Eclesiástico 7
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Vários preceitos.
1 Não faças o mal, e o mal não cairá, sobre ti. 2 Retira-te da injustiça, e a injustiça se afastará de ti. 3 Filho, não semeies males nos sulcos da injustiça, para não recolheres sete vezes mais. 4 Não peças ao Senhor o cargo de conduzir outros, nem ao rei um posto de honra. Não nos deixemos dominar nem pela ambição nem pela presunção. 5 Não te tenhas por justo diante de Deus, porque ele conhece o (fundo do) coração, e não pretendas parecer sábio diante do rei. 6 Não procures ser juiz, se não tens coragem para despedaçar as injustiças, não vá acontecer que temas à vista do poderoso, e te exponhas a proceder contra a equidade. 7 Não ofendas a multidão duma cidade; não te metas entre o tumulto do povo; 8 não ates um segundo pecado ao primeiro, porque, nem ainda por um só, ficarás impune. 9 Não te deixes cair no desânimo. 10 nem te descuides de fazer oração e dar esmola. 11 Não digas: Deus atenderá à multidão das minhas dádivas, e, oferecendo eu os meus dons ao Deus altíssimo, ele os receberá com agrado. O vício oposto à pusilanimidade. de que se fala no verso 9, é a presunção orgulhosa de muitos pecadores que continuam os seus pecados, confiando na misericórdia de Deus, esquecidos de que, sem um coração contrito e resolvido a não pecar, os nossos sacrifícios não são agradáveis a Deus. 12 Não escarneças do homem cuja alma está em amargura; porque Deus, que tudo vê, é quem humilha e exalta. 13 Não inventes mentiras contra teu irmão, nem tampouco o faças contra o teu amigo. 14 Não queiras proferir mentira alguma; porque o acostumar-se a isso é mau. 15 Não sejas verboso na assembleia dos anciães nem multipliques as palavras nas tuas orações. A brevidade e concisão em tratar os superiores é sinal de respeito. Também Jesus Cristo recomendou o não usar muitas palavras na oração (Mt. 6, 7). 16 Não aborreças as obras penosas, nem o trabalho do campo, criado pelo Altíssimo. 17 Não te alistes entre a turba das pessoas indisciplinadas. 18 Lembra-te da ira (de Deus) que não tardará. 19 Humilha profundamente o teu espírito, porque a carne do ímpio será castigada com o fogo e com o verme. 20 Não faças mal a um teu amigo, porque difere dar-te o dinheiro, nem desprezes pelo ouro um teu irmão querido.Deveres do pai de família.
21 Não te separes da mulher sensata e virtuosa. que recebeste por sorte no temor do Senhor, porque a graça da sua modéstia é mais preciosa que o ouro. 22 Não trates mal o servo que trabalha com fidelidade, nem o mercenário que todo se dá a servir-te. 23 O servo sensato seja querido de ti como a tua alma, não lhe negues a liberdade (que ele merece), e não o deixes cair na pobreza. 24 Tens gados? Cuida deles; se te são úteis, conserva-os. 25 Tens filhos? Educa-os e acostuma-os à sujeição desde a sua infância. 26 Tens filhas? Vela pela pureza dos seus corpos, e não lhes mostres o teu rosto demasiado jovial. Sem a vigilância dos pais pode correr perigo a honestidade das filhas, para a conservação da qual não convém usar com elas de indulgência demasiada. 27 Casa a tua filha, e terás arrumado um assunto importante; dá-a a um homem de bom senso. 28 Se tens mulher segundo o teu coração, não a repudies; e não confies na que é odiosa. 29 De todo o teu coração honra teu pai, e não te esqueças dos gemidos de tua mãe. 30 Lembra-te que não terias nascido sem eles, e faze por eles o que eles fizeram por ti.Deveres para com Deus e para com os sacerdotes.
31 Teme o Senhor com toda a tua alma, e venera os seus sacerdotes. 32 Ama com todas as tuas forças aquele que te criou, e não desampares os seus ministros. 33 Honra a Deus de toda a tua alma, respeita os sacerdotes, e purifica-te, oferecendo as espáduas. As espáduas das vítimas. 34 Dá-lhes a sua parte das primícias e das vítimas de expiação, como te é mandado: purifica-te das tuas negligências com pequenas ofertas; 35 oferece ao Senhor as espáduas das vítimas, os sacrifícios de santificação e as primícias das coisas santas.Caridade.
36 Estende a tua mão para o pobre, a fim de que o teu sacrifício de expiação e a tua oferta sejam perfeitos. 37 Dá graciosamente a todos os vivos, e não recuses os teus dons aos mortos. 38 Não deixes de consolar os que choram, e acompanha (na sua dor) os aflitos. 39 Não sejas preguiçoso em visitar os enfermos, porque é assim que tu te fortificarás na caridade,Novíssimos.
40 Em todas as tuas obras lembra-te do teu fim, e nunca jamais pecarás.Citado em 14
- v. 6 Summa (EN)(III 59.1)
- v. 14 Summa (EN)(II-II 110.3)Diuturnum(§9)
- v. 19 Summa (EN)(Suppl 97.2)
- v. 26 Summa (EN)(II-II 114.1)
- v. 27 CCC(¶2215)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(210)
- v. 28 CCC(¶2215)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(210)
- v. 29 CCC(¶2215)Summa (EN)(II-II 26.10)
- v. 30 CCC(¶2215)
- v. 34 Summa (EN)(II-II 54.3)
- v. 38 Summa (EN)(II-II 114.1)