A teologia da prosperidade
Deus recompensa a fé com dinheiro?
Jesus impõe aos seus discípulos que O prefiram a tudo e a todos e propõe-lhes que renunciem a todos os seus bens Cf. Lc 14, 33. por causa d'Ele e do Evangelho Cf. Mc 8, 35.. Pouco antes da sua paixão, deu-lhes o exemplo da pobre viúva de Jerusalém que, da sua penúria, deu tudo o que tinha para viver Cf. Lc 21, 4.. O preceito do desapego das riquezas é obrigatório para entrar no Reino dos céus.
Todos os fiéis de Cristo devem «ordenar rectamente os próprios afectos, para não serem impedidos de avançar na perfeição da caridade pelo uso das coisas terrenas e pelo apego às riquezas, em oposição ao espírito de pobreza evangélica» II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 42: AAS — Acta Apostolicae SedisVolume 57 (1965) em vatican.va — PDF digitalizado (1965) 49..
«Bem-aventurados os pobres em espírito» (Mt 5, 3). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. Jesus celebra a alegria dos pobres, aos quais o Reino pertence desde já Cf. Lc 6, 20.:
«O Verbo chama "pobreza em espírito" à humildade voluntária do espírito humano e à sua renúncia; e o Apóstolo dá-nos como exemplo a pobreza de Deus, quando diz: «Ele fez-Se pobre por nós (2 Cor 8, 9)» São Gregório de Nissa, De beatitudinibus, oratio 1: Gregorii Nysenni opera, ed. W. Jaeger, v. 7/2 (Leiden 1992) p. 83 (PG — Patrologia Graeca (Migne))..
O Senhor lamenta-Se dos ricos, porque eles encontram a sua consolação na abundância de bens Cf. Lc 6, 24.. «O orgulhoso procura o poder terreno, ao passo que o pobre em espírito procura o Reino dos céus» Santo Agostinho, De sermone Domini in monte, 1, 1, 3: CCL 35, 4 (PL — Patrologia Latina (Migne)).. O abandono à providência do Pai do céu liberta da preocupação pelo amanhã. A confiança em Deus dispõe para a bem-aventurança dos pobres Cf. Mt 6, 25-34.. Eles verão a Deus.