I Coríntios 10
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Paulo confirma a sua argumentação, expondo alegoricamente a saída do Egipto.
1 Não quero, pois, Irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, que todos passaram o mar, Assim como os cristãos, por meio do baptismo, ficam incorporados em Cristo e obrigados a observar as suas leis, assim, para os Hebreus, a nuvem misteriosa e a passagem do mar Vermelho foram como uma espécie de baptismo, pelo qual ficaram sujeitos a Moisés e obrigados a observar as suas leis. 2 todos foram baptizados em Moisés, na nuvem e no mar, 3 todos comeram do mesmo alimento espiritual, Do mesmo alimento espiritual, isto é, o maná, chamado espiritual por causa da origem miraculosa e por ser a figura da Eucaristia. 4 e todos beberam da mesma bebida espiritual Alusão à água que Deus fez jorrar do rochedo em Ralidim (Ex. 17, 6) e no deserto de Sin (Nm. 10, 8). Pedra espiritual... não a pedra material de que Moisés fez jorrar uma fonte de água: era Jesus Cristo, Verbo eterno, condutor do povo escolhido, na viagem para a terra prometida. Efectivamente, segundo a narração moisaica, é Deus que está sobre o rochedo (Ex. 17, 6) e é a ele não à pedra material que Moisés deve falar. (pois bebiam da pedra espiritual que os seguia, pedra que era Cristo). 5 Mas de muitos deles Deus não se agradou, pelo que foram prostrados no deserto. 6 Estas coisas foram figura do que nos diz respeito (se formos infiéis a Deus), para que não cobicemos coisas más, como eles cobiçaram. 7 Não vos torneis idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo sentou-se a comer e a beber e depois levantou-se para se divertir ( Ex 32, 6 ). 8 Não nos entreguemos à devassidão, como alguns deles se entregaram, e morreram num dia vinte e três mil. 9 Não tentemos o Senhor, como alguns deles o tentaram, e foram mortos pelas serpentes. 10 Não murmureis, como alguns deles murmuraram, e foram mortos pelo (Anjo), exterminador. 11 Ora todas estas coisas lhes aconteciam, em figura, e foram escritas para advertência de (todos) nós, para quem o fim dos séculos chegou. 12 Aquele, pois, que crê estar de pé (possuindo a graça de Deus), veja, não caia (no pecado). 13 Ainda não vos surpreendeu nenhuma tentação, que ultrapassasse a medida humana. Deus, que é fiel, não permitirá que sejais tentados além do que podem as vossas forças. Em caso de tentação, dar-vos-á os meios de lhe resistir.Os cristãos não devem tomar parte nos banquetes idolátricos.
14 Por isso, meus caríssimos, fugi da idolatria. 15 Falo como a pessoas sensatas: julgai vós mesmos o que eu digo. 16 Porventura o cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a participação do corpo do Senhor? Este versículo é uma prova clara de que na Eucaristia está Jesus Cristo real e substancialmente presente, pois o Apóstolo diz que o beber vinho deste cálice e o comer este pão é participar do sangue e corpo de Jesus. 17 Visto que há um só pão, nós, embora muitos, formamos um só corpo, nós todos que participamos do mesmo pão. 18 Considerai Israel, segundo a carne: os que comem das vitimas, porventura não têm parte no altar? 19 Mas que digo? Digo que o que foi sacrificado aos ídolos é alguma coisa? Ou que o ídolo é alguma coisa? (De modo nenhum), 20 antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. Ora não quero que tenhais sociedade com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; 21 não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. 22 Queremos porventura provocar o Senhor à emulação? Acaso somos mais fortes do que ele? "Tudo é permitido" — mas nem tudo aproveita.Regra de proceder nas refeições ordinárias.
