Eclesiástico 14
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
1 Bem-aventurado o homem que não cometeu faltas com palavras da sua boca, e que não foi torturado pelos remorsos do pecado. 2 Ditoso aquele que não teve tristeza na sua alma, e que não descaiu da sua esperança. 3 A riqueza é inútil ao homem cobiçoso e avaro; e de que serve o ouro ao homem invejoso? 4 O que amontoa riquezas, defraudando-se do necessário com injustiça, ajunta-as para outros, e outrem se regalará com os seus bens. 5 Para quem será bom aquele que é mau para si? Nem ele goza dos seus bens. 6 Nada há pior do que aquele que é avaro para si mesmo: nisto está o salário da sua malícia. 7 Se faz bem, é só por inadvertência e sem querer; e por último descobre a sua malícia. 8 O olho do invejoso é mau; ele volta o seu rosto e despreza a sua alma. Volta o seu rosto para não ver as necessidades dos outros e socorrê-las. Mas com isto prejudica os interesses internos da sua alma. 9 O olho do avaro não. se sacia com uma porção injusta; não se fartará, enquanto não tiver secado e consumido a sua vida. 10 O olho mau tende para o mal, e não se satisfará de pão, mas estará faminto e melancólico à sua própria mesa. O avarento nem ao menos à sua mesa come o pão suficiente para se satisfazer. 11 Filho, se tens posses, faze com elas bem a ti mesmo, e oferece a Deus dignas oblações. 12 Lembra-te que a morte não tarda, e que te foi intimado o ir para o sepulcro, porque é decreto deste mundo o ter infalivelmente de morrer. 13 Faze bem ao teu amigo antes da morte, e, estendendo a mão, dá esmola ao pobre, segundo as tuas posses. 14 Não te prives dum bom dia, e não deixes perder nenhuma parcela do bem que te é concedido. 15 Não vês que hás-de deixar a outros o fruto das tuas penas e dos teus trabalhos, para eles o repartirem, pela sorte, entre si? 16 Dá, e recebe, e justifica a tua alma. Justifica. No texto grego: alegra. 17 Pratica a justiça antes da tua morte. porque na sepultura não se vai procurar alimento. 18 Toda a carne envelhece como o feno, e como as folhas que crescem sobre as árvores verdes. 19 Umas folhas nascem, e outras caem: assim nas gerações de carne e de sangue; umas morrem e outras nascem. 20 Toda a obra corruptível virá enfim a perecer, e aquele que a fez irá com ela. 21 Toda a obra excelente será bem apreciada, e o que a executa, nela será honrado.
Constância na sabedoria.
22 Bem-aventurado o homem que permanece constante na sabedoria. que medita na sua justiça, e que pensa, em seu coração, no olhar de Deus que vê tudo; 23 que repassa no seu coração os caminhos da sabedoria, e que penetra na inteligência dos seus segredos, indo atrás dela como quem lhe segue o rasto, e se detém sobre os seus caminhos: 24 que olha pelas suas janelas, que escuta à sua porta; 25 que repousa junto da sua casa, e que, pregando uma estaca nas suas paredes, assenta ao lado dela a sua pequena cabana, dentro da qual terão perpétua morada (todos) os bens. 26 Ele porá seus filhos debaixo da sua cobertura, e ele mesmo morará debaixo dos seus ramos. 27 À sua sombra será defendido do calor, e repousará na sua glória.Citado em 26
- v. 5 Summa (EN)(I-II 73.9
II-II 106.3 Amoris Laetitia(§101)II-II 119.3) - v. 6 Amoris Laetitia(§101)Christus Vivit(§146)
- v. 11 Amoris Laetitia(§149)Christus Vivit(§145)Evangelii Gaudium(§4)Gaudete Et Exsultate(§127)
- v. 12 Amoris Laetitia(§149)
- v. 13 Amoris Laetitia(§149)
- v. 14 Amoris Laetitia(§129
§149) Christus Vivit(§145)Evangelii Gaudium(§4)Gaudete Et Exsultate(§127) - v. 16 Amoris Laetitia(§129)
- v. 20 Fides Et Ratio(§16)
- v. 21 Fides Et Ratio(§16)
- v. 22 Fides Et Ratio(§16)
- v. 23 Fides Et Ratio(§16)
- v. 24 Fides Et Ratio(§16)
- v. 25 Fides Et Ratio(§16)
- v. 26 Fides Et Ratio(§16)
- v. 27 Fides Et Ratio(§16)