A Nova Vulgata não revisa a tradução de São Jerônimo deste livro, como faz nos outros: imprime no lugar dela uma tradução latina mais antiga, de modo que um mesmo número de capítulo e versículo designa um texto diferente nela e na Vulgata Clementina.
A Nova Vulgata não revisa a tradução de São Jerônimo deste livro, como faz nos outros: imprime no lugar dela uma tradução latina mais antiga, de modo que um mesmo número de capítulo e versículo designa um texto diferente nela e na Vulgata Clementina.
Nabucodonosor encarrega Holofernes de submeter toda a terra.
1No ano décimo terceiro do rei Nabucodonosor, aos vinte e dois dias do primeiro mês, foi resolvido no palácio de Nabucodonosor, rei dos Assírios, que ele se vingaria.2 Convocou todos os anciãos, todos os seus chefes e guerreiros, e teve com eles um conselho secreto.3 Declarou que era sua intenção sujeitar ao seu império toda a terra.4 Tendo sido esta proposta unanimemente aprovada, o rei Nabucodonosor chamou Holofernes, chefe supremo das suas tropas,5 e disse-lhe: Vai atacar os reinos do Ocidente, principalmente aqueles que desprezaram as minhas ordens.6 O teu olho não perdoará a nenhum reino, e tu me sujeitarás todas as cidades fortes.
Partida de Holofernes.
7 Então Holofernes convocou os generais e oficiais do exército dos Assírios, e contou, para se pôr em campanha, segundo a ordem que lhe deu o rei, cento e vinte mil combatentes de pé, e doze mil frecheiros a cavalo.8 Mandou ir a diante de todo o seu exército uma multidão inumerável de camelos, com abundância de provisões para o exército, assim como manadas de bois e rebanhos de ovelhas sem número.9 Mandou que em toda a Síria se aprontasse trigo para quando ele passasse.10 Também levou da casa do rei ouro e prata em grandíssima quantidade.11 Partiu ele, e todo o exército, com os carros, cavaleiros e frecheiros, que cobriam a face da terra como gafanhotos.
Na Cilícia.
12 Depois de passar os confins dá Assíria, chegou aos grandes montes de Auge, que ficam à esquerda da Cilícia, penetrou em todos os seus castelos e apoderou-se de todas as praças fortes.13 Destruiu a famosíssima cidade de Melitene, saqueou todos os filhos de Tarsis e os filhos de Ismael, que habitavam em frente do deserto, ao meio-dia da terra de Celon.
Na Mesopotânia.
14 Em seguida passou o Eufrates, foi à Mesopotâmia e forçou todas as cidades fortes que ali havia, desde a ribeira de Chaboras até ao mar.Até ao mar, isto é, o golfo Pérsico.
Em Damasco.
15 Em seguida assenhoreou-se de todos os territórios (ao longo do Eufrates) desde a Cilícia até aos confins de Jafet, que estão ao meio-dia.16 Levou consigo todos os filhos de Madian, saqueou todas as suas riquezas, e passou ao fio da espada todos os que lhe resistiam.17 Depois desceu aos campos de Damasco, no tempo da ceifa, queimou todas as searas e mandou cortar todas as árvores e as vinhas.18 O terror (do seu exército) invadiu todos os habitantes da terra.