São Lucas 5
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Pescaria milagrosa
1 Um dia, comprimindo-se as multidões em volta dele para ouvir a palavra de Deus, Jesus estava junto do lago de Genesaré. 2 Viu duas barcas que estacionavam à borda do lago; os pescadores tinham saído, e lavavam as redes. 3 Entrando numa destas barcas, que era a de Simão, rogou-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois, estando sentado, ensinava o povo da barca. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: "Faz-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar." 5 Respondeu Simão: "Mestre, tendo trabalhado toda a noite, não apanhamos nada; porém, sobre a tua palavra, lançarei a rede." 6 Tendo feito isto, apanharam tão grande quantidade de peixes, que a sua rede rompia-se. 7 Então fizeram sinal aos companheiros, que estavam na outra barca, para que os viessem ajudar. Vieram, e encheram tanto ambas as barcas, que quase se afundavam. 8 Simão Pedro, vendo isto, lançou-se aos pés de Jesus, dizendo: "Retira-te de mim, Senhor, pois eu sou um homem pecador" 9 Porque tanto ele como todos os que se encontravam com ele ficaram possuídos de espanto, por causa da pesca que tinham feito. 10 O mesmo tinha acontecido a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: "Não tenhas medo; desta hora em diante serás pescador de homens." 11 Trazidas as barcas para terra, deixando tudo, seguiram-no.Cura do leproso
12 Sucedeu que, encontrando-se Jesus numa cidade, apareceu um homem cheio de lepra, o qual, vendo Jesus, prostrou-se com o rosto por terra e suplicou-lhe: "Senhor, se tu queres, podes limpar-me." 13 Ele, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: "Quero, sê limpo." Imediatamente desapareceu dele a lepra. 14 Jesus ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. Mas vai, disse-lhe, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua cura o que foi ordenado por Moisés, para lhes servir de testemunho."Oração de Jesus
15 Entretanto dilatava-se cada vez mais a fama do seu nome; e concorriam muitas multidões para o ouvir e ser curadas das suas doenças. 16 Mas ele retirava-se para lugares desertos, e fazia oração.Absolvição e cura do paralítico
17 Um dia, enquanto ensinava, estavam ali sentados fariseus e doutores da lei, vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e o poder do Senhor fazia-lhe operar curas. 18 E eis que uns homens, levando sobre um leito um homem que estava paralítico, procuravam introduzi-lo dentro da casa, e pô-lo diante dele. 19 Porém, não encontrando por onde o introduzir por causa da multidão, subiram ao telhado e, levantando as telhas, desceram-no com o seu leito no meio de todos diante de Jesus. 20 Vendo a sua fé, Jesus disse: "Ó homem, são-te perdoados os teus pecados!" Ver nota Mt. 9,2, fn. 21 Então começaram os escribas e os fariseus a pensar e a dizer: "Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?" 22 Jesus, conhecendo os seus pensamentos, respondeu-lhes: "Que estais vós a pensar nos vossos corações? 23 Que coisa é menos difícil dizer: São-te perdoados os pecados, ou dizer: Levanta-te e caminha? 24 Pois, para que saibais que o Filho do homem tem poder sobre a terra de perdoar pecados, eu te ordeno, levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa." 25 Levantando-se logo em presença deles, tomou o leito em que jazia, e foi para sua casa, glorificando a Deus. 26 Ficaram todos estupefactos, e glorificavam a Deus. Possuídos de temor, diziam: "Hoje vimos coisas maravilhosas."Vocação de Levi
27 Depois disto, Jesus saiu, e viu sentado ao telónio um publicano, chamado Levi, e disse-lhe: "Segue-me." 28 Ele, deixando tudo, levantou-se, e o seguiu. 29 E Levi ofereceu-lhe um grande banquete em sua casa, onde concorreu grande número de publicanos e doutros, que estavam à mesa com eles. 30 Os fariseus e os seus escribas murmuravam, dizendo aos discípulos de Jesus: "Porque comeis e bebeis vós com os publicanos e com os pecadores? 31 Jesus respondeu-lhes: "Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os enfermos. 32 Não vim chamar os justos, mas os pecadores à penitência."Motivo por que não jejuam os discípulos de Jesus.
