1Naqueles dias, saiu um édito de César Augusto, prescrevendo o recenseamento de todo o mundo.Nascimento de Jesus2 Este recenseamento foi anterior ao que se realizou quando Quirino era governador da Síria.3 Iam todos recensear-se, cada um à sua cidade.4 José foi também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, que se chamava Belém, porque era da casa e família de David,5 para se recensear juntamente com Maria, sua esposa, que estava grávida.6 Ora, estando ali, aconteceu completarem-se os dias em que devia dar à luz,7 e deu à luz o seu filho primogénitoVer Mt. 1, 25, e o enfaixou, e o reclinou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.8 Naquela mesma região, havia uns pastores que velavam e faziam de noite a guarda ao seu rebanho.9 Apareceu-lhes um anjo do Senhor, e a glória do Senhor os envolveu com a sua luz, e tiveram grande temor.10 Porém o anjo disse-lhes: "Não temais, porque eis que vos anuncio uma boa nova, que será de grande alegria para todo o povo:11 Nasceu-vos hoje na cidade de David um Salvador, que é o Cristo, o Senhor.12 Eis o que vos servirá de sinal: Encontrareis um Menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura."13 E subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celeste, louvando a Deus, e dizendo:14 "Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens, objecto da boa vontade (de Deus)."15 Depois que os anjos se retiraram deles para o céu, os pastores diziam entre si: "Vamos até Belém, e vejamos o que é que lá sucedeu, e o que é que o Senhor nos manifestou."O nascimento de Jesus
Gustave Doré (1832-1883), La Grande Bible de Tours (Alfred Mame et fils, Tours, 1866)
The Doré Bible Illustrations (Dover Publications, 1974) — Imagens fornecidas por Rev. Felix Just, S.J.16 Foram a toda a pressa, e encontraram Maria, José, e o Menino deitado na manjedoura.17 Vendo isto, conheceram o que lhes tinha sido dito acerca deste Menino.18 E todos os que ouviram, se admiraram das coisas que lhes diziam os pastores.19 Maria conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração,20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito.
Circuncisão e apresentação no templo.
21 Depois que se completaram os oito dias para ser circuncidado o Menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes que fosse concebido no ventre materno.22 Depois que se completaram os dias da purificação de Maria, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor Lv. 12, 6,23 segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o varão primogênito será consagrado ao Senhor ( Ex 13, 2 ; Ex 12, 15 ),24 e para oferecerem em sacrifício, conforme o que também está escrito na lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos ( Lv 12, 8 ; Lv 5, 11 ).25 Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem era justo e piedoso; esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.26 Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte, sem ver primeiro o Cristo do Senhor.27 Foi ao templo conduzido pelo Espírito (de Deus). E, levando os pais o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições usuais da lei a seu respeito,28 ele o tomou em seus braços, e louvou a Deus, dizendo:29 "Agora, Senhor, podes deixar partir o teu servo em paz, segundo a tua palavra;30 porque os meus olhos viram a tua salvação,31 a qual preparaste em favor de todos os povos;32 luz para iluminar as nações, e glória de Israel, teu povo."33 Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.34 Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: "Eis que este Menino está posto para ruína e ressurgimento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição.E para ser alvo de contradição, Jesus será conhecido de todos, e, por causa da doutrina, os homens lutarão continuamente entre si, dividídos em dois campos opostos, uns a favor de Jesus e outros contra.35 E uma espada trespassará a tua alma! Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos."Assim... Como conclusão do que disse desde o vers. 34, Simeão dá a entender que, com a vinda do Messias se verão os ocultos pensamentos dos homens. Ver-se-á a malícia e a hipocrisia de muitos israelitas que, desprezando a glória de Deus, sòmente esperavam do Messias as grandezas e as prosperidades terrenas; mas, ao mesmo tempo, também se manifestará a humildade e a docilidade de muitas almas.36 Havia também uma profetiza, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Estava em idade muito avançada. Tinha vivido sete anos com seu marido, desde a sua virgindade,37 e tinha permanecido viúva até aos oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia com jejuns e orações.38 Ela também, sobrevindo nesta mesma ocasião, louvava a Deus, e falava de Jesus a todos os de Jerusalém que esperavam a redenção.
Jesus em Nazaré
39 Depois que cumpriram tudo, segundo o que mandava a lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.40 O Menino crescia e se fortificava cheio de sabedoria, e a graça de Deus era com ele.
Jesus entre os doutores
41 Seus pais iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa.42 Quando chegou aos doze anos, indo eles a Jerusalém segundo o costume daquela festa,43 acabados os dias que ela durava, quando voltaram, ficou o Menino Jesus em Jerusalém, sem que seus país o advertissem.44 Julgando que ele fosse na comitiva, caminharam uma jornada, e depois procuraram-no entre os parentes e conhecidos.45 Não o encontrando, voltaram a Jerusalém em busca dele.46 Aconteceu que, três dias depois, o encontraram no templo sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.47 E todos os que ouviam, estavam maravilhados da sua sabedoria e das suas respostas.48 Quando o viram, admiraram-se. E sua mãe disse-lhe: "Filho, porque procedeste assim connosco? Eis que teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição."Jesus entre os doutores
Gustave Doré (1832-1883), La Grande Bible de Tours (Alfred Mame et fils, Tours, 1866)
The Doré Bible Illustrations (Dover Publications, 1974) — Imagens fornecidas por Rev. Felix Just, S.J.49 Ele disse-lhes: "Para que me buscáveisJesus não condena os cuidados de Maria e José, mas justifica o seu modo de proceder, mostrando-lhes que, tendo ele vindo ao mundo para fazer a vontade de seu Pai, fácilmente deviam concluir que nunca os abandonaria senão para, fazer o que seu Pai lhe ordenou.? Não sabíeis que devo ocupar-me nas coisas de meu Pai?"50 Eles porém nãoEntenderam toda a extensão das suas palavras. entenderam o que lhes disse.51 Depois desceu com eles, e foi a Nazaré; e era-lhes submisso, Sua mãe conservava todas estas coisas no seu coração.52 Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens.
