Jó 3
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
DISCUSSÃO ENTRE JOB E OS SEUS AMIGOS
Lamentação de Job
Job amaldiçoa o dia do seu nascimento.
1 Depois disto Job abriu a sua boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento. 2 Falou assim: 3 Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem. 4 Converta-se aquele dia em trevas. Deus não cuide dele do alto do céu, nem seja (esse dia) iluminado pela luz. 5 Escureçam-no as trevas e a sombra da morte, cerque-o uma negra escuridão, e seja envolte em amargura. 6 Que as trevas se apoderem daquela noite, não seja ela contada entre os dias do ano, nem seja numerada entre os meses. 7 Seja solitária aquela noite, não se ouça nela grito algum de alegria! 8 Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam o dia, os que sabem evocar Leviathan. Leviatan, monstro, cujo despertar, segundo as mitologias orientais, causava grandes males, entre os quais os eclipses. 9 Escureçam-se as estrelas do seu crepúsculo (matutino), espere a luz, mas não a veja, nem veja o abrir das pálpebras da aurora, Tantas desventuras levam Job a lamentar-se da sua sorte. Quereria não ter nascido para não sofrer tanto. As suas imprecações são um desabafo no meio da imensa dor que o torturava, e não uma revolta contra o próprio destino. 10 porque não fechou o ventre que me trouxe, nem apartou de meus olhos os males.Suspira pelo repouso da outra vida.
11 Por que não morri eu dentro do ventre materno? por que não pereci logo que saí dele? 12 Por que fui recebido sobre dois joelhos? por que me amamentaram dois seios? 13 Agora, dormindo, estaria em silêncio, e descansaria no meu sono, 14 juntamente com os reis e com os árbitros da terra, que fabricam para si mausoléus; 15 com os príncipes que possuem oiro, e que enchem as suas casas de prata. 16 Ou, então, como um aborto escondido, eu não existiria, como os que, depois de concebidos, não viram a luz. Se eu tivesse sido morto logo que fui concebido, teria sido como um aborto... ou como os que... 17 Ali (no sepulcro) os impios cessam de tumultos, ali repousam os cansados de forças. 18 Ali estão em paz todos os cativos, sem ouvir a voz do (cruel) comitre. 19 O pequeno e o grande ali estão, e o escravo está livre do seu senhor.Lamentando-se novamente.
20 Por que foi concedida a luz aos infelizes, a vida aos que estão em amargura de ânimo, 21 os quais esperam a morte que não vem, que a buscam mais ardentemente que um tesouro, 22 e ficam transportados de alegria quando encontram o sepulcro? 23 (Por que foi dada a vida) a um homem (conto eu) que não sabe o caminho No meio de tantas dores, Job, ignorando os desígnios da providência, como que se encontra perplexo., e a quem Deus cercou completamente? 24 Suspiro em vez de comer, e os meus gemidos derramam-se como águas. 25 O mal que eu temo, acontece-me, o que receio, cai sobre mim. 26 Não tenho paz nem sossego, não tenho repouso, mas apenas perturbação.Citado em 14
- v. 1 Summa (EN)(II-II 76.2)
- v. 8 Summa (EN)(II-II 76.1)
- v. 9 Summa (EN)(III 27.2)
- v. 11 Summa (EN)(II-II 19.4)
- v. 13 Summa (EN)(I 100.2)
- v. 20 Perguntas(Quando a doença é da mente)Evangelium Vitae(§31)
- v. 21 Perguntas(Quando a doença é da mente)Evangelium Vitae(§31)
- v. 22 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 23 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 24 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 25 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 26 Perguntas(Quando a doença é da mente)