Gênesis 12
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
SEGUNDA PARTE
I - HISTÓRIA DE ABRAÃO
Primeiro período da vida de Abrão
Vocações de Abrão.
1 Ora o Senhor disse a Abrão: saí da tua terra, da tua parentela, da casa de teu pai, e vem para a terra que eu te mostrar. 2 Farei (sair) de ti um grande povo, e te abençoarei, engrandecerei o teu nome e serás bendito. 3 Abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as nações da terra. E em ti serão benditas, na tua descendência, principalmente em Jesus Cristo. 4 Partiu, pois, Abrão, como o Senhor lhe tinha ordenado, e foi com ele Loth. Tinha Abrão setenta e cinco anos, quando saiu de Haran 5 Levou consigo Sarai, sua mulher, Loth, filho de seu irmão, todos os bens que possuíam e as pessoas Os escravos que tinham comprado em Haran. que tinham adquirido em Haran. Partiram, a caminho da terra de Canaan, e lá chegaram. 6 Abrão atravessou este pais até ao lugar de Siquém, até à cadeia de Moré. Os Cananeus estavam então naquela terra. 7 O Senhor apareceu a Abrão e disse-lhe: darei esta terra aos teus descendentes. Naquele lugar, (Abrão) edificou um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido. 8 Passando dali ao monte, que estava ao oriente de Betel, ai levantou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente, e Hai ao oriente. Aí edificou também um altar ao Senhor, e invocou o seu nome. 9 Abrão continuou a sua viagem, andando e avançando para o meio-dia.Abrão vai ao Egito.
10 Sobreveio, porém, uma fome no país, e Abrão desceu ao Egito, para ai viver algum tempo, porque a fome era muita no (seu) pais. 11 Quando estava perto de entrar no Egito disse a Sarai, sua mulher: conheço que és uma mulher formosa 12 e que, quando os Egípcios te virem, dirão: é sua mulher - e matar-me-ão, conservando-te a ti. 13 Dize, pois, te peço, que és minha irmã, para que eu seja bem tratado por causa de ti, e me conservem a vida, em atenção a ti. Dize que és minha irmã. Eram filhos do mesmo pai (Gn. 20, 12). Quanto ao modo de proceder de Abrão nada há de censurável. Exposto a perder a vida e a ver violarem a castidade de sua mulher, tomou o partido que lhe pareceu mais próprio para evitar o primeiro destes males e conjurar o segundo, Sobretudo confiava em Deus. 14 Tendo pois Abrão entrado no Egito, viram os Egípcios que aquela mulher era muito formosa. 15 Os grandes de Faraó, vendo-a, gabaram-na muito diante dele: e a mulher foi levada ao palácio do Faraó. 16 Trataram bem Abrão, por causa dela, e ele teve ovelhas, bois, jumentos, servos, servas, jumentas e camelos. 17 O Senhor, porém, feriu Faraó e a sua casa com grandíssimas pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão. 18 Então Faraó chamou Abrão e disse-lhe: por que te houveste comigo desta sorte? Por que não declaraste que ela era tua mulher? 19 Por que disseste que ela era tua irmã, para que eu a tomasse por minha mulher? Agora, pois, aí tens a tua mulher, toma-a e vai-te. 20 E Faraó deu ordens a seus homens para cuidarem de Abrão, e eles o acompanharam (até à saída do Egito) com sua mulher e com tudo o que possuía.Citado em 33
- Este capítulo Summa (EN)(II-II 110.3)Ecclesia In Asia(§1)Fidei Donum(§64)
- v. 1 CCC(¶59
¶145) Evangelii Gaudium(§20)Fidei Donum(§26)Lumen Fidei(§54§56) Slavorum Apostoli(§8) - v. 2 CCC(¶145
¶762 Dei Verbum(§3)Evangelii Gaudium(§20)Lumen Fidei(§54)Slavorum Apostoli(§8)¶1669 ¶2676) - v. 3 CCC(¶59
¶145 Compêndio(8)Dei Verbum(§3)Evangelii Gaudium(§20)Lumen Fidei(§54)Redemptoris Missio(§12)Summi Pontificatus(§28)Verbum Domini(§114)¶706 ¶2676) - v. 4 CCC(¶145
¶2570) - v. 7 Summa (EN)(I-II 98.6)
- v. 12 Summa (EN)(Suppl 47.2)