Jó 38
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
APARIÇÃO DE DEUS
Primeiro discurso
Deus intervém e pergunta a Job se esteve presente à criação do mundo.
1 Então o Senhor falou a Job, do meio dum redemoinho, dizendo: 2 Quem é este que obscurece assim a Providência, com discursos insipientes? 3 Cinge os teus rins Isto é, prepara-te para a discussão. como um homem; interrogar-te-ei, e responder-me-ás. 4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Di-lo, se o sabes. 5 Sabes quem fixou as medidas para ela? Quem estendeu sobre ela a régua? 6 Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra angular, 7 quando os astros da manhã, em coro, me louvavam, e quando todos os filhos de Deus (os anjos) aplaudiam jubilosos? 8 Quem pôs diques ao mar, quando ele irrompia do seio materno, 9 quando eu punha as nuvens por sua vestidura, e o envolvia em neblinas espessas, como em faixas, 10 quando lhe marquei limites, pondo-lhe portas e ferrolhos, 11 e lhe disse: Até aqui chegarás, mas daqui não passarás: aqui quebrarás a soberba das tuas ondas? 12 Porventura tu, depois do teu nascimento, deste lei à luz da manhã? Acaso marcaste à aurora o seu lugar, 13 para que ocupe os extremos da terra e sacuda dela os malfeitores A luz da aurora afugenta os malfeitores, que operam, sobretudo, a coberto da noite.? 14 Ela (a terra) se transforma como a argila sob o selo, e se mostra como coberta com um vestido. A terra, logo que o dia desponta, toma relevos (montanhas, vales, etc.) e cores, como a argila, sobre a qual se imprime um selo, toma os relevos e os contornos do selo impresso. E então os vários objetos, que se encontram à superfície da terra, como que a cobrem com um vestido real. 15 É tirada aos ímpios a sua luz (que é a noite) e quebra-se o seu braço altivo (erguido para o crime).se conhece os segredos dos mistérios da natureza,
16 Porventura entraste tu até ao fundo do mar, e andaste passeando no mais profundo do abismo? 17 Porventura foram-te abertas Isto é, sabes porventura, como Deus, o que se passa na habitação dos mortos? as portas da morte, viste essas portas tenebrosas? 18 Consideraste toda a extensão da terra? Declara-me, se sabes, todas estas coisas. 19 Qual o caminho para as moradas da luz, e qual é o lugar das trevas? 20 Saberás levá-las aos seus lugares, reconhecer as veredas da sua casa? 21 Deves saber Ironia destinada a reprimir toda a presunção de Job., com certeza, porque então já eras nascido, tão grande é o número dos teus dias... 22 Entraste porventura nos depósitos da neve, ou viste os depósitos da saraiva, 23 que eu preparei para o tempo da angústia, para o dia da guerra e da batalha? 24 Por que caminho se difunde a luz, e se espalha o vento (quente) do oriente sobro a terra? 25 Quem abriu caminho á inundação, e rasgou estradas aos fogos tonitruantes, 26 para fazer chover sobre uma terra sem habitantes Nisto se manifesta uma providência e bondade especial de Deus, o qual não pensa só no homem, mas também na erva mais humilde que cresce ignorada no deserto., sobre um deserto, onde nenhum homem mora, 27 para alagar uma terra árida e desolada, e fazer germinar a erva verde? 28 A chuva tem pai? Quem produziu as gotas do orvalho? 29 De que seio saiu a geada, e quem gerou o gelo do céu? 30 As águas endurecem-se como pedra, e a superfície do abismo (do mar) torna-se sólida.se conhece as leis dos astros.
31 E’s tu porventura que fazes aparecer as constelações, a seu tempo, e girar a Ursa com os seus filhos? 32 Conheces, acaso, as leis do céu, regulas a sua influência sobre a terra? 33 Podes levantar a tua voz até às nuvens, e fazer vir sobre ti um dilúvio de água? 34 Porventura mandarás os relâmpagos, e eles irão, dizendo-te: Aqui estamos? 35 Porventura mandarás os relâmpagos, e eles irão, dizendo-te: Aqui estamos? 36 Quem pus sabedoria nas nuvens Na formação, equilíbrio e movimentos das nuvens e dos meteoros, revela-se sabedoria, inteligência., e inteligência nos meteoros? 37 Quem pode contar exatamente as nuvens e inclinar as urnas do céu, 38 para o pó se tornar em massa, e os torrões (com a água) aderirem uns aos outros?Depois interroga-o acerca da leoa e do corvo,
39 Porventura caçarás tu presa para a leoa, e saciarás a fome dos seus cachorros, 40 quando estes estão deitados nos seus covis, ou à espreita nas suas brenhas? 41 Quem prepara ao corvo o seu sustento, quando os seus filhinhos gritam para Deus Não porque o conheçam, mas porque desejam um bem, que vem de Deus, como todos os outros bens., indo dum lado para o outro (do ninho) por não terem que comer?Citado em 14
- Este capítulo Compêndio da Doutrina Social da Igreja(255)
- v. 1 Perguntas(O sofrimento e o mal)
- v. 2 Perguntas(O sofrimento e o mal)
- v. 3 Perguntas(O sofrimento e o mal)
- v. 4 Perguntas(O sofrimento e o mal)
- v. 5 Perguntas(O sofrimento e o mal)
- v. 6 Perguntas(O sofrimento e o mal)
- v. 7 CCC(¶332)Perguntas(O sofrimento e o mal)
- v. 10 Summa (EN)(I 69.1)
- v. 28 Summa (EN)(I 33.3
III 23.3) - v. 33 Summa (EN)(I-II 102.5)
- v. 41 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(255)