimento da virgindade de Maria e do seu parto, tal como da morte do Senhor: três mistérios extraordinários, que se efectuaram no silêncio de Deus» Santo Inácio de Antioquia, Epistula ad Ephesios 19, 1: SC — Sources Chrétiennes (patristic critical-edition series) l0bis- 74 (Funk 1, 228); cf. 1 Cor 2, 8..
Ler o capítulo completo 2. Creio em Jesus Cristo, Filho Único de Deus ¶422–682