I Coríntios 15
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
V - Ressurreição dos mortos
A ressurreição de Jesus é prova da nossa ressurreição futura.
1 Declaro-vos, Irmãos, o Evangelho que vos preguei, o qual recebestes, no qual perseverais, 2 pelo qual sereis também salvos, se o conservais como vo-lo preguei, excepto se tiverdes crido em vão. 3 Porque, antes de tudo, ensinei-vos o que eu mesmo aprendi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as mesmas Escrituras; 5 que foi visto por Cefas e depois pelos onze; 6 que, a seguir, foi visto por mais de quinhentos irmãos, por uma só vez, dos quais ainda hoje vive a maior parte, e alguns já morreram; 7 que, depois, foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; 8 que, por último, depois de todos, foi também visto por mim, como por um aborto. 9 Efectivamente, sou o mínimo dos Apóstolos, que não sou digno de ser chamado Apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10 Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e a sua graça, que está em mim, não foi vã, antes tenho trabalhado mais que todos eles; não eu, porém, mas a graça de Deus, que está comigo. 11 Portanto, seja eu, ou sejam eles, assim pregamos, e assim crestes. 12 Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns, entre vós, que não há ressurreição dos mortos? 13 Pois, se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. 14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, é também vã a vossa fé. 15 Somos assim considerados falsas testemunhas de Deus, porque demos testemunho contra Deus (dizemos) que ressuscitou a Cristo, ao qual não ressuscitou, se os mortos não ressuscitam. 16 Verdadeiramente, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou Não é o verdadeiro Messias, que devia satisfazer pelos pecados, por isso é vã a vossa fé, porque os vossos pecados ainda não estão perdoados (ainda permaneceis nos vossos pecados)., é vã a vossa fé, porque ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 Também, por conseguinte, os que adormeceram em Cristo, pereceram. 19 Se somente nesta vida esperamos em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens. 20 Mas Cristo ressuscitou dos mortos, sendo ele as primícias dos que dormem, 21 porque, assim como a morte veio por um homem, também por um homem vem a ressurreição dos mortos. 22 Assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. 23 Mas, cada um em sua ordem: como primícias. Cristo; depois, os que são de Cristo, que creram na sua vinda. 24 Depois será o fim, quando (Cristo) tiver entregado o reino a Deus Pai, quando tiver destruído todo o principado, dominação e poder. No fim do mundo, Cristo, como homem apresentará a Deus Pai o seu reino, isto é, os seus escolhidos, como um troféu da sua vitória, e destruirá os inimigos desse seu reino (o principado, etc.). 25 Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés ( Sl 109, 1 ). 26 Ora o último inimigo a ser destruído será a morte: porque (Deus) todas as coisas sujeitou debaixo dos pés dele. Mas quando se diz: 27 Tudo está submetido, — exceptua-se sem dúvida aquele que lhe submeteu todas as coisas. 28 E, quando tudo lhe estiver sujeito, então ainda o mesmo Filho estará sujeito aquele que sujeitou a ele todas as coisas, a fim de que Deus seja tudo em todas as coisas.Argumento tirado do proceder dos simples fiéis e dos Apóstolos.
29 Doutra sorte, que farão os que se baptizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se baptizam por eles? Os que se baptisam pelos mortos. É difícil saber o que era este baptismo ou ablução pelos mortos. Alguns, dizem que significava a penitência a que alguns se sujeitavam para alivio das almas dos seus amigos falecidos. A opinião mais provável é a que admite que, no tempo do Apóstolo, quando morria algum catecúmeno sem baptismo, um seu amigo ou parente recebia por ele as cerimônias do Baptismo. O Apóstolo, sem aprovar este proceder, conclui que devem crer na ressurreição porque tal cerimônia funda-se na crença da outra vida e é justo que o corpo participe do mesmo prêmio ou castigo que a alma receber. 30 Por que nos expomos também nós a perigos, a toda a hora? 31 Todos os dias, Irmãos, morro (juro-o) pela glória que tenho de vós em Jesus Cristo Nosso Senhor. 32 Se foi com vistas humanas que batalhei com as feras em Éfeso, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, "comamos e bebamos, porque amanhã morreremos" ( Is 22, 13 ). 33 Não vos deixeis seduzir: "As más companhias corrompem os bons costumes." As más companhias... Verso do poeta Menandro, citado como provérbio. 34 Entrai em vós próprios seriamente e não pequeis, porque alguns não têm o conhecimento de Deus; para vergonha vossa o digo.Como se há-de dar ressurreição.
