São João 7
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
A oposição a Jesus aumenta em Jerusalém
Incredulidade dos parentes de Jesus.
1 Depois disto, andava Jesus pela Galileia; não queria andar pela Judeia, visto que os Judeus queriam matar. 2 Estava próxima a festa dos Judeus, chamada dos Tabernáculos. 3 Disseram-lhe, pois, seus irmãos Isto é, seus parentes.: "Sai daqui e vai para a Judeia, a fim de que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. 4 Porque ninguém que deseja ser conhecido em público, faz coisa alguma em segredo. Já que fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo." 5 Nem mesmo os seus irmãos criam nele. 6 Ainda não chegou o meu tempo de entrar triunfalmente em Jerusalém; vós, porém, podeis ir em qualquer ocasião à cidade santa, porque nada tendes a temer. 7 O mundo não pode odiar-vos, mas odeia-me a mim, porque faço ver que as suas obras são más. 8 Vós ide a essa festa; eu não vou (publicamente) a essa festa, porque não está ainda completo o meu tempo." 9 Tendo dito isto, deixou-se ficar na Galileia. 10 Mas, quando seus irmãos já tinham partido, então foi ele também à festa, não descobertamente, mas incógnito.Indecisão do povo.
11 Ora os Judeus procuravam-no no dia da festa, e diziam: "Onde está ele?" 12 E havia um grande rumor entre o povo acerca dele. Uns diziam: "É um homem de bem." Outros, porém, diziam: "Não é, antes engana o povo." 13 Ninguém, contudo, ousava falar dele livremente, com medo dos Judeus.Jesus ensina no templo, defendendo a sua doutrina e as suas obras.
14 Estando já em meio os dias da festa, foi Jesus ao templo, e ensinava. 15 Admiravam-se os Judeus, dizendo: "Como sabe este as Escrituras, não tendo estudado?" 16 Jesus respondeu-lhes: "A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. 17 Se alguém quiser fazer a vontade dele, reconhecerá se a minha doutrina vem de Deus, ou se falo de mim mesmo. 18 Quem fala de si mesmo, busca a própria glória; mas aquele que busca a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele iniquidade. 19 Porventura não vos deu Moisés a lei? E, contudo, nenhum de vós observa a lei. 20 Porque procurais vós matar-me? "O povo respondeu: "Tu estás possesso do demônio; quem procura matar-te?" 21 Jesus replicou-lhes: "Eu fiz uma só obra Jesus refere-se à cura do paralítico junto da Piscina Probática., e todos estais por isso maravilhados. 22 Vós, contudo, porque Moisés vos deu a circuncisão (se bem que ela não vem de Moisés, mas dos patriarcas), circuncidais-vos, mesmo em dia de sábado. 23 Se, para não se violar a lei de Moisés, recebe um homem a circuncisão em dia de sábado, porque vos indignais comigo porque em dia de sábado curei um homem em todo o seu corpo? 24 Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a justiça." 25 Então alguns de Jerusalém diziam: "Não é este aquele que procuram matar? 26 Eis que fala com toda a liberdade e não lhe dizem nada. Será que os chefes do povo tenham verdadeiramente reconhecido que este é o Cristo? 27 Nós, porém, sabemos donde este é; e o Cristo, quando vier, ninguém saberá donde ele seja." 28 Jesus, que ensinava no templo, exclamou: "Vós me conheceis É verdade que conheceis a minha origem humana, exceptuando o meu nascimento virginal, mas ignorais que eu tenho outra origem: a divina. E verdadeiro, existe verdadeiramente, aquele que me enviou: Deus. Vós não o conheceis, não acreditais na sua palavra, aliás acreditareis que eu sou o seu enviado., e sabeis donde eu sou... eu não vim de mim mesmo, mas é verdadeiro aquele que me enviou, a quem vós não conheceis. 29 Mas eu conheço-o, porque procedo dele, e ele me enviou." 30 Procuraram então prendê-lo; mas ninguém lhe lançou as mãos, porque não tinha ainda chegado a sua hora. 31 Muitos do povo creram nele, e diziam: "Quando vier o Cristo, fará ele maior número de prodígios que os que este faz?" 32 Os fariseus ouviram este rumor que dele fazia o povo; e os príncipes dos sacerdotes e os fariseus enviaram guardas para o prenderem. 33 Jesus disse-lhes: "Ainda por um pouco estou convosco, depois vou para aquele que me enviou. 34 Vós me buscareis, e não me encontrareis; nem vós podeis vir onde eu estou." 35 Os Judeus disseram, pois, entre si: "Para onde é que irá ele, que o não encontraremos? Irá, porventura, para os que se acham dispersos entre as nações, e pregará aos gentios? 36 Que quer dizer esta palavra que ele nos disse: Vós me buscareis, e não me encontrareis, e onde eu estou, vós não podeis vir?"Jesus ensina no último dia da festa.
