Eclesiástico 43
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
1 O firmamento é a formosura do céu, e a abóbada celeste é um espectáculo de majestade. 2 O Sol, ao sair, glorifica o Senhor; é um vaso admirável, uma obra do Excelso. Vaso admirável, isto é, obra-prima de beleza. 3 Ao meio-dia queima a terra; quem pode suportar o seu ardor? O ferreiro serve-se da forja para trabalhar ao fogo; 4 O Sol abrasa três vezes mais os montes, despedindo raios de fogo, cujo resplendor deslumbra os olhos. 5 Grande é o Senhor que o criou; ele apressa a sua carreira para lhe obedecer.
A lua e as estrelas.
6 A lua, em todas as suas revoluções, é a marca dos tempos e o sinal do futuro. 7 Os dias de festa são determinados pela lua, cujo brilho diminui, depois de atingir o máximo. 8 O mês toma dela o nome; ela cresce, dum modo admirável, até ficar cheia. 9 É o farol dos exércitos das alturas; brilha gloriosamente no firmamento dos céus. É um farol que parece iluminar os outros astros. 10 O brilho das estrelas é a beleza do céu, (por elas) o Senhor ilumina o mundo nas alturas. 11 A palavra do Santo estão prontas a executar as suas ordens, e nunca se cansam de fazer sentinela. E nunca se cansam... Cada estrela é como uma sentinela que se conserva fielmente no seu posto.O arcoíris.
12 Contempla o arco-íris e bem-dize aquele que o fez; é muito formoso no seu resplendor. 13 Ele cerca o céu com um círculo de glória; são as mãos do Excelso que o estendem.A tempestade.
14 O Senhor com o seu império faz precipitar a neve, e acelera os raios (para a execução) dos seus juízos. Acelera os raios, que são muitas vezes instrumentos dos castigos de Deus (dos seus juízos). 15 Por esta causa se abrem os seus tesouros, e voam as nuvens como aves. Os seus tesouros, nos quais, segundo a linguagem figurada dos poetas bíblicos se encontram acumulados os ventos, a neve. etc. 16 Pela grandeza do seu poder condensa as nuvens, e fragmentam-se as pedras da saraiva. Fragmentam-se as pedras... A saraiva cai como pedras que se despedaçam nas alturas. 17 Quando ele aparece, abalam-se os montes, e ao seu querer, sopra o vento do meio-dia. 18 A voz do seu trovão fere a terra, a tempestade do norte e o redemoinho dos ventos (causam destruição).A neve.
19 Espalha a neve como aves que pousam sobre a terra; ela cai na terra como gafanhotos que se abatem sobre o solo. 20 Os olhos admiram a beleza da sua brancura, e o coração maravilha-se de a ver cair. 21 Ele derrama sobre a terra a geada como sal; quando esta se congela, torna-se como em pontas de abrolhos.Geada e calor.
22 Sopra o vento frio do norte, e a água congela como um cristal, que repousa sobre todos os depósitos de águas, revestindo-as como de uma couraça. 23 Devora os montes, queima os desertos, seca a verdura como fogo. 24 O remédio de todos estes males é uma nuvem que venha depressa; um orvalho, que sobrevenha temperado, abrandará o seu rigor.O mar.
25 A uma palavra sua, acalma-se o vento; só com o seu pensar, aplaca o mar profundo, no meio do qual o Senhor plantou as ilhas. 26 Os que navegam sobre o mar, contem os seus perigos, que nós, escutando-os nos admiraremos. 27 Ali se encontram obras preclaras e maravilhosas, alimárias de todas as espécies e criaturas monstruosas. 28 Graças a ele tudo pende para o seu fim, por uma ordem estável; a sua palavra regula todas as coisas. Este versículo é uma conclusão do quadro que acaba de ser descrito. O plano divino é realizado em toda a criação.Conclusão.
29 Por muito que digamos, muito nos ficará por dizer, mas o resumo de todo o nosso discurso é este: Ele está em todas as coisas. 30 Que podemos nós para o glorificar? Sendo o Todo-Poderoso, é superior a todas as suas obras. 31 O Senhor é terrível e soberanamente grande, maravilhoso o seu poder. 32 Glorificai o Senhor quanto puderdes, que ele ficará sempre acima (dos vossos louvores), porque é admirável a sua magnificência. 33 Bem-dizei o Senhor, exaltai-o quanto puderdes, porque ele está acima de todo o louvor. 34 Para o exaltar, revesti-vos de toda a fortaleza, não vos canseis (de o exaltar), porque jamais chegareis ao fim. Por mais que se diga da glorificação de Deus, ficará sempre muito que dizer; é um assunto inexaurível. 35 Quem o poderá ver e descrever? Quem o poderá engrandecer, como ele é, desde o princípio? 36 Muitas obras suas, maiores do que estas, nos são escondidas, pois nós somente vemos um pequeno número delas. 37 O Senhor fez todas as coisas, e deu sabedoria aos que vivem piamente.Citado em 25
- v. 1 Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 2 Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 3 Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 4 Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 5 Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 6 Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 7 Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 8 Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 9 Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 10 Summa (EN)(Suppl 91.3)Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 11 Perguntas(Ecologia e clima)
- v. 12 Perguntas(Ecologia e clima)Ad Caeli Reginam(§49)
- v. 13 Ad Caeli Reginam(§49)
- v. 27 CCC(¶2129)
- v. 28 CCC(¶300
¶2129) - v. 29 CCC(¶2129)
- v. 30 CCC(¶300
¶2129) - v. 32 Summa (EN)(II-II 93.2)
- v. 33 Summa (EN)(I-II 64.4
II-II 81.5 II-II 91.1)