33 Eles disseram-lhe: "Os discípulos de João, e os dos fariseus, jejuam muitas vezes e fazem orações, e os teus comem e bebem..." 34 Jesus respondeu-lhes: "Porventura podeis vós fazer jejuar os amigos do esposo, enquanto o esposo está com eles? 35 Mas virão dias em que lhes será tirado o esposo; então jejuarão nesses dias." 36 Também lhes disse esta comparação: "Ninguém deita um retalho de vestido novo em vestido velho; doutro modo o novo rompe o velho, e o retalho do novo não condiz com o velho. 37 Também ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutro modo o vinho novo fará rebentar os odres, e derramar-se-á o vinho, e perder-se-ão os odres. 38 Mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos. 39 Ninguém depois de ter bebido vinho velho, quer do novo, porque diz: O velho é melhor."Citado em 99
- Este capítulo Summa (EN)(II-II 108.4
III 44.4) Ecclesiam Suam(§74)Fidei Donum(§82)Reconciliatio Et Paenitentia(§29) - v. 1 Ecclesia In Oceania(§3
§17) Verbum Domini(§12)Vita Consecrata(§93) - v. 2 Ecclesia In Oceania(§3
§17) - v. 3 Catechesi Tradendae(§7)Ecclesia In Oceania(§3
§17) - v. 4 Summa (EN)(III 43.3)Ecclesia de Eucharistia(§6)Ecclesia In Africa(§6)Ecclesia In Oceania(§3
§35 Fidei Donum(§19§52) §33) Gaudete Et Exsultate(§130)Maximum Illud(§41)Novo Millennio Ineunte(§1)Pastores Gregis(§5)Saeculo Exeunte Octavo(§44) - v. 5 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(5)Amoris Laetitia(§322)Ecclesia In Oceania(§3
§35 Gaudete Et Exsultate(§130)Novo Millennio Ineunte(§38)Pastores Gregis(§5)Verbum Domini(§10)§52) - v. 6 Ecclesia In Oceania(§3
§35 Novo Millennio Ineunte(§1)§52) - v. 7 Ecclesia In Oceania(§3
§35) - v. 8 CCC(¶208)Summa (EN)(III 80.10)Ecclesia In Oceania(§3)
- v. 9 Ecclesia In Oceania(§3)
- v. 10 Amoris Laetitia(§322)Ecclesia In Oceania(§3)Vita Consecrata(§22)
- v. 11 Ecclesia In Oceania(§3)Vita Consecrata(§22
§93) - v. 15 Ecclesia In Oceania(§37)
- v. 16 CCC(¶2602)Ecclesia In Oceania(§37)
- v. 17 CCC(¶1116)Catechesi Tradendae(§7)
- v. 18 Reconciliatio Et Paenitentia(§29)
- v. 19 Reconciliatio Et Paenitentia(§29)
- v. 20 Africae Munus(§31)Reconciliatio Et Paenitentia(§29)
- v. 21 Reconciliatio Et Paenitentia(§29)
- v. 22 Reconciliatio Et Paenitentia(§29)
- v. 23 Reconciliatio Et Paenitentia(§29)
- v. 24 Ad Catholici Sacerdotii(§11
§16) Africae Munus(§31)Reconciliatio Et Paenitentia(§29)Redemptoris Missio(§14) - v. 25 Reconciliatio Et Paenitentia(§29)
- v. 27 Summa (EN)(II-II 184.3)Amoris Laetitia(§21)Ecclesia In America(§9)Redemptionis Donum(§16)
- v. 28 Summa (EN)(II-II 189.1)Amoris Laetitia(§21)Ecclesia In America(§9)
- v. 29 Amoris Laetitia(§21)
- v. 30 CCC(¶588)Amoris Laetitia(§21)Redemptoris Missio(§14)
- v. 31 Perguntas(Depois da contracepção ou de uma esterilização)Amoris Laetitia(§21)Ecclesiam Suam(§36
§42 Evangelium Vitae(§32)Reconciliatio Et Paenitentia(§29§76) §31) - v. 32 CCC(¶588)Perguntas(Depois da contracepção ou de uma esterilização)Amoris Laetitia(§21)Evangelium Vitae(§32)Reconciliatio Et Paenitentia(§29
§31) - v. 34 Summa (EN)(II-II 147.4)Gaudium et Spes(§48)
- v. 35 Gaudium et Spes(§48)
- v. 80 Dilexit Nos(§37)