Atos dos Apóstolos 10
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
O centurião Cornélio manda procurar Pedro.
1 Havia então em Cesareia um homem chamado Cornélio, centurião da coorte chamada Itálica, 2 religioso e temente a Deus com toda a sua casa, o qual dava muitas esmolas ao povo e orava a Deus assiduamente. 3 Este viu claramente numa visão, cerca da hora nona, que um anjo de Deus se apresentava diante dele e lhe dizia: "Cornélio." 4 Ele, fixando os olhos no anjo, possuído de temor, disse: "Que é isto, Senhor?" O anjo respondeu-lhe: "As tuas orações e as tuas esmolas subiram como um memorial à presença de Deus. 5 Agora envia homens a Jope e manda vir um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro, 6 o qual se encontra hospedado em casa de um tal Simão, curtidor, cuja casa fica junto ao mar." 7 Tendo-se retirado o anjo que lhe falava, (Cornélio) chamou dois dos seus criados e um soldado temente a Deus, daqueles que estavam às suas ordens, 8 e, tendo-lhes contado tudo isto, os enviou a Jope.Visão de Pedro.
9 No dia seguinte, indo eles em viagem e estando perto da cidade, subiu Pedro à parte superior da casa para fazer oração, cerca da hora sexta. 10 Como tivesse fome, quis comer. Mas, enquanto lho preparavam, caiu em êxtase: 11 viu o céu aberto, e descer um objecto, semelhante a um grande lençol, suspenso pelos quatro cantos, que baixava para a terra, 12 no qual havia de todos os quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. 13 Ouviu esta voz: "Levanta-te, Pedro, mata e come." 14 Mas Pedro disse: "De nenhum modo. Senhor, porque nunca comi nada manchado ou impuro." 15 Mas a voz tornou-lhe segunda vez a dizer: "Não chames impuro ao que Deus declarou puro." 16 Isto repetiu-se três vezes, e logo o objecto foi retirado para o céu.Pedro em Cesareia junto de Cornélio.
17 Enquanto Pedro estava incerto dentro de si sobre o que queria significar a visão que tinha tido, eis que os homens enviados por Cornélio, perguntando pela casa de Simão, chegaram à porta. 18 Tendo chamado, perguntaram se estava ali hospedado Simão, que tinha por sobrenome Pedro. 19 Estando Pedro a pensar na visão, disse-lhe o Espírito: "Eis três homens que te procuram. 20 Levanta-te, pois, desce e vai com eles sem duvidar, porque fui eu que os enviei." 21 Descendo Pedro para ir ter com os homens, disse: "Aqui me tendes, sou eu quem buscais; qual é a causa por que viestes aqui?" 22 Eles disseram: "O centurião Cornélio, homem justo e temente a Deus, tido em consideração por toda a nação dos Judeus, recebeu ordem de um anjo santo para te mandar chamar a sua casa, para ouvir as tuas palavras." 23 Então (Pedro), mandando-os entrar, os hospedou. No dia seguinte, levantando-se, partiu com eles, em companhia de alguns irmãos de Jope. 24 No dia seguinte, entraram em Cesareia. Cornélio estava-os esperando, tendo convidado os seus parentes e mais íntimos amigos.Pedro interroga Cornélio.
28 Disse-lhes: "Vós sabeis como é coisa abominável, para um homem judeu, o unir-se a um estrangeiro ou aproximar-se dele; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chamasse manchado ou impuro. 29 Por isso vim sem hesitação, logo que fui chamado. Pergunto, pois, por que motivo me chamastes?" 30 Cornélio disse: "Faz hoje quatro dias que eu estava orando em minha casa, à hora nona, quando apareceu diante de mim um homem de vestes resplandecentes, que me disse: 31 Cornélio, a tua oração foi atendida, e as tuas esmolas foram lembradas na presença de Deus. 32 Manda, pois, a Jope chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro, o qual está hospedado em casa de Simão, curtidor, junto do mar. 33 Por isso mandei imediatamente chamar-te, e tu fizeste bem em vir. Agora todos nós, reunidos aqui, na presença de Deus, estamos dispostos a ouvir tudo o que o Senhor te ordenou que nos digas."Discurso de Pedro.
34 Então Pedro, tomando a palavra, disse: "Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, 35 mas que, em qualquer nação, aquele que o teme e pratica a justiça, lhe é agradável. 36 Deus enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhes a boa nova da paz por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. 37 Sabeis o que aconteceu por toda a Judeia, começando pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: 38 Como Deus ungiu com o Espírito Santo e com poder a Jesus de Nazaré, o qual andou, de lugar em lugar, fazendo bem e sarando todos os oprimidos do demônio, porque Deus era com ele. 39 Nós somos testemunhas de tudo o que ele fez no país dos Judeus e em Jerusalém; mas mataram-no, suspendendo-o num madeiro. 40 Deus, porém, ressuscitou-o, ao terceiro dia, e fez que se manifestasse, 41 não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus tinha escolhido antes, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressuscitou dos mortos. 42 Mandou-nos pregar ao povo e dar testemunho de que ele é o que Deus constituiu juiz dos vivos e dos mortos. 43 Dele dão este testemunho todos os profetas: todo o que crê nele Quer seja judeu quer gentio, e observa os seus mandamentos, recebe o perdão dos seus pecados., recebe por meio do seu nome, a remissão dos pecados."Cornélio e os seus companheiros são baptizados, depois de terem recebido o Espirito Santo.
