Cântico dos Cânticos 8
As edições aqui dividem esta passagem em versículos por princípios diferentes, de forma que um mesmo número não designa as mesmas palavras em cada uma.
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
1 Quem me dera ter-te por irmão, amamentado aos seios de minha mãe, para que, encontrando-te fora, eu te pudesse beijar, sem que ninguém me desprezasse! Amor da Igreja por Cristo, e de Cristo pela Igreja. Força e excelência deste amor. A Esposa quereria que o Esposo fosse seu irmão para andar constantemente com ele e cobri-lo de caricias. sem temer ditos mordazes (sem que ninguém). O seu amor é simples, sagrado, livre da perturbação das paixões. 2 Eu te tomaria e te levaria a casa de minha mãe. Dar-te-ia a beber vinho perfumado, mosto da minhas romãs. 3 A sua mão esquerda está debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita abraça-me. Ver nota. Cc. 2, 6, fn.
Esposo às filhas de Jerusalém.
4 Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, que não perturbeis nem acordeis a minha amada antes que ela queira. Ver nota. Cc. 2, 7, fn.CANTO V
Promessa de perpétuo amor
Filhas de Jerusalém. Esposo.
5 Quem é esta Ver nota Cc. 3, 6. — Debaixo da macieira. Esta árvore simbólica, que tinha sido testemunha do nascimento e das primeiras manifestações de amor da Sulamites, representa, segundo os Santos Padres, a cruz do Salvador, à sombra da qual a Igreja nasceu e se sentiu possuída de amor pelo seu Esposo., que sobe do deserto, apoiada sobre o seu amado? Eu te despertei debaixo da macieira: foi ali que tua mãe te concebeu, foi ali que te concebeu, te deu à luz.Esposa.
6 Põe-me como um selo sobre o teu coração, como um selo sobre o teu braço. porque o amor é forte como a morte, o zelo do amor é duro como a habitação dos mortos. Os seus ardores são ardores de fogo, os seus fogos são fogos do Senhor. Não te separes de mim. Os orientais traziam sempre consigo o selo ou carimbo pendurado ao pescoço sobre o peito, ou ligado ao braço. Duro como a habitação dos mortos. que não mais deixa fugir a sua presa. 7 As muitas águas não poderiam extinguir o amor, nem os rios teriam força para o submergir. Se um homem desse todas as riquezas de sua casa pelo amor, ele o desprezaria como um nada.CONCLUSÃO
Irmãos da esposa.
8 A nossa irmã é pequena, ainda não tem seios. Que faremos nós à nossa irmã no dia em que for pedida (em casamento)? A nossa irmã... Segundo alguns comentadores são os anjos que talam da Igreja, ignorando a extensão das qualidades e méritos desta Esposa de Cristo. — Não tem seios. Modo de dizer que ainda não está madura para a união eterna com o Verbo Incarnado — No dia em que for pedida em casamento. para a sua união com o Verbo Incarnado. 9 Se ela é um muro, edifiquemos sobre ela ameias de prata; se é uma porta, guarneçamo-la com tábuas de cedro. Os irmãos querem adornar a sua irmã para que ela seja digna do seu Esposo místico.Esposa.
10 Eu sou um muro, e os meus seios são como torres: também sou para ele a que encontrou a paz. A Esposa diz aos seus irmãos que já atingiu a perfeição suficiente para se unir a Cristo (e os meus seios.). — A paz, isto é, a felicidade. 11 Salomão teve uma vinha em Baal-Hamon; entregou-a aos guardas, cada um dos quais devia dar mil siclos de prata pelos frutos colhidos. A vinha é todo o mundo que Jesus confiou aos Apóstolos e seus sucessores (aos guardas), para a tratarem e fazerem dar frutos abundantes. 12 A minha vinha está diante de mim. Para ti, Salomão, sejam mil siclos, e para os que a guardam e lhe colhem os frutos, duzentos.Esposo.
13 Ó tu, que habitas nos jardins, os amigos estão atentos; faze-me ouvir a tua voz.Esposa.
14 Foge, amado meu, e sê semelhante a uma gazela e ao veadinho, sobre os montes dos balsameiros. Foge... dirijamo-nos para as colinas eternas (montes dos balsameiros). onde permaneceremos para sempre.Citado em 17
- v. 5 Munificentissimus Deus(§32)
- v. 6 CCC(¶1040
¶1295 Summa (EN)(I-II 28.5¶1611) II-II 24.10 Africae Munus(§12)Amoris Laetitia(§255)Haurietis Aquas(§16)Redemptionis Donum(§8)II-II 82.2) - v. 7 CCC(¶1611)Summa (EN)(I-II 68.1)Africae Munus(§12)
- v. 9 CCC(¶1295)
- v. 10 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(491)
- v. 12 Summa (EN)(Suppl 96.7)