23 "Tudo é permitido" — mas nem tudo edifica. Ver nota 1Co. 6, 12, fn. 24 Ninguém busque o bem próprio, mas o bem dos outros. 25 De tudo o que se vende na praça, comei sem perguntar nada por motivo de consciência, 26 porque do Senhor é a terra e tudo quanto há nela. 27 Se algum dos infiéis vos convida e quereis ir, comei de tudo o que vos é posto diante, não perguntando nada por motivo de consciência. 28 Todavia, se alguém disser: isto foi imolado aos ídolos — não o comais em atenção aquele que o advertiu e por causa da consciência; 29 da consciência, digo, não vossa, mas do outro. Por que motivo, com efeito, seria a minha liberdade julgada pela consciência alheia? 30 Se eu como, dando graças, por que motivo dizem mal de mim, por uma coisa por que dou graças? 31 Logo, ou comais, ou bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus. 32 Não sejais motivo de escândalo, nem para os Judeus, nem para os Gregos, nem para a Igreja de Deus, 33 como também eu em tudo procuro agradar a todos, não buscando o meu proveito, mas o do maior número, para que sejam salvos.Citado em 158
- Este capítulo Mater et Magistra(§256)
- v. 1 CCC(¶129
¶697 Verbum Domini(§41)¶1094) - v. 2 CCC(¶117
¶129 Summa (EN)(III 66.11¶697 ¶1094) III 70.1 Verbum Domini(§41)III 72.1 III 73.6 III 80.1) - v. 3 CCC(¶129
¶1094) Summa (EN)(III 72.1III 83.3) Presbyterorum Ordinis(§3§13) Verbum Domini(§41) - v. 4 CCC(¶129
¶694 Summa (EN)(I 43.7¶1094) III 39.6 Haurietis Aquas(§1III 60.5 III 70.3 III 72.1 III 74.6) §2 Verbum Domini(§41)§4) - v. 5 CCC(¶129
¶1094) Verbum Domini(§41) - v. 6 CCC(¶128
¶129 Summa (EN)(II-II 96.3)Verbum Domini(§41)¶1094) - v. 7 CCC(¶129)Paenitentiam Agere(§5)Verbum Domini(§41)
- v. 8 CCC(¶129)Verbum Domini(§41)
- v. 9 CCC(¶129
¶2119) Verbum Domini(§41) - v. 10 CCC(¶129)Verbum Domini(§41)
- v. 11 CCC(¶117
¶128 Summa (EN)(I-II 102.2¶129 ¶670 ¶2175) I-II 102.6 Dei Verbum(§15)Lumen Gentium(§48)Sacra Virginitas(§2)Verbum Domini(§40I-II 103.1 I-II 104.2 III 27.2 III 60.2 III 70.1 Suppl 88.3) §41) - v. 12 Perguntas(A tentação)Dei Verbum(§15)
- v. 13 CCC(¶2848)Perguntas(A tentação)Editae Saepe(§10)Reconciliatio Et Paenitentia(§26)Sacra Virginitas(§48
§51) - v. 16 CCC(¶1329
¶1331 Perguntas(A Eucaristia)Christifideles Laici(§19¶1334 ¶1396) §29) Ecclesia de Eucharistia(§23)Mysterium Fidei(§29) - v. 17 CCC(¶1329
¶1331 Summa (EN)(III 67.2¶1396 ¶1621) III 73.2 Perguntas(A Eucaristia)Deus Caritas Est(§12III 73.3 III 74.1) §14) Dies Domini(§32)Dominicae Cenae(§5)Ecclesia de Eucharistia(§21§23) Ecclesia In Medio Oriente(§79)Lumen Gentium(§3§7) Mediator Dei(§10§12 Mysterium Fidei(§5§17 §120 §147) §8 Redemptor Hominis(§7)§43 §44 §45 §73 §74 §75) - v. 18 Summa (EN)(I-II 102.3
III 82.4) - v. 19 Summa (EN)(II-II 94.1)
- v. 20 Summa (EN)(II-II 90.2)
- v. 21 Mysterium Fidei(§29)
- v. 23 Dignitatis Humanae(§11)
- v. 24 CCC(¶953)Dignitatis Humanae(§11)
- v. 25 Dignitatis Humanae(§11)
- v. 26 Dignitatis Humanae(§11)
- v. 27 Summa (EN)(II-II 10.9)Dignitatis Humanae(§11)
- v. 28 Dignitatis Humanae(§11)
- v. 29 Dignitatis Humanae(§11)
- v. 30 Dignitatis Humanae(§11)
- v. 31 Summa (EN)(I-II 88.1
I-II 100.10 Perguntas(Ioga e meditação)Dignitatis Humanae(§11)Mater et Magistra(§234II-II 69.1 II-II 81.4 II-II 83.14) §254 Sacramentum Caritatis(§71)§256) - v. 32 Summa (EN)(II-II 3.2
III 42.2) Ad Gentes(§41)Dignitatis Humanae(§11) - v. 33 Summa (EN)(II-II 47.10
II-II 115.1) Ad Gentes(§41)Dignitatis Humanae(§11)Menti Nostrae(§57)Presbyterorum Ordinis(§3§5 §13)