II Coríntios 1
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
PREÂMBULO
Direção e saudação.
1 Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e Timóteo, nosso irmão, à Igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos que há por toda a Acaia. 2 Graça vos seja dada e paz, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.Consolações do Apóstolo no meio dos seus sofrimentos.
3 Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdias e Deus de toda a consolação, 4 o qual nos consola em todas as nossas tribulações, para que também possamos consolar os que estão em qualquer angústia, pela consolação que recebemos de Deus. 5 Porque, à medida que crescem em nós os sofrimentos de Cristo, cresce também por Cristo a nossa consolação. 6 Se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; se somos consolados, é para vossa consolação, a qual vos faz suportar os mesmos sofrimentos que nós também suportamos. 7 É firme a nossa esperança em relação a vós, sabendo que, assim como sois companheiros nas aflições, assim o sereis também na consolação. 8 Em verdade, não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos aconteceu na Ásia, como fomos oprimidos acima das nossas forças, de sorte que até desesperamos de conservar a vida. 9 Trazíamos em nós a sentença de morte, para não pormos a nossa confiança em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos, A tribulação foi tão grande, que o Apóstolo, interrogando-se a si próprio, ouviu no seu interior a resposta de que morreria. Deus, porém , permitiu aquela tribulação para não pormos o nossa confiança em nós, mas nele, que livrou o Apóstolo de tão grandes perigos. 10 o qual nos livrou de tamanho perigo de morte e nos livrará. Sim, livrar-nos-á, nós o esperamos. A tribulação foi tão grande, que o Apóstolo, interrogando-se a si próprio, ouviu no seu interior a resposta de que morreria. Deus, porém , permitiu aquela tribulação para não pormos o nossa confiança em nós, mas nele, que livrou o Apóstolo de tão grandes perigos. 11 Ajudar-nos-eis, também, orando por nós, para que este benefício que nos foi obtido por muitas pessoas, lhes seja também ocasião de dar graças por nós.PRIMEIRA PARTE - APOLOGIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO
Sinceridade do Apóstolo.
12 Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com a santidade e sinceridade que vêm de Deus, não com uma sabedoria carnal, mas com a graça de Deus, nos temos conduzido no mundo e, especialmente, convosco. 13 Porque não vos escrevemos outra coisa, nas nossas cartas, senão o que nelas ledes e compreendeis. E espero que o reconhecereis plenamente, 14 como, em parte, tendes reconhecido que somos a vossa glória, como vós a nossa, no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo.Sua lealdade e retídão.
15 Nesta persuasão, quis primeiro ir ter convosco, para que recebêsseis uma segunda graça, 16 e passar por vós (quando fosse) para a Macedónia, e da Macedónia ir outra vez ter convosco e ser acompanhado por (alguns de) vós até à Judeia, 17 Tendo eu, pois, formado este desígnio, procedi porventura levianamente? Ou, quando tomo uma resolução, tomo-a segundo a carne, de sorte que haja em mim sim e não? 18 Mas Deus é fiel (testemunha de) que não há sim e não no meu falar convosco. 19 Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que vos foi pregado por nós, (isto é), por mim, por Silvano e por Timóteo, não foi sim e não, mas foi (sempre) sim. 20 Com efeito, todas as promessas de Deus encontraram o seu sim nele e, por isso é também por ele que dizemos o nosso Amen para glória de Deus. O sentido deste versículo é o seguinte : todas as promessas messiânicas de Deus se cumpriram em Jesus (são Sim nele). E por isso, em todos os lugares se disse o Amen (alusão ao costume que os fiéis tinham já de responder Amen no fim das orações), isto é, acreditou-se firmemente no cumprimento dessas promessas. E isso para a glória de Deus por meio do nosso ministério, (tradução direta do original grego, preferível ao que diz a Vulgata: A Deus para nossa glória), em virtude do qual Deus vos conduziu à fé. 21 Ora, aquele que nos confirma em Cristo convosco e que nos ungiu, é Deus, 22 o qual nos imprimiu o seu selo Isto é, deu-nos o poder de autenticar a nossa missão com milagres. e pôs em nossos corações o penhor do Espirito (Santo).Motivo por que Paulo não foi a Corinto.
23 Ora eu chamo a Deus por testemunha sobre a minha alma de que (foi) para ser indulgente convosco que não fui mais a Corinto; 24 não porque pretendamos dominar sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores do vosso gozo, pois estais firmes na fé.Citado em 80
- Este capítulo Summa (EN)(II-II 110.3)Fulgens Corona(§43)Laetamur Admodum(§6)
- v. 1 Lumen Gentium(§28)
- v. 3 CCC(¶2627)Anni Sacri(§7)Communium Interpretes Dolorum(§1)Dilexit Nos(§70)Dives In Misericordia(§1
§2 Fulgens Corona(§38)Mense Maio(§11)§13) - v. 4 CCC(¶2627)Dilexit Nos(§162)Ecclesia In Europa(§80)Gaudete In Domino(§30)Presbyterorum Ordinis(§3
§5 §13) - v. 5 CCC(¶2627)Salvifici Doloris(§20)
- v. 6 CCC(¶2627)Summa (EN)(III 48.5)
- v. 7 CCC(¶2627)Summa (EN)(II-II 45.5)Presbyterorum Ordinis(§3
§5 §13) - v. 8 Perguntas(Querer morrer)
- v. 9 Perguntas(Querer morrer)
- v. 10 Perguntas(Querer morrer)
- v. 11 Summa (EN)(II-II 83.7)
- v. 12 Summa (EN)(II-II 45.4
II-II 75.1) Acerbo Nimis(§25) - v. 15 Summa (EN)(II-II 89.7)
- v. 19 Christifideles Laici(§38)Familiaris Consortio(§30)Redemptor Hominis(§18
§20) - v. 20 CCC(¶74
¶1065) Summa (EN)(I-II 107.2)Dei Verbum(§7)Dies Domini(§41)Familiaris Consortio(§20)Lebanon(§35)Lumen Fidei(§15)Redemptoris Custos(§11)Verbum Domini(§20) - v. 21 CCC(¶695
¶735 Summa (EN)(III 63.1)Christifideles Laici(§13¶1274 ¶1296) §25) Dies Domini(§41)Dives In Misericordia(§9)Pastores Dabo Vobis(§19) - v. 22 CCC(¶696
¶698 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(122)Summa (EN)(I-II 114.3¶735 ¶1107 ¶1274 ¶1296) III 63.1) Christifideles Laici(§13§25) Dies Domini(§41)Dives In Misericordia(§9)Dominum Et Vivificantem(§52)Pastores Dabo Vobis(§19) - v. 23 CCC(¶2154)Summa (EN)(II-II 89.6)
- v. 24 Pastores Dabo Vobis(§78)
- v. 30 Dei Verbum(§7)