37 No ultimo dia, o maior da festa, estava Jesus em pé, e em alta voz dizia: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 O que crê em mim, como diz a Escritura ( Is 44, 3 ; Is 55, 1 ; Ez 47, 1... ) do seu seio Do mais intimo da sua alma, correrão rios de água viva, isto é, graças e dons do Espírito Santo, capazes de matar a sede aos outros. correrão rios de água viva." 39 Ora ele dizia isto falando do Espírito que haviam de receber os que cressem nele; porque ainda não tinha sido dado o Espírito, por não ter sido ainda glorificado Jesus.Opiniões diversas dos Judeus.
40 Entretanto alguns daquela multidão, tendo ouvido estas palavras, diziam: "Este é verdadeiramente profeta." 41 Outros diziam: "Este é o Cristo." Alguns, porém, diziam: "Porventura é da Galileia que há-de vir o Cristo? 42 Não diz a Escritura: Que o Cristo há-de vir da geração de David e da aldeia de Belém, onde habitava David?." (R. 7,12; Sl 88, 3-4 ; Mq 5, 2 ) 43 Houve, portanto, dissenção entre o povo acerca dele.Procuravam prender Jesus.
44 Alguns deles queriam prendê-lo, mas nenhum pôs as mãos sobre ele. 45 Voltaram, pois, os guardas para os príncipes dos sacerdotes e fariseus, que lhes disseram: "Porque o não trouxestes preso?" 46 Os guardas responderam: "Nunca homem algum falou como este homem." 47 Os fariseus replicaram: "Por ventura também vós fostes seduzidos? 48 Houve, porventura, algum dentre os chefes do povo ou dos fariseus que cresse nele? 49 Quanto a esta plebe, que não conhece a lei, é maldita."Nicodemos defende Jesus diante do Sinédrio.
50 Nicodemos disse-lhes, que era um deles (o que tinha ido de noite ter com Jesus): 51 "A nossa lei condena, porventura, algum homem, antes de o ouvir, e antes de se informar sobre o que ele fez?" 52 Responderam: "És tu também galileu? Examina as Escrituras, e verás que da Galileia não sai profeta." 53 E foi cada um para sua casa.Citado em 116
- Este capítulo Ad Sinarum Gentem(§18)Ecclesiam Suam(§5)
- v. 1 CCC(¶583)
- v. 3 CCC(¶690)
- v. 4 Christifideles Laici(§34)Editae Saepe(§32)
- v. 6 Christifideles Laici(§34)
- v. 8 Redemptoris Mater(§1)
- v. 10 CCC(¶583)
- v. 12 CCC(¶574)
- v. 13 CCC(¶575)
- v. 14 CCC(¶583)Catechesi Tradendae(§7)
- v. 15 Summa (EN)(III 9.4)
- v. 16 CCC(¶427)Catechesi Tradendae(§6)Ecclesiam Suam(§1
§2 Pastores Dabo Vobis(§14)Redemptor Hominis(§7§5) §12) Verbum Domini(§91) - v. 17 Verbum Domini(§91)
- v. 18 Ad Gentes(§7)Editae Saepe(§33)Verbum Domini(§91)
- v. 19 CCC(¶578)Presbyterorum Ordinis(§11)
- v. 20 Summa (EN)(I-II 103.1)
- v. 22 CCC(¶581
¶582) - v. 23 CCC(¶581
¶582 Summa (EN)(II-II 6.2¶2173) II-II 40.4 II-II 122.4 III 40.4 III 44.3 III 52.8 III 70.3) - v. 24 CCC(¶582)
- v. 30 Redemptoris Mater(§21)
- v. 31 Summa (EN)(III 47.5)
- v. 32 Immortale Dei(§20
§51) - v. 36 Summa (EN)(III 46.11)
- v. 37 CCC(¶728
¶1287 Deus Caritas Est(§3¶2561) §7) Dilexit Nos(§97)Dominum Et Vivificantem(§1§24) Haurietis Aquas(§1§2 Salvifici Doloris(§18)§3) - v. 38 CCC(¶694
¶728 Catechesi Tradendae(§31)Deus Caritas Est(§3¶1287 ¶1999 ¶2561) §7 Dilexit Nos(§97§19 §40 §42) §173) Divinum Illud Munus(§8)Dominum Et Vivificantem(§1§24 Gaudete In Domino(§35)Haurietis Aquas(§1§25) §2 Lumen Gentium(§4)Salvifici Doloris(§18)§3) - v. 39 CCC(¶244
¶690 Summa (EN)(I 43.6¶728 ¶1287 ¶1999 ¶2561) I-II 106.3 Dei Verbum(§19)Deus Caritas Est(§19)Dilexit Nos(§97)Divinum Illud Munus(§8I-II 106.4 II-II 37.2 III 72.1) §9) Dominum Et Vivificantem(§1§24 Haurietis Aquas(§1§25) §2 Lumen Gentium(§4)§3) - v. 41 Summa (EN)(III 47.5)
- v. 46 Ad Catholici Sacerdotii(§24
§28) Evangelii Nuntiandi(§11) - v. 48 CCC(¶575)
- v. 49 CCC(¶575
¶588) - v. 50 CCC(¶595)
- v. 52 CCC(¶574
¶595)