Eclesiástico 10
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Rei sábio e rei sensato.
1 O juiz sábio fará justiça ao seu povo, e o governo do homem sensato será estável. 2 Qual o juiz do povo, tais os seus ministros; qual o governador da cidade, tais os seus habitantes. 3 O rei pouco sensato perderá o seu povo, e as cidades povoar-se-ão pelo bom senso dos governantes. 4 O domínio sobre um pais está na mão de Deus, e ele é que, a seu tempo, suscitará um governador útil. 5 A prosperidade do homem está na mão de Deus, e é ele que põe o sinal da sua honra sobre a fronte do escriba.Males e danos da soberba.
6 Esquece-te de todas as injúrias que recebeste do teu próximo, e não faças nada por via de violência. 7 A soberba é aborrecida por Deus e pelos homens, e toda a iniquidade das nações é execrável. 8 Um reino é transferido dum povo para outro, por causa das injustiças, das violências, dos ultrajes e de diversos enganos. 9 Não há coisa mais criminosa do que o avarento. Por que se ensoberbece a terra e a cinza? Porque se ensoberbece. O orgulho é um contra-senso no homem, o qual não é mais que pó e cinza. 10 Não há coisa mais iníqua do que amar o dinheiro; o que o ama venderia até a sua alma, visto que se despojou, em vida, das próprias entranhas. 11 A vida de todo o potentado é breve. A doença prolongada fatiga o médico. 12 O médico atalha a doença de pouca dura; assim um que hoje é rei, amanhã morrerá. 13 Quando morrer o homem, terá por herança as serpentes, os bichos, os vermes. 14 O princípio da soberba do homem é renegar a Deus, 15 porque o seu coração afasta-se daquele que o criou, porque o princípio de todo o pecado é a soberba. Aquele que se entrega a ela, será cheio de maldições, e ela por fim será a sua ruína. 16 Por isso é que o Senhor cobriu de opróbrios as assembleias dos maus, e as destruiu para sempre. 17 Deus destruiu os tronos dos chefes soberbos, e em seu lugar colocou os mansos. 18 Deus fez secar as raízes das nações soberbas, e plantou os que eram humildes dentre as mesmas nações. 19 O Senhor destruiu as terras das nações, e as arruinou até aos alicerces. 20 Mirrou muitas delas e destruiu-as, e fez apagar a sua memória de cima da terra. 21 Deus aboliu a memória dos soberbos, e conservou a dos humildes de coração. 22 A soberba não foi criada com o homem, nem a ira com os nascidos das mulheres.A verdadeira glória está no temor de Deus.
23 A descendência do homem, que teme a Deus, será honrada, porém aquela que transgride os mandamentos do Senhor, será desonrada. 24 Entre os irmãos, a honra é para o que governa; na presença do Senhor, serão honrados aqueles que o temem. 25 A glória dos ricos, dos nobres e dos pobres, é o temor de Deus. 26 Não desprezes o homem justo, ainda que pobre, e não glorifiques o pecador, ainda que rico. 27 O grande, o juiz e o poderoso gozam de honra; porém ninguém é tão grande como aquele que teme a Deus.Sobre a glória do pobre e do rico.
28 Os homens livres sujeitar-se-ão a um servo prudente; o homem prudente e educado não murmurará quando for repreendido, e o ignorante não será honrado. 29 Não te orgulhes do trabalho que fazes, e não te abandones à preguiça no tempo da adversidade. 30 Vale mais o que trabalha e que tudo tem em abundância, do que o jactancioso que não tem pão. 31 Filho, conserva a tua alma na mansidão, e dá-lhe a honra que ela merece. 32 Quem justificará o que peca contra a sua alma? E quem honrará o que desonra a sua vida? 33 O pobre encontra a glória na sua ciência e no seu temor (de Deus); há quem seja (apenas) respeitado por causa das suas riquezas. 34 Ora o que é glorificado na pobreza, quanto mais o seria nas riquezas? Mas o que baseia a sua glória nas riquezas, tema a pobreza.Citado em 27
- v. 1 Summa (EN)(III 59.1)Perguntas(Em quem um católico pode votar)
- v. 2 Summa (EN)(II-II 64.4
III 64.6) Perguntas(Em quem um católico pode votar) - v. 3 Perguntas(Em quem um católico pode votar)
- v. 4 Perguntas(Em quem um católico pode votar)
- v. 5 Perguntas(Em quem um católico pode votar)
- v. 9 Summa (EN)(II-II 118.5
II-II 162.6) - v. 10 Summa (EN)(II-II 118.5)
- v. 14 Summa (EN)(I-II 84.2
II-II 12.1 II-II 19.9 II-II 158.7 II-II 162.3 II-II 162.5 II-II 162.7) - v. 15 Summa (EN)(I-II 72.3
I-II 84.2 II-II 12.1 II-II 133.1 II-II 162.7 II-II 163.1 II-II 170.2 Suppl 1.1) - v. 31 Summa (EN)(II-II 157.4)