35 Mas, dirá alguém: Como ressuscitam os mortos? Com que corpo virão? 36 Louco! O que tu semeias, não toma vida, se primeiro não morre. 37 E, quando tu semeias, não semeias o corpo (da planta) que há-de nascer, mas um simples grão, como por exemplo de trigo ou de qualquer outra coisa. 38 Porém Deus dá-lhe o corpo, como lhe apraz, e a cada uma das sementes o seu próprio corpo. 39 Nem toda a carne é a mesma carne, mas uma certamente é a carne dos homens, outra a dos animais, uma a das aves, outra a dos peixes. 40 Há corpos celestes e corpos terrestres, mas um é o brilho dos celestes, e outro o dos terrestres; 41 uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua, outra a claridade das estrelas. E ainda há diferença de estrela para estrela em claridade. 42 Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se (o corpo) corruptível, ressuscitará incorruptível. 43 Semeia-se na ignomínia, ressuscitará glorioso; semeia-se fraco, ressuscitará robusto; 44 semeia-se um corpo animal, ressuscitará um corpo espiritual. Se há corpo animal, também o há espiritual, como está escrito: 45 O primeiro homem, Adão, foi alma vivente ( Gn 2, 7 ), o último Adão espírito vivificante. O último Adão, isto é, Jesus Cristo. 46 Mas não é primeiro o espiritual, mas sim o animal; depois, o espiritual. 47 O primeiro homem formado da terra, é terreno; o segundo homem vindo do céu, é celeste. 48 Qual o terreno, tais também os terrenos; qual o celeste, tais também os celestes. 49 Pelo que, assim como trouxemos a imagem do terreno, tragamos também a imagem do celeste. 50 Ora eu digo isto, Irmãos, porque a carne e o sangue não podem possuir o reino de Deus, nem a corrupção herdará a incorruptibilidade. 51 Eis que vos digo um mistério; não morreremos todos, mas todos seremos mudados. 52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará) os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos mudados. 53 Importa que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, que este corpo mortal se revista da imortalidade.Vitória de Jesus sobre a morte.
54 Quando, pois, este corpo corruptível se tiver revestido da incorruptibilidade e este corpo mortal se tiver revestido da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória ( Is 25, 8 ). 55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? ( Os 13, 14 ). O teu aguilhão, com que procuravas inocular em todos o teu veneno. 56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57 Porém, graças a Deus, que nos deu a vitória (contra a morte) por Nosso Senhor Jesus Cristo. 58 Portanto, meus amados Irmãos, sede firmes e constantes, trabalhando sempre cada vez mais na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.Citado em 334
- Este capítulo CCC(¶1060)Summa (EN)(I 1.8
III 54.2 Evangelium Vitae(§25)Sacerdotalis Caelibatus(§30)Suppl 75.1) - v. 1 Dives In Misericordia(§8)