Citado em 629
Este capítuloCCC(¶58)Humanae Vitae(§18)Laetamur Admodum(§5)
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v. 34CCC(¶529·¶575·¶583·¶587)Ad Gentes(§13)Dominum Et Vivificantem(§16·§55)Ecclesia de Eucharistia(§56)Ecclesia In Africa(§55·§58)Ecclesia In Medio Oriente(§100)Evangelium Vitae(§103)Humanae Vitae(§18)Lumen Gentium(§57)Marialis Cultus(§7·§12·§20·§56·§57·§66·§67)Redemptoris Custos(§13)Redemptoris Mater(§16)Rosarium Virginis Mariae(§20)Spes Non Confundit(§24)
v. 35CCC(¶149·¶529·¶583·¶618)Summa (EN)(III 27.4)Orações Comuns(Via-Sacra)Dominum Et Vivificantem(§16)Ecclesia de Eucharistia(§56)Ecclesia In Africa(§58)Ecclesia In Medio Oriente(§100)Evangelium Vitae(§103)Lumen Gentium(§57)Marialis Cultus(§7·§12·§20·§56·§57·§66·§67)Mulieris Dignitatem(§19)Redemptoris Mater(§16)Rosarium Virginis Mariae(§20)Spe Salvi(§50)Spes Non Confundit(§24)
v. 41CCC(¶534·¶583)Orações Comuns(Rosário)Christus Vivit(§26)Ecclesia In Africa(§58)Ecclesia In Asia(§11)Ecclesia In Medio Oriente(§59)Incarnationis Mysterium(§7)Lumen Gentium(§57)Marialis Cultus(§12·§56·§57·§66·§67)Novo Millennio Ineunte(§18)
v. 42CCC(¶534)Orações Comuns(Rosário)Christus Vivit(§26·§29)Ecclesia In Africa(§58)Ecclesia In Asia(§11)Ecclesia In Medio Oriente(§59)Lumen Gentium(§57)Marialis Cultus(§12·§56·§66)
v. 43CCC(¶534)Orações Comuns(Rosário)Christus Vivit(§26)Ecclesia In Africa(§58)Ecclesia In Asia(§11)Ecclesia In Medio Oriente(§59)Lumen Gentium(§57)Marialis Cultus(§12·§56·§66)Redemptoris Custos(§14·§15)
v. 44CCC(¶534)Orações Comuns(Rosário)Amoris Laetitia(§182)Christus Vivit(§26·§29)Ecclesia In Africa(§58)Ecclesia In Asia(§11)Ecclesia In Medio Oriente(§59)Lumen Gentium(§57)Marialis Cultus(§12·§56·§66)
v. 45CCC(¶534)Orações Comuns(Rosário)Christus Vivit(§26)Ecclesia In Africa(§58)Ecclesia In Asia(§11)Ecclesia In Medio Oriente(§59)Lumen Gentium(§57)Marialis Cultus(§12·§56·§66)
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v. 49CCC(¶503·¶534·¶583·¶2599)Orações Comuns(Rosário)Ad Catholici Sacerdotii(§32·§36)Amoris Laetitia(§18)Christus Vivit(§26·§28)Dilexit Nos(§74)Ecclesia In Africa(§58)Ecclesia In Asia(§11)Ecclesia In Medio Oriente(§59)Lumen Gentium(§57)Marialis Cultus(§12·§56·§57·§66·§67)Novo Millennio Ineunte(§24)Redemptoris Custos(§15)Redemptoris Mater(§17·§20)Sacerdotalis Caelibatus(§28)Vita Consecrata(§22·§25)
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v. 51CCC(¶94·¶517·¶531·¶534·¶2599)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(259)Ad Catholici Sacerdotii(§39)Amoris Laetitia(§18·§30)Catechesi Tradendae(§73)Christus Vivit(§26·§46)Dei Verbum(§8)Dilexit Nos(§19·§42)Dominum Et Vivificantem(§16)Ecclesia In Africa(§58)Ecclesia In Asia(§11)Ecclesia In Medio Oriente(§59·§64)Evangelica Testificatio(§25)Laudato si’(§241)Lumen Gentium(§57·§58)Marialis Cultus(§12·§17·§56·§57·§66·§67)Novo Millennio Ineunte(§59)Redemptoris Custos(§14·§16·§22)Redemptoris Mater(§17·§20·§26·§43)Sacramentum Caritatis(§33)Verbum Domini(§27·§83·§87)