Eclesiástico 5
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Confianças falsas.
1 Não te fies nas riquezas iníquas e não digas: eu tenho bastante com que viver — porque de nada te aproveitará isto no dia do castigo e da escuridão. 2 Não te abandones, quando te sentires forte, aos maus desejos do teu coração. 3 e não digas: Como sou poderoso! Quem poderá obrigar-me a dar contas das minhas acções? Com efeito Deus exercerá a sua vingança. 4 Não digas; Eu pequei; e que mal me veio dai? — porque o Altíssimo é lento em punir (os crimes). É um grande abuso pecar, confiando no perdão, fazendo da bondade de Deus um motivo para pecar mais seguramente. Deus é misericordioso, mas também é justo, e por isso castiga o pecado. 5 Não estejas sem temor da ofensa que te foi perdoada, e não ajuntes pecados sobre pecados. 6 Não digas; A misericórdia do Senhor é grande, ele se compadecerá da multidão dos meus pecados. 7 Porque a sua misericórdia e a sua ira estão perto uma da outra, e a sua ira olha para os pecadores. 8 Não tardes em te converter ao Senhor, não o difiras de dia para dia, 9 porque virá de improviso a sua ira, e no dia do castigo te perderá. 10 Não andes inquieto por (amor de) riquezas injustas, porque elas não te aproveitarão no dia do castigo e da escuridão.Sabedoria no falar.
11 Não te voltes a todo o vento, e não andes por todos os caminhos. porque é assim que todo o pecador de língua dobre se dá a conhecer. Não devemos proceder segundo a oportunidade do momento, mas segundo os nossos sentimentos rectos, segundo normas fixas de vida virtuosa. 12 Se firme no caminho do Senhor, na sinceridade dos teus sentimentos e conhecimentos, e que a palavra de paz e de justiça te acompanhe sempre. 13 Sê manso para ouvir a palavra, a fim de que a entendas; então darás com sabedoria uma resposta justa. 14 Se tens inteligência, responde ao teu próximo; se não, põe a tua mão sobre a tua boca, para que te não suceda ser surpreendido numa palavra indiscreta e cair em confusão, 15 A honra e a glória acompanham o falar do homem sensato, mas a língua do imprudente é a sua ruína. 16 Que ninguém te chame intriguista, e que não te venha a tua língua a ser um laço e um motivo de confusão. 17 Porque sobre o ladrão virão a confusão e o arrependimento, e sobre a língua dobre uma nota de infâmia; ao mexeriqueiro (estão reservados) o ódio, a inimizade e a contumélia. 18 Faze igualmente justiça aos pequenos e aos grandes.Citado em 10
- v. 2 CCC(¶1809)
- v. 4 Summa (EN)(II-II 136.5)
- v. 5 Summa (EN)(Suppl 4.1
Suppl 14.2) - v. 8 CCC(¶2536)Summa (EN)(III 68.3)
- v. 9 CCC(¶2536)
- v. 13 Summa (EN)(II-II 157.4)
- v. 16 Summa (EN)(II-II 74.1)
- v. 17 Summa (EN)(II-II 74.2)