II Coríntios 7
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
1 Tendo, pois, estas promessas, meus carissimos, purifiquemo-nos de toda a imundície da carne e do espírito, levando ao fim a santificação no temor de Deus.
Afeto de Paulo pelos Coríntios.
2 Recebei-nos dentro do vosso coração. A ninguém temos ofendido, a ninguém temos arruinado, a ninguém temos explorado. 3 Não digo isto para vos condenar, pois já vos declarei que estais nos nossos corações, para a vida e para a morte. 4 Tenho muita confiança em vós, muito me glorio de vós, estou cheio de consolação, inundado de alegria no meio de todas as nossas tribulações. 5 Em realidade, desde a nossa chegada à Macedónia, a nossa carne nenhum repouso teve, antes sofremos toda a tribulação: no exterior, combates; no interior, temores. 6 Deus, porém, que consola os humildes, consolou-nos com a chegada de Tito; 7 e, não sòmente com a sua chegada, mas também com a consolação que recebeu de vós, referindo-me ele o vosso desejo (de me ver), o vosso pranto, o vosso zelo por mim, de sorte que a minha alegria aumentou.Sua alegria por causa dos boas resultados da sua epístola anterior.
8 Desta forma, embora eu vos tenha entristecido com a minha carta, não me arrependo disso; se bem que (a princípio) tenha sentido pesar, vendo que tal carta (ainda que por breve tempo) vos entristeceu, 9 agora folgo, não de vos ter entristecido, mas de que a vossa tristeza vos levou à penitência. Entristecestes-vos segundo Deus, de sorte que em nada recebestes detrimento de nós, 10 porque a tristeza, que é segundo Deus, produz uma penitência estável para a salvação, pelo contrário, a tristeza do século produz a morte (eterna). 11 Vede, pois, o que produziu em vós essa tristeza, segundo Deus: quanta solicitude (em reparar a vossa negligência), que justificação, que indignação, que temor, que desejo (de remediar o mal), que zelo, que (desejo de) severidade (pela injúria feita à Igreja)! Vós mostrastes em tudo que éreis inocentes neste negócio. 12 Portanto, se vos escrevi, não o fiz por causa do que fez a injúria, nem por causa do que a padeceu, mas sim para que a vossa solicitude por nós se manifestasse, entre vós, diante de Deus. 13 Eis o que nos consolou. Mas, na nossa consolação, ainda mais nos alegramos pela alegria de Tito, porque o seu espírito foi tranquilizado por todos vós. 14 Se, diante dele, me mostrei um pouco orgulhoso de vós, não me envergonho disso; pelo contrário, como tudo o que vos temos dito foi com verdade, assim também o elogio, que de vós fizemos a Tito, viu-se (pelos factos) ser verdade. 15 Por isso a sua ternura por vós é cada vez maior, ao lembrar-se da obediência de todos vós e de como o recebestes com temor e tremor, 16 Eu me alegro de poder contar em tudo convosco.Citado em 29
- v. 1 Summa (EN)(I-II 72.2
II-II 186.4) Octobri Mense(§10§25) - v. 2 Ad Petri Cathedram(§48
§90) - v. 3 Gaudete In Domino(§3)
- v. 4 Ad Gentes(§13)Gaudete In Domino(§3
§30) Humani Generis Redemptionem(§102)Presbyterorum Ordinis(§6§14) - v. 5 Gaudete In Domino(§30)
- v. 6 Gaudete In Domino(§30)
- v. 8 Summa (EN)(II-II 114.1)
- v. 9 Summa (EN)(I-II 39.3
II-II 114.1) - v. 10 Summa (EN)(I-II 35.5
I-II 59.3 II-II 82.4 II-II 136.1 III 46.6 III 84.5) - v. 11 Summa (EN)(I-II 37.2)
- v. 20 Summa (EN)(II-II 35.3)
- v. 32 Vita Consecrata(§21)
- v. 33 Vita Consecrata(§21)
- v. 34 Vita Consecrata(§21)