São Lucas 6
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Os discípulos de Jesus colhem espigas ao sábado.
1 Num sábado, passando Jesus pelas searas, os seus discípulos colhiam espigas, e, machucando-as nas mãos, as comiam. 2 Alguns dos fariseus disseram-lhes: "Porque fazeis o que não é permitido nos sábados?" 3 Jesus respondeu-lhes: "Não leste o que fez David, quando teve fome, ele e os que com ele estavam?" 4 Como entrou na casa de Deus, tomou os pães da proposição, comeu deles, e deu aos seus companheiros, embora não fosse permitido comer deles senão aos sacerdotes?" 5 Depois acrescentou: "O Filho do homem é Senhor também do sábado."A mão seca
6 Aconteceu que, em outro sábado, entrou Jesus na sinagoga, e ensinava. Estava ali um homem que tinha a mão direita seca. 7 Os escribas e os fariseus o estavam observando para ver se curava ao sábado, a fim de terem de que o acusar. 8 Mas ele conhecia os seus pensamentos, e disse ao homem que tinha a mão seca: "Levanta-te, e põe-te em pé no meio." Ele, levantando-se, pôs-se de pé. 9 Jesus disse-lhe: "Pergunto-vos se é lícito aos sábados fazer bem ou mal, salvar a vida ou tirá-la." 10 Depois, correndo a todos com o olhar, disse ao homem: "Estende a tua mão." Ele estendeu-a, e a sua mão tornou-se sã. 11 Eles encheram-se de furor, e falavam uns com os outros para ver que fariam contra Jesus.Escolha dos Apóstolos
12 Naqueles dias Jesus retirou-se para o monte a orar, e passou toda a noite em oração a Deus. 13 Quando se fez dia, chamou os seus discipulos, e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos: 14 Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro, André, seu irmão, Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, 15 Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Simão, chamado o Zelador, 16 Judas, irmão de Tiago, e Judas Escariotes, que foi o traidor.As multidões cercam Jesus
17 Descendo com eles, parou numa planície. Estava lá um grande número dos seus discipulos, e uma grande multidão de povo de toda a Judeia, de Jerusalém, do litoral de Tiro e de Sidónia, 18 que tinham vindo para o ouvir, e para ser curados das suas doenças. Os que eram vexados pelos espíritos imundos ficavam também sãos. 19 Todo o povo procurava tocá-lo, porque saía dele uma virtude que os curava a todos.Sermão da montanha; Bem-aventuranças
20 Levantando os olhos para os seus discípulos, dizia: "Bem-aventurados vós os pobres, porque vosso é o reino de Deus. 21 Bem-aventurados os que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados os que agora chorais, porque rireis. 22 Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos repelirem, vos carregarem de injúrias, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem. 23 Alegrai-vos nesse dia, e exultai, porque será grande a vossa recompensa no céu. Era assim que os pais deles tratavam os profetas.Ameaças
24 Mas, ai de vós, ó ricos Jesus refere-se aos ricos que põem nas riquezas todos os seus afectos, e não fazem delas o uso que Deus quer.! porque tendes a vossa consolação (neste mundo). 25 Ai de vós os que estais saciados! porque vireis a ter fome. Ai de vós os que agora rides! porque gemereis e chorareis. 26 Ai de vós, quando todos os homens vos louvarem! porque assim faziam aos falsos profetas os pais deles.Amor dos inimigos; doçura; caridade.
27 Mas digo-vos a vós, que me ouvis: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam 28 abençoai os que vos amaldiçoam, orai pelos que vos caluniam. 29 Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. Ao que te tirar o manto, não o impeças de levar também a túnica. Ver nota Mt. 5, 39-40, fn. 30 Dá a todo aquele que te pede: e ao que leva o que é teu, não lho tornes a pedir. 31 O que quereis que vos façam os homens, fazei-o vós também a eles. 32 Se vós amais os que vos amam, que mérito tendes? Porque os pecadores também amam quem os ama. 33 Se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito tendes? Os pecadores também fazem isto. 34 Se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito tendes? Os pecadores também emprestam aos pecadores, para que se lhes faça outro tanto. 35 Vós, porém, amai os vossos inimigos; fazei bem e emprestai, sem daí esperardes nada; e será grande a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e para os maus. 36 Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; 38 dai, e dar-se-vos-à. Uma medida boa, cheia, recalcada e acogulada, vos será lançada nas dobras do vosso vestido. Porque, com a mesma medida com que medirdes para os outros, será medido para vós."O guia cego :
39 Dizia-lhes também esta comparação: "Pode porventura um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no barranco? 40 O discípulo não é mais que o mestre; mas todo o discipulo será perfeito, se for como seu mestre.a palha e a trave;
41 Porque vês tu a aresta no olho do teu irmão, e não notas a trave que tens no teu? 42 Ou como podes tu dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire do teu olho a aresta, não vendo tu mesmo a trave que tens no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e depois verás para tirar a aresta do olho de teu irmão.a árvore conhece-se pelos seus frutos.
43 Porque não é boa árvore a que dá frutos maus, nem má árvore a que dá bom fruto. 44 Porquanto cada árvore se conhece pelo seu fruto; pois nem se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas de um abrolho. 45 O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; o homem mau, do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala da abundância do coração.Jesus exorta o povo a por em prática os seus ensinamentos.
46 Porque me chamais vós Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo? 47 Todo o que vem a mim, que ouve as minhas palavras, e as põe em prática, vou mostrar-vos a quem ele é semelhante. 48 É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou profundamente, e pôs os alicerces sobre a rocha. Vindo uma inundação, investiu a torrente contra aquela casa, e não pôde movê-la, porque estava bem edificada. 49 Mas o que ouve, e não pratica, é semelhante a um homem, que edificou a sua casa sobre a terra sem fundamentos. Investiu a torrente contra ela, e logo caiu, e foi grande a ruína daquela casa."Citado em 202
- Este capítulo Summa (EN)(I-II 108.4)Evangelii Nuntiandi(§66)
- v. 6 CCC(¶581)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)Ecclesia de Eucharistia(§48)
- v. 7 CCC(¶581)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)
- v. 8 CCC(¶581)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)
- v. 9 CCC(¶581)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)
- v. 10 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)
- v. 11 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)
- v. 12 CCC(¶1577
¶2600) Compêndio da Doutrina Social da Igreja(325)Summa (EN)(II-II 147.5III 13.4 Perguntas(Mulheres sacerdotes e diáconas)Ad Catholici Sacerdotii(§19III 21.1 III 40.1) §23) Dilexit Nos(§74)Ecclesia In America(§9)Ordinatio Sacerdotalis(§2)Pastores Gregis(§6) - v. 13 CCC(¶880
¶1577) Compêndio da Doutrina Social da Igreja(261)Perguntas(Mulheres sacerdotes e diáconas)Apostolos Suos(§1)Ecclesia In America(§9)Evangelii Nuntiandi(§66)Lumen Gentium(§19)Pastores Gregis(§5)Satis Cognitum(§36) - v. 14 CCC(¶1577)Perguntas(Mulheres sacerdotes e diáconas)Ecclesia In America(§9)Evangelii Nuntiandi(§66)
- v. 15 CCC(¶1577)Perguntas(Mulheres sacerdotes e diáconas)Ecclesia In America(§9)Evangelii Nuntiandi(§66)
- v. 16 CCC(¶1577)Perguntas(Mulheres sacerdotes e diáconas)Ecclesia In America(§9)Evangelii Nuntiandi(§66)
- v. 17 Summa (EN)(I-II 69.3)Lebanon(§97)
- v. 19 CCC(¶695
¶1116 Summa (EN)(I 39.8¶1504) III 43.4) - v. 20 CCC(¶2444
¶2546) Compêndio da Doutrina Social da Igreja(325)Summa (EN)(I-II 61.1I-II 65.1 Perguntas(A teologia da prosperidade)Dilexi Te(§21I-II 69.1 I-II 69.3 II-II 19.12 II-II 123.11 Suppl 71.12) §76) Divini Redemptoris(§45)Evangelica Testificatio(§17)Evangelii Gaudium(§197)Gaudete Et Exsultate(§63§70) Gaudete In Domino(§26)Redemptionis Donum(§12)Redemptoris Missio(§14)Verbum Domini(§107) - v. 21 CCC(¶2444)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(325)Summa (EN)(III 85.3)Perguntas(A teologia da prosperidade)Gaudete Et Exsultate(§63)Gaudete In Domino(§26)Salvifici Doloris(§16)
- v. 22 CCC(¶2444)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(325)Summa (EN)(I-II 69.3)Perguntas(A teologia da prosperidade)Gaudete Et Exsultate(§63)
- v. 23 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(325)Perguntas(A teologia da prosperidade)Gaudete Et Exsultate(§63)
- v. 24 CCC(¶2547)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(325)Perguntas(A teologia da prosperidade)Rerum Novarum(§11
§17 §18 §22) - v. 25 Summa (EN)(I-II 69.2)Perguntas(A teologia da prosperidade)Rerum Novarum(§11
§17 §18) - v. 26 Perguntas(A teologia da prosperidade)
- v. 27 Summa (EN)(II-II 186.2)Evangelium Vitae(§41)Misericordiae Vultus(§13)Mystici Corporis Christi(§44
§94 §96) - v. 28 CCC(¶1669)Evangelium Vitae(§41)Mystici Corporis Christi(§44
§94 §96) - v. 29 Summa (EN)(II-II 72.3)Evangelium Vitae(§41)Mystici Corporis Christi(§44
§94 §96) - v. 30 Summa (EN)(II-II 188.3)Evangelium Vitae(§41)Mystici Corporis Christi(§44
§94 §96) - v. 31 CCC(¶1789
¶1970) Evangelium Vitae(§41)Mystici Corporis Christi(§44§94 §96) - v. 32 Evangelium Vitae(§41)Mystici Corporis Christi(§44
§94 Princeps Pastorum(§17§96) §34 §37) - v. 33 Evangelium Vitae(§41)Mystici Corporis Christi(§44
§94 Princeps Pastorum(§17§96) §34 §37) - v. 34 Perguntas(Empréstimo e usura)Evangelium Vitae(§41)Mystici Corporis Christi(§44
§94 Princeps Pastorum(§17§96) §34 §37) - v. 35 Summa (EN)(I-II 108.3
II-II 78.1 Perguntas(Empréstimo e usura)Amoris Laetitia(§102)Evangelium Vitae(§41)Mystici Corporis Christi(§44II-II 107.4) §94 Princeps Pastorum(§17§96) §34 Redemptionis Donum(§9)§37) - v. 36 CCC(¶1458
¶2842) Summa (EN)(II-II 30.4II-II 107.4 Amoris Laetitia(§112)Evangelii Gaudium(§179)Fratelli Tutti(§60)Gaudete Et Exsultate(§81III 84.10) §118) Misericordiae Vultus(§13)Veritatis Splendor(§18§115) - v. 37 Amoris Laetitia(§112
§308) Evangelii Gaudium(§172§179) Gaudete Et Exsultate(§81)Gaudium et Spes(§28)Misericordiae Vultus(§14) - v. 38 Summa (EN)(II-II 28.3)Casti Connubii(§4
§58) Dilexi Te(§33)Evangelii Gaudium(§179)Gaudete Et Exsultate(§81)Gaudium et Spes(§28)Misericordiae Vultus(§14) - v. 43 Veritatis Splendor(§66)
- v. 44 Veritatis Splendor(§66)
- v. 45 Veritatis Splendor(§66)
- v. 46 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(70)
- v. 47 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(70)
- v. 48 Ecclesia In Medio Oriente(§65)