Êxodo 32
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
III - RENOVAÇÃO DA ALIANÇA
O bezerro de ouro.
1 Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, juntou-se contra Aarão, e disse: Levanta-te, faze-nos um deus que vá diante de nós, parque não sabemos o que aconteceu a Moisés, esse homem que nos tirou da terra do Egipto. A esse homem. Estas palavras mostram o desprezo e a indiferença dos Israelitas para com Moisés, que tantos prodígios tinha operado em seu favor. 2 Aarão disse-lhes: Tomai as arrecadas de ouro das orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-as. 3 O povo fez o que lhes mandara, trazendo as arrecadas a Aarão. 4 Ele, tendo-as tomado, mandou-as fundir, e formou delas um bezerro fundido. Eles disseram: Este, ó Israel, é o teu deus que te tirou da terra do Egipto. 5 Aarão, vendo isto, erigiu um altar diante do bezerro e clamou: Amanhã é a festa solene do Senhor. 6 Levantando-se pela manhã, ofereceram holocaustos e hóstias pacíficas, e o povo se assentou a comer e a beber, depois levantaram-se para se divertirem. Para se divertirem com danças e cânticos de que era acompanhado o culto dos ídolos.Cólera de Deus aplacada por Moisés.
7 O Senhor falou a Moisés, dizendo; Vai, desce, pois o teu povo, que tiraste da terra do Egipto, pecou. 8 Depressa se apartaram do caminho que lhes mostraste: fizeram para si um bezerro fundido, adoraram-no e, imolando-lhe hóstias, disseram: Este, ó Israel, é o teu deus que te tirou da terra do Egipto. 9 O Senhor disse mais a Moisés: Vejo que este povo é de cerviz dura: De servizdura, isto é, indócil, incorrigível. 10 deixa-me Deus mostra, com estas palavras, o grande apreço que tem pelas orações dos seus santos, as quais como que o obrigam., a fim de que o meu furor se acenda contra eles, e que eu os extermine, e eu te farei chefe de uma grande nação. 11 Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: Senhor, porque se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egípto com uma grande fortaleza e com uma poderosa mão? 12 Não permitas, te rogo, que os Egípcios digam: Ele tirou-os (do Egipto) astutamente para os matar nos montes e exterminar da terra; aplaque-se a tua ira, e perdoa a iniquidade do teu povo. 13 Lembra-te de Abraão, de Isaac e de Israel, teus servos, a quem por ti mesmo juraste, dizendo: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e darei à vossa posteridade toda esta terra, de que falei, e vós a possuireis para sempre. 14 O Senhor se aplacou, e não fez ao seu povo o mal que tinha dito.Moisés desce do monte e quebra as tábuas da lei.
15 Moisés voltou do monte, levando na mão as duas tábuas do testemunho, escritas de ambas as partes, 16 e feitas por obra de Deus; a escrita gravada nas tábuas era também de Deus. 17 Ora Josué, ouvindo o tumulto do povo que gritava, disse para Moisés: Ouve-se um alarido de peleja nos acampamentos. 18 Moisés respondeu: Não é clamor de gente que se anima a combater nem clamor de quem excita à fuga, mas eu ouço a voz de gente que canta.Destruição do bezerro de ouro.
20 Pegando no bezerro que tinham feito, queimou-o e esmagou-o até o reduzir a pó, que espalhou na água, e deu a beber Com esta acção simbólica Moisés queria não só mostrar o nada do ídolo, mas também obrigar o povo como que a beber o objecto do seu pecado, sujeitando-se às consequências. dele aos filhos de Israel.Moisés pune os culpados.
