Baruc 3
As edições aqui situam o limite entre alguns versículos deste capítulo em orações diferentes, de forma que uma citação pode cair ao lado da frase errada.
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Nova confissão e nova súplica.
1 Senhor todo poderoso. Deus de Israel, uma alma angustiada, um espírito aflito clama a ti. 2 Ouve, Senhor, tem compaixão, porque pecamos na tua presença. 3 Tu permaneces eternamente; nós perecemos para sempre. 4 Senhor Omnipotente, Deus de Israel, ouve a oração dos mortos de Israel, dos filhos daqueles que pecaram diante de ti, que não ouviram a voz do Senhor seu Deus, do que resultou que se nos pegassem estes males. Mortos de Israel. Filhos de Israel, tão maltratados no cativeiro, que parecem mortos em seus túmulos. 5 Não te lembres das iniquidades dos nossos pais; lembra-te, sim, nesta ocasião, do teu poder e do, teu nome. 6 Sim, tu és o Senhor nosso Deus, e nós, Senhor, te louvaremos. 7 Para isto é que puseste o teu temor em nossos corações: para que invoquemos o teu nome. Louvar-te-emos no nosso cativeiro, afastando-nos da maldade de nossos pais, que pecaram diante de ti. 8 Eis aqui estamos nós hoje no nosso cativeiro, em que nos puseste dispersos, para sermos um objecto de afronta e de maldição, para sentirmos a pena do pecado, segundo todas as maldades de nossos pais, que se apartaram do Senhor nosso Deus.Discurso de Baruch
A verdadeira sabedoria.
9 Ouve, ó Israel, os mandamentos de vida, aplica os teus ouvidos para aprenderes a prudência. 10 Donde vem, ó Israel, estares tu na terra dos teus inimigos, 11 teres envelhecido em terra estranha, haveres-te manchado com os mortos e colocado entre os que descem ao sepulcro? Manchado com os mortos. O sentido é este: Tu, porque vives no meio dos Caldeus, que são um povo idólatra, encontras-te num estado de impureza semelhante ao daquele que habita numa casa em que há um morto. 12 É que tu abandonaste a fonte da sabedoria. 13 Se tivesses andado pelo caminho de Deus, seguramente perseverarias numa paz eterna.não se encontra entre os homens.
15 Quem achou o lugar em que ela reside, quem penetrou nos seus tesouros? 16 Onde estão os chefes das nações e os dominadores das alimárias da terra? 17 Onde os que brincam com as aves do céu, 18 que entesouram prata e ouro, em que confiam os homens cujos bens são inesgotáveis? Onde os que lavram a prata e andam afadigados, sem que fique vestígios das suas obras? 19 Desapareceram, desceram aos infernos, e outros levantaram-se em seu lugar. 20 Jovens (de nova geração) viram a luz e habitaram sobre a terra, mas ignoraram o caminho da sabedoria, 21 não entenderam as suas veredas; seus filhos também a não apreenderam, ficaram longe do seu caminho. 22 Não foi ouvida na terra de Canaan, nem foi vista em Teman. Teman, parte oriental da Idumeia, célebre pelos seus sábios. 23 Também os filhos de Agar que buscam uma prudência, que vem da terra, os negociantes de Merra e de Teman, os intérpretes de parábolas e os pesquisadores da prudência e da inteligência, não conheceram o caminho da sabedoria, não notaram as suas veredas. E de Teman. Esta Teman parece diversa da que se nomeou no versículo precedente. Os intérpretes notam que a primeira era uma cidade da Idumeia, a segunda uma cidade da Arábia. — Merra. Também cidade da Arábia. 24 ó Israel, quão grande é a casa de Deus, quão espaçoso o lugar da sua possessão! Por cosa de Deus. neste lugar entende-se a redondeza de toda a terra. 25 É vasto, não tem limites, é elevado e imenso. 26 Ali nasceram aqueles antigos gigantes famosos, de grande estatura, dextros na guerra. 27 Não escolheu o Senhor a estes, nem lhes ensinou o caminho da sabedoria. Pereceram 28 porque não tiveram prudência, pereceram pela sua estultícia.mas junto de Deus.
29 Quem subiu ao céu e a tomou, e a tirou das nuvens? Refere-se à sabedoria. 30 Quem atravessou o mar e a achou, e a trouxe em troca de ouro fino? 31 Não há ninguém que possa conhecer os seus caminhos, que descubra as suas veredas. 32 Mas aquele (Senhor) que sabe todas as coisas, conhece-a; descobriu-a pela sua prudência aquele que criou a terra para sempre, que a encheu de quadrúpedes, 33 que envia a luz, e ela vai, que a chama, e ela lhe obedece tremendo. 34 As estrelas dão luz nas suas estâncias e alegram-se; 35 ele chama-as e elas dizem: Aqui estamos — e dão luz com alegria aquele que as fez. 36 Este é o nosso Deus e nenhum outro lhe é comparável. 37 Ele achou todo o caminho da ciência, e deu-a a Jacob, seu servo, a Israel, seu amado. 38 Depois de tais coisas, foi visto sobre a terra, e conversou com os homens. Depois de tais coisas, foi visto sobre a terra. Esta passagem, segundo a interpretação de alguns Padres da Igreja, que certos autores modernos não aceitam, é uma profecia da Encarnação do Divino Verbo, da qual Baruch fala como de uma coisa passada, por ser estilo dos profetas explicar pelo pretérito o que anunciam para o futuro.Citado em 15
- Este capítulo Ecclesiam Suam(§70)
- v. 28 Vita Consecrata(§94)
- v. 34 Christus Vivit(§33)
- v. 35 Christus Vivit(§33)
- v. 38 CCC(¶142)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(13)Summa (EN)(III 4.4
III 40.1) Dei Verbum(§2)Dominum Et Vivificantem(§34)Ecclesiam Suam(§41)Fides Et Ratio(§10)Indulgentiarum Doctrina(§2)Pastores Dabo Vobis(§47)Vita Consecrata(§94)