- v. 2 CCC(¶674)
- v. 3 CCC(¶186
¶519 Perguntas(Quem foi Jesus)Indulgentiarum Doctrina(§5)Lumen Fidei(§36)Spes Non Confundit(§20)Verbum Domini(§13)¶601 ¶619 ¶624 ¶639 ¶652) - v. 4 CCC(¶186
¶627 Perguntas(Quem foi Jesus)Dives In Misericordia(§8)Spes Non Confundit(§20)Verbum Domini(§13)¶639 ¶642 ¶652) - v. 5 CCC(¶186
¶552 Compêndio(127)Perguntas(Quem foi Jesus)Spes Non Confundit(§20)Ut Unum Sint(§91)¶641 ¶642) - v. 6 CCC(¶642)Compêndio(127)Summa (EN)(III 55.3)Perguntas(Quem foi Jesus)
- v. 7 CCC(¶642
¶857) Summa (EN)(III 55.3)Perguntas(Quem foi Jesus)Christus Vivit(§124) - v. 8 CCC(¶642
¶659 Perguntas(Quem foi Jesus)¶857) - v. 9 CCC(¶752)Summa (EN)(III 84.8)
- v. 10 Summa (EN)(III 7.1
III 72.7) Mystici Corporis Christi(§38§87) Redemptor Hominis(§1§6) - v. 12 CCC(¶991
¶996 Summa (EN)(III 50.1¶2550) III 53.1 III 56.1 Suppl 75.2) - v. 13 CCC(¶991
¶996) - v. 14 CCC(¶651
¶991) Summa (EN)(III 53.1Suppl 25.2) Dies Domini(§2)Evangelii Gaudium(§275)Munificentissimus Deus(§39)Novo Millennio Ineunte(§28§35) Rosarium Virginis Mariae(§23) - v. 15 CCC(¶651)
- v. 17 Christus Vivit(§124)Lumen Fidei(§17)
- v. 18 CCC(¶1326)
- v. 19 Summa (EN)(III 69.3)
- v. 20 CCC(¶632
¶655 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(383¶991) 454) Summa (EN)(III 53.3III 56.1 Dies Domini(§8)Suppl 76.1 Suppl 77.1) - v. 21 CCC(¶411
¶655) Compêndio da Doutrina Social da Igreja(383454) Summa (EN)(III 56.1)Munificentissimus Deus(§39) - v. 22 CCC(¶411
¶655 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(383¶1050) 454) Summa (EN)(III 8.2Suppl 78.1) Ecclesia In Medio Oriente(§70)Munificentissimus Deus(§39)Redemptoris Mater(§41) - v. 23 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(383
454) Summa (EN)(III 56.1)Ad Gentes(§21)Munificentissimus Deus(§39)Redemptoris Mater(§41) - v. 24 CCC(¶668
¶2855) Compêndio da Doutrina Social da Igreja(383454) Summa (EN)(I 108.7I 109.2 Centesimus Annus(§62)Dies Domini(§8I-II 93.4 Suppl 81.3 Suppl 89.4 Suppl 92.1 Suppl 92.3) §42) Ecclesia In Africa(§87)Munificentissimus Deus(§39)Presbyterorum Ordinis(§2)Redemptoris Missio(§20)Sollicitudo Rei Socialis(§31)Vita Consecrata(§59) - v. 25 CCC(¶2855)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(383
454) Summa (EN)(Suppl 90.1)Miserentissimus Redemptor(§4)Munificentissimus Deus(§39)Quas Primas(§9) - v. 26 CCC(¶954
¶1008 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(383¶2855) 454) Summa (EN)(Suppl 90.1)Lumen Gentium(§49)Munificentissimus Deus(§39)Redemptoris Mater(§41)Veritatis Splendor(§21) - v. 27 CCC(¶668
¶954 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(383¶2855) 454) Summa (EN)(Suppl 90.1)Lumen Gentium(§36§49) Redemptoris Mater(§41)Redemptoris Missio(§18) - v. 28 CCC(¶130