21 Disse a Aarão: Que te fez este povo, para atraires sobre ele um tão grande pecado? 22 Ele respondeu-lhe: Não se agaste o meu Senhor, porque tu sabes quanto este povo é inclinado para o mal. 23 Eles disseram-me: Faze-nos um deus que vá diante de nós, porque não sabemos o que aconteceu àquele que nos tirou da terra do Egipto. 24 Eu disse-lhes: Qual de vós tem ouro? Trouxeram-no, deram-mo, eu lancei-o no fogo, e saiu este bezerro. E saiu este bezerro, como se fosse um puro acaso. A desculpa foi tão fútil que Moisés nem lhe deu resposta. Ver Deut. 9, 20. 25 Vendo, pois, Moisés que o povo andava desmandado, pois Aarão lhe tinha alargado o freio, expondo-o assim à irrisão dos seus inimigos, 26 colocou-se à porta dos acampamentos e disse: Quem é pelo Senhor junte-se a mim. E ajuntaram-se a ele todos os filhos de Levi. 27 Ele disse-lhes: Eis o que diz o Senhor Deus de Israel: Cada um cinja a sua espada ao seu lado; passai e tomai a passar de porta em porta através dos acampamentos, e cada qual mate o seu irmão Esta ordem era contra o que foram encontrados em flagrante delito de idolatria e se opuseram a Moisés, não devendo ser poupados os próprios parentes e amigos dos encarregados da execução., o seu amigo, o seu parente. 28 Os filhos de Levi fizeram o que Moisés tinha ordenado, e cerca de três mil homens caíram (mortos) naquele dia. 29 Moisés disse-lhes: Consagrastes hoje as vossas mãos Assim, como os sacerdotes são consagrados com o sangue dos cordeiros (Ex. 29, 20) do mesmo modo vós consagrastes as vossas mãos com o sangue dos vossos irmãos e dos vossos filhos pecadores, oferecendo assim um sacrifício à justiça divina, e ao mesmo tempo praticando um acto de obediência. — Para vos ser dada a bênção, que consiste em serdes escolhidos para constituir a tribo sacerdotal. ao Senhor, cada um em seu filho e em seu irmão para vos ser dada a bênção.Na oração de Moisés pelo povo.
30 Ao outro dia Moisés disse ao povo: Vós cometestes o maior pecado; subirei ao Senhor para ver se de algum modo poderei obter perdão para o vosso delito. 31 Voltando para o Senhor, disse: Oh! Este povo cometeu um grandíssimo pecado! Fizeram um deus de ouro. Perdoa-lhe, porém, esta culpa, 32 ou, se o não fazes, risca-me do teu livro que escreveste. 33 O Senhor respondeu-lhe: Riscarei do meu livro aquele que pecar contra mim. 34 Tu, porém, vai e conduze este povo onde eu te disse: o meu anjo irá diante de ti. No dia da minha visitação, puni-los-ei pelo seu pecado. 35 O Senhor feriu, assim, o povo pela culpa do bezerro, que Aarão tinha feito.Citado em 116
- Este capítulo CCC(¶210)Summa (EN)(I-II 98.4
II-II 64.4 II-II 101.4 II-II 147.5) - v. 1 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)
- v. 2 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)
- v. 3 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)
- v. 4 CCC(¶2577)Summa (EN)(II-II 14.3)Evangelii Gaudium(§55)
- v. 5 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)
- v. 6 CCC(¶2577)Summa (EN)(II-II 168.3)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 7 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 8 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 9 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 10 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 11 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 12 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 13 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 14 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 15 CCC(¶2058
¶2577) Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5) - v. 16 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 17 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 18 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 19 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 20 CCC(¶2577)Summa (EN)(I 12.11)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 21 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 22 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 23 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 24 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 25 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 26 CCC(¶2577)Acerbo Nimis(§27)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 27 CCC(¶2577)Summa (EN)(II-II 64.3)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 28 CCC(¶2577)Summa (EN)(II-II 14.3
II-II 39.2 Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)II-II 97.4) - v. 29 CCC(¶2577)Summa (EN)(Suppl 39.4)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 30 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 31 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 32 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 33 CCC(¶2577)Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)
- v. 34 CCC(¶2577)Summa (EN)(II-II 14.3
II-II 97.4) Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5) - v. 35 Evangelii Gaudium(§55)Paenitentiam Agere(§5)