44 Estando Pedro ainda proferindo estas palavras, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a pregação. 45 E os fiéis circuncisos Isto é, que tinham sido convertidos do judaísmo., que tinham ido com Pedro, admiraram-se de ver que a graça do Espírito Santo foi também difundida sobre os gentios, 46 porque os ouviam falar línguas e glorificar a Deus. Então Pedro disse: 47 "Porventura pode alguém recusar a água do baptismo àqueles que receberam o Espírito Santo como nós?" 48 E mandou que fossem baptizados em nome de Jesus Cristo. Então rogaram-lhe que ficasse alguns dias com eles.Citado em 121
- Este capítulo Summa (EN)(III 19.1
III 68.3) Dives In Misericordia(§7)Redemptoris Missio(§21) - v. 1 Summa (EN)(III 69.4)Mystici Corporis Christi(§38)Redemptoris Missio(§21)
- v. 2 Summa (EN)(III 69.4)Mystici Corporis Christi(§38)
- v. 3 CCC(¶334)Mystici Corporis Christi(§38)
- v. 4 CCC(¶334)Summa (EN)(II-II 10.4)Mystici Corporis Christi(§38)
- v. 5 CCC(¶334)Mystici Corporis Christi(§38)
- v. 6 CCC(¶334)Mystici Corporis Christi(§38)
- v. 7 CCC(¶334)Mystici Corporis Christi(§38)
- v. 8 CCC(¶334)
- v. 9 Summa (EN)(II-II 173.3)Mediator Dei(§126
§175) - v. 10 Summa (EN)(II-II 175.3)
- v. 15 Summa (EN)(III 31.4
Suppl 74.1) - v. 31 Summa (EN)(II-II 10.4)
- v. 34 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(144)Summa (EN)(I-II 79.4
I-II 89.5 Perguntas(O racismoI-II 98.4 I-II 105.3) A salvação fora da Igreja) Africae Munus(§127)Ecclesia In Africa(§28)Lebanon(§33)Redemptoris Missio(§24) - v. 35 CCC(¶761
¶781) Summa (EN)(I-II 98.4I-II 105.3) Perguntas(O racismoA salvação fora da Igreja) Ecclesia In Africa(§28)Lebanon(§33)Lumen Gentium(§9)Redemptoris Missio(§24) - v. 36 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(493)Redemptoris Missio(§24)
- v. 37 Dominum Et Vivificantem(§15)Redemptoris Missio(§24)
- v. 38 CCC(¶438
¶453 Ad Gentes(§3¶486 ¶1289) §4 Dives In Misericordia(§7)Divinum Illud Munus(§6)Dominicae Cenae(§8)Dominum Et Vivificantem(§15§12) §40) Evangelii Praecones(§9§43 Evangelium Vitae(§32§45) §50) Graves De Communi Re(§15)Haerent Animo(§10)Mediator Dei(§150§165) Menti Nostrae(§15§60) Pacem, Dei Munus Pulcherrimum(§9)Pastores Dabo Vobis(§58)Presbyterorum Ordinis(§2)Redemptoris Missio(§24)Saeculo Exeunte Octavo(§39)Salvifici Doloris(§16§30) Summi Pontificatus(§69)Verbum Domini(§103)Vita Consecrata(§22§83) - v. 39 CCC(¶597)Dominum Et Vivificantem(§30)Redemptoris Missio(§24)
- v. 40 Summa (EN)(III 36.2
III 55.1) Redemptoris Missio(§24) - v. 41 CCC(¶659
¶679 Summa (EN)(III 36.2)Mortalium Animos(§12)Redemptoris Missio(§24)¶995) - v. 42 CCC(¶679)Summa (EN)(III 59.1
Suppl 89.5 Reconciliatio Et Paenitentia(§29)Redemptoris Missio(§24)Suppl 90.1) - v. 43 Summa (EN)(III 45.3)Redemptoris Missio(§24)
- v. 44 Summa (EN)(III 72.6)Ad Gentes(§4)Evangelii Nuntiandi(§75)
- v. 45 Summa (EN)(III 72.6)Ad Gentes(§4)Ecclesia In Africa(§28)
- v. 46 Summa (EN)(III 72.6)Ad Gentes(§4)Ecclesia In Africa(§28)
- v. 47 Summa (EN)(III 72.6)Ad Gentes(§4)Ecclesia In Africa(§28)
- v. 48 CCC(¶1226)Summa (EN)(III 72.6)