Eclesiastes 4
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
III - Desordens sociais
Opressão dos fracos.
1 Pus-me então a considerar todas as opressões que se cometem debaixo do sol, as lágrimas dos inocentes, que ninguém consola. Os seus opressores exercem sobre eles violência, e não há quem os conforte. 2 (À vista disto), felicitei mais os mortos do que os vivos, 3 e considerei mais feliz do que uns e outros aquele que ainda não nasceu,,e que não viu os males que se fazem debaixo do sol.Trabalho inspirado pela inveja.
4 Vi também que todo o trabalho e perícia numa obra, outra coisa não são que emulação de um homem em relação ao seu próximo; nisto há também vaidade e aflição de espírito. 5 O insensato cruza as mãos e come a sua própria carne, dizendo: É próprio do insensato passar fome antes que trabalhar. Mas é melhor que nos contentemos com o pouco, se o muito se não pode conseguir sem contendas e demasiada aplicação de espirito. 6 Mais vale um punhadinho com descanso, do que ambas as mãos cheias com trabalho e aflição do espírito.Trabalho sem um fim.
7 Tornando a considerar, encontrei outra vaidade debaixo do sol: 8 Há um homem que é só, não tem ninguém consigo, nem filho nem irmão; todavia não cessa de trabalhar, nem os seus olhos se fartam de riquezas, (não faz esta reflexão): Para quem trabalho eu, e me privo destes bens? Nisto há vaidade e trabalho ingrato.Vantagens da sociedade.
9 Melhor é estarem dois juntos, do que um só, porque têm a vantagem da sua sociedade. 10 Se um vai a cair, o outro o sustentará. Ai do que está só, porque, quando cair, não tem quem o levante! 11 Da mesma forma, se dormirem dois juntos, aquecer-se-ão mutuamente, mas um só como se há-de aquecer? 12 Se um dominar outro que está sozinho, dois resistem-lhe; o cordel triplicado dificultosamente se quebra.Mobilidade da sorte.
13 Vale mais um jovem pobre, mas sábio, do que um rei velho e insensato, que já não sabe escutar conselhos, 14 Aquele poderá sair, mesmo do cárcere e dos ferros, para ser rei. e outro que nasceu rei acaba na miséria. Parece uma alusão a José, que saiu do cárcere para governar o Egipto. 15 Eu vi todos os viventes, que andam debaixo do sol, com o jovem (príncipe) que se elevava a ocupar o lugar (do velho rei). O povo aplaude o jovem príncipe que, com o seu valor, soube ganhar o trono; mas, quão pouco dura a aura popular! A nova geração já não será assim entusiasta. 16 Todos aqueles, à frente dos quais ele estava, (o encheram de aplausos) eram um povo infinito em número. Contudo os descendentes (desse povo) não se hão-de regozijar nele; até isto é vaidade e aflição de espírito.Sentenças relativas ao culto.
17 Vê onde pões o pé, quando entras na casa de Deus. Aproximar-se, dòcilmente, para escutar, é muito melhor do que oferecer vítimas à maneira dos insensatos, que só sabem fazer mal.Citado em 13
- v. 1 Salvifici Doloris(§6)
- v. 2 Salvifici Doloris(§6)
- v. 3 Salvifici Doloris(§6)
- v. 9 Summa (EN)(I 103.3
II-II 188.8) Rerum Novarum(§37) - v. 10 Summa (EN)(II-II 186.10
II-II 188.8) Rerum Novarum(§37) - v. 11 Summa (EN)(II-II 188.8)
- v. 12 Summa (EN)(II-II 70.2
III 41.2) - v. 17 Summa (EN)(III 83.4)