¶294 Compêndio(53¶668 ¶671 ¶674 ¶1050 ¶1060 ¶1130 ¶1326 ¶2550 ¶2804 ¶2855) 135 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(383216) 454) Summa (EN)(I 42.4I-II 68.6 Ad Gentes(§2I-II 93.4 II-II 26.13 II-II 44.6 III 20.1 III 58.3 Suppl 90.1 Suppl 92.2) §21) Apostolicam Actuositatem(§33)Centesimus Annus(§62)Christifideles Laici(§14§25) Deus Caritas Est(§16§18) Dies Domini(§8§42) Dominum Et Vivificantem(§59)Laudato si’(§100)Lebanon(§31)Lumen Gentium(§36)Mulieris Dignitatem(§30)Orientale Lumen(§8)Redemptoris Mater(§41)Redemptoris Missio(§20)Sacramentum Caritatis(§11)Verbum Domini(§20)Vita Consecrata(§59) - v. 29 Summa (EN)(Suppl 71.9)
- v. 31 Sacerdotalis Caelibatus(§30)
- v. 33 Divini Illius Magistri(§75
§89) - v. 35 CCC(¶646
¶999) - v. 36 CCC(¶646
¶999) Summa (EN)(Suppl 75.3Suppl 78.1) - v. 37 CCC(¶646
¶999) Summa (EN)(Suppl 79.1) - v. 38 CCC(¶646)
- v. 39 CCC(¶646)
- v. 40 CCC(¶646)
- v. 41 CCC(¶646)Summa (EN)(I 12.6
I 26.3 III 5.2 Suppl 82.2 Suppl 85.1 Suppl 96.3) - v. 42 CCC(¶646
¶999 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(56)Summa (EN)(III 15.10¶1017 ¶1683) Suppl 82.1 Perguntas(A cremação)Gaudium et Spes(§38Suppl 82.2) §39) - v. 43 CCC(¶646
¶1017 Summa (EN)(III 54.2¶1683) III 55.6 Perguntas(A cremação)Suppl 74.7 Suppl 82.1 Suppl 84.1 Suppl 85.1) - v. 44 CCC(¶364
¶646 Summa (EN)(I 97.3¶999 ¶1017 ¶1683) III 54.1 Perguntas(A cremação)Suppl 83.1 Suppl 84.1) - v. 45 CCC(¶364
¶411 Summa (EN)(I 91.4¶504 ¶646) I 95.1) Caritas In Veritate(§12)Ecclesia In Medio Oriente(§70)Evangelium Vitae(§36)Mulieris Dignitatem(§11) - v. 46 CCC(¶646)Summa (EN)(I 94.1
I-II 106.3 Ecclesia In Medio Oriente(§70)III 1.5 III 27.1 III 34.1 III 65.2) - v. 47 CCC(¶504
¶646) Compêndio da Doutrina Social da Igreja(121)Summa (EN)(III 1.5III 31.1) Ecclesia In Medio Oriente(§70) - v. 48 CCC(¶646)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(121)Summa (EN)(II-II 183.1
Suppl 82.1) - v. 49 CCC(¶646)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(121)
- v. 50 CCC(¶646)Summa (EN)(III 5.2
III 54.3 Suppl 74.1 Suppl 80.3) - v. 51 Summa (EN)(III 56.2
Suppl 75.2 Suppl 77.4 Suppl 78.2) - v. 52 CCC(¶999)Summa (EN)(III 54.4
Suppl 76.2 Suppl 77.4 Suppl 86.1 Suppl 86.3 Suppl 91.2) - v. 53 CCC(¶999)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(56)Summa (EN)(Suppl 91.5)
- v. 54 Summa (EN)(III 50.6
III 69.3) Dives In Misericordia(§8)Evangelium Vitae(§25)Munificentissimus Deus(§39)Sollicitudo Rei Socialis(§31) - v. 55 Dives In Misericordia(§8)Dominum Et Vivificantem(§31)Evangelium Vitae(§25)Munificentissimus Deus(§39)
- v. 56 CCC(¶602)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(121)Summa (EN)(I-II 55.3)Gaudium et Spes(§17
§18) Munificentissimus Deus(§39) - v. 57 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(121)Summa (EN)(III 46.3)Gaudium et Spes(§17
§18) Munificentissimus Deus(§39) - v. 58 Apostolicam Actuositatem(§33
§35)