Jó 39
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
das cabras silvestres e dos veados, do asno montês, do rinoceronte, do avestruz, do cavalo, do falcão, da águia, Deus exige uma resposta, e Job confessa a sua ignorância.
das cabras silvestres e dos veados,
1 Porventura conheces o tempo em que as cabras montesas dão à luz nos rechedos, ou observaste o parto das corsas? 2 Contaste os meses da sua gravidez, e sabes o tempo do seu parto? 3 Encurvam-se para darem à luz a sua cria, e (assim) se livram das suas dores. 4 Tornam-se vigorosos os seus filhos, crescem nos campos, saem, e não voltam para junto delas.do asno montês,
5 Quem pôs o asno montês em liberdade, e quem soltou as suas prisões? 6 Dei-lhe uma casa no deserto, lugar onde albergar-se em terra estéril. 7 Ele despreza o tumulto da cidade, e não ouve os gritos de um patrão duro. 8 Vagueia pelos montes onde pasta, anda buscando tudo o que está verde.do rinoceronte,
9 Porventura quererá o búfalo servir-te, ou ficará ele no teu estábulo? 10 Acaso prendê-lo-ás ao teu arado para lavrar, ou será ele que atrás de ti quebra os torrões dos teus vales? 11 Porventura terás confiança na sua grande força, e lhe deixarás o cuidado da tua lavoura? 12 Porventura fiarás dele que te torne o que semeaste, e que te encha a tua eira?do avestruz,
13 A pena da avestruz é semelhante às penas da cegonha e do falcão. 14 Ele abandona por terra os seus ovos, deixa-os aquecer sobre a areia, 15 não pensando que algum pé lhos pisará, ou que algum animal do campo lhos quebrará. 16 É cruel com seus filhos, como se não foram seus, e não se inquieta com que seja (possa ser) vã a sua fadiga. 17 Deus negou-lhe a sabedoria, não lhe deu inteligência. 18 Mas, quando chega a ocasião, levanta ao alto o voo, e faz zombaria do cavalo e do cavaleiro.do cavalo,
19 És tu que dás fortaleza ao cavalo, que circundas o seu pescoço de crina flutuante? 20 E’s tu que o ensinas a saltar como o gafanhoto? o fogoso respirar das suas ventas faz terror, 21 Escava a terra com o seu casco, salta com brio, corre ao encontro dos (inimigos) armados. 22 Ri-se do medo, nada o aterra, não retrocede diante da espada. 23 Sobre ele fará ruido á aljava, cintilará a lança e o escudo; 24 espumando e relinchando (como que) devora a terra, e não faz caso do som da trombeta. 25 Ouvindo o clarim, (como que) diz: Avancemos! Fareja de longe a batalha, a exortação dos capitães e o alarido do exército.do falcão,
26 Acaso o açor levanta o voo pela tua sabedoria, estendendo as suas asas para o meio-dia?da águia,
27 Porventura ao teu mandado se remontará a águia, e porá o seu ninho em lugares altos? 28 Mora nos rochedos, aí passa a noite, nos penhasco escarpados, no alto das rochas inacessíveis. 29 Dali espreita a sua presa; os seus olhos descobrem muito ao longe. 30 Os seus filhinhos chupam o sangue, e ela, onde houver carne morta, logo se encontra.Citado em 3
- v. 6 Summa (EN)(II-II 188.8)
- v. 21 Summa (EN)(II-II 127.1)
- v. 25 Summa (EN)(III 41.4)