São Lucas 14
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Cura de um hidrópico.
1 Entrando Jesus, um sábado, em casa de um dos principais fariseus, a tomar a sua refeição, eles o estavam observando. 2 Encontrava-se diante dele um homem hidrópico. 3 Jesus, dirigindo a palavra aos doutores da lei e aos fariseus, disse-lhes: "É licito ou não fazer curas ao sábado?" 4 Eles ficaram calados. Então Jesus, pegando no homem pela mão, curou-o e mandou-o embora. 5 Dirigindo-se depois a eles, disse: "Quem de entre vós que, se o seu filho ou o seu boi cair num poço, o não tirará logo ainda que seja em dia de sábado?" 6 Eles não sabiam que replicar a isto.Procuremos o último lugar.
7 Disse também uma parábola, observando como os convidados escolhiam os primeiros lugares à mesa: 8 "Quando fores convidado para bodas, não te ponhas no primeiro lugar, porque pode ser que outra pessoa de mais consideração do que tu tenha sido convidada pelo dono da casa, 9 e que, vindo este que te convidou a ti e a ele, te diga: Cede o lugar a este; e tu envergonhado vás ocupar o último lugar. 10 Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, vem mais para cima. Então terás com isto glória na presença dos que estiverem juntamente à mesa; 11 porque todo o que se exalta, será humilhado, e o que se humilha, será exaltado."Caridade.
12 Dizia mais ao que o tinha convidado: "Quando deres algum jantar ou ceia, não convides os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os parentes, nem os vizinhos ricos; para que não aconteça que também eles te convidem, e te paguem com isso. 13 Mas, quando deres algum banquete, convida pobres, aleijados, coxos, cegos; 14 e serás bem-aventurado, porque esses não têm com que retribuir; mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos."Parábola da grande ceia.
15 Tendo ouvido estas coisas um dos convivas disse-lhe: "Bem-aventurado o que participar do banquete no reino de Deus." 16 Jesus respondeu-lhe: "Um homem fez uma grande ceia, para a qual convidou muitos, 17 À hora da ceia, mandou um seu servo dizer aos convidados: Vinde, porque tudo está preparado. 18 Mas todos à uma começaram a escusar-se. O primeiro disse-lhe: Comprei um campo, e é-me necessário ir vê-lo; rogo-te que me dês por escusado. 19 Outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me dês por escusado. 20 Disse também outro: Casei-me, por isso não posso ir. 21 Voltando o servo, referiu estas coisas ao seu senhor. Então, irado o pai de família, disse ao seu servo: Vai já pelas praças e pelas ruas da cidade; traz cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. 22 Disse o servo: Senhor, está feito como mandaste, e ainda há lugar. 23 Disse o senhor ao servo: Vai pelos caminhos e ao longo dos cercados; e força-os a vir, para que se encha a minha casa. 24 Porque eu vos digo que nenhum daqueles que foram convidados provará a minha ceia."Necessidade de abnegação.
25 Ia com ele grande multidão de povo. Jesus, voltando-se, disse-lhes: 26 "Se algum vem a mim, e não aborrece Isto é, me consagra menos amor do que a seu pai, mãe, etc. seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs, e até a sua vida, não pode ser meu discípulo. 27 O que não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo. 28 Porque qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e ver se tem com que acabar? 29 Para que, depois de ter assentado o fundamento e não a poder terminar, todos os que virem, não comecem a fazer zombaria dele, dizendo: 30 Este homem principiou a edificar, e não pôde terminar. 31 Ou qual é o rei que, estando para entrar em guerra contra outro rei, não se assenta primeiro a considerar se com dez mil homens pode ir encontrar-se com o que traz contra ele vinte mil? 32 Doutra maneira, quando o outro está ainda longe, enviando embaixadores, pede-lhe paz. 33 Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia tudo o que possui, não pode ser meu discípulo. Ver nota Mt. 19, 21, fn. 34 O sal é bom; porém, se o sal perder a força, com que se há-de temperar? 35 Não é bom nem para a terra, nem para estrume; mas será lançado fora. O que tem ouvidos para ouvir, ouça."Citado em 51
- v. 1 CCC(¶575
¶588) Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261) - v. 2 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)
- v. 3 CCC(¶582)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)
- v. 4 CCC(¶582)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)
- v. 5 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)Summa (EN)(III 40.4)
- v. 6 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)
- v. 11 Summa (EN)(II-II 161.5
III 49.6) - v. 12 Summa (EN)(I-II 69.3
II-II 31.3 Perguntas(A deficiência)Amoris Laetitia(§183)Dilexi Te(§27)II-II 32.3 II-II 71.4) - v. 13 Summa (EN)(I-II 69.3)Perguntas(A deficiência)Amoris Laetitia(§183)Dilexi Te(§27)Redemptionis Donum(§9)
- v. 14 Perguntas(A deficiência)Amoris Laetitia(§183)Dilexi Te(§27)Evangelii Gaudium(§48)Redemptionis Donum(§9)
- v. 15 Amoris Laetitia(§183)
- v. 16 Amoris Laetitia(§183)Dominicae Cenae(§11)
- v. 18 Gaudete In Domino(§23)
- v. 23 Summa (EN)(II-II 10.8)Mediator Dei(§107
§120 §147) - v. 25 Pastores Dabo Vobis(§60)
- v. 26 CCC(¶1618)Summa (EN)(II-II 26.2
II-II 26.7 Apostolicam Actuositatem(§4)Pastores Dabo Vobis(§60)II-II 34.3 II-II 101.4) - v. 27 Gaudium et Spes(§22)Pastores Dabo Vobis(§60)
- v. 28 Summa (EN)(II-II 189.10)
- v. 30 Summa (EN)(III 40.2)
- v. 33 CCC(¶2544)