São Lucas 9
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Missão dos Apóstolos.
1 Convocados os doze (Apóstolos) deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios; e para curar as doenças. 2 Enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os doentes. 3 Disse-lhes: "Não leveis nada para o caminho, nem bastão, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, nem leveis duas túnicas. 4 Em qualquer casa, em que entrardes, ficai lá, e (não) saiais dela até à vossa partida. 5 Quando quaisquer vos não receberem, ao sair dessa cidade, sacudi até o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles." 6 Tendo eles partido, andavam de aldeia em aldeia pregando o Evangelho, e fazendo curas por toda a parte.Suspeitas de Herodes.
7 Herodes tetrarca ouviu falar de tudo o que se passava, e não sabia que pensar, porque uns diziam: 8 "É João que ressuscitou dos mortos"; outros: "É Elias que apareceu"; outros: "É um dos antigos profetas, que ressuscitou." 9 Herodes disse: "Eu mandei degolar João. Quem é, pois, este de quem ouço tais coisas?" E buscava ocasião de o ver.Volta dos Apóstolos
10 Tendo voltado os Apóstolos, contaram-lhe tudo o que tinham feito. Ele, tomando-os consigo, retirou-se aparte a um lugar do território de Betsaida. 11 Sabendo isto, as multidões foram-no seguindo. E as recebeu, falou-lhes do reino de Deus e sarou os que necessitavam de cura.Primeira multiplicação de pães
12 Ora o dia começava a declinar. Aproximando-se dele os doze, disseram-lhe: "Despede as multidões, para que, indo pelas aldeias e herdades circunvizinhas, se alberguem e encontrem que comer, porque aqui estamos num lugar deserto." 13 Ele respondeu-lhes: "Dai-lhes vós de comer." Eles disseram: "Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a não ser que vamos comprar mantimento para toda esta multidão." 14 Pois eram quase cinco mil homens. Então disse a seus discípulos: "Mandai-os sentar divididos em ranchos de cinquenta." 15 Eles assim o executaram, e mandaram-nos sentar a todos. 16 Tendo tomado os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e distribuiu-os aos seus discípulos, para que os servissem à multidão. 17 Comeram todos, e ficaram saciados. E levantaram do que lhes sobejou doze cestos de fragmentos.Confissão de Pedro e profecia da Paixão.
18 Aconteceu que, estando só orando, se encontravam com ele os seus discípulos. Jesus interrogou-os: "Quem dizem as multidões que sou eu?" 19 Responderam e disseram: "Uns dizem que João Baptista, outros que Elias, outros que ressuscitou um dos antigos profetas." 20 Ele disse-lhes: "E vós quem dizeis que sou eu?" Pedro, respondendo, disse: "O Cristo de Deus." 21 Mas ele, com seu tom severo, mandou que o não dissessem a ninguém, 22 acrescentando: "É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, que seja rejeitado pelos anciães, pelos príncipes doe sacerdotes e pelos escribas, que seja morto, e ressuscite ao terceiro dia.Abnegação.
23 Depois, dirigindo-se a todos: "Se alguém quer vir após de mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias, e siga-me. 24 Porque o que quiser salvar a sua vida (abandonando-me), a perderá; e quem perder a sua vida por causa de mim, salvá-la-á. 25 Que aproveita o homem ganhar todo o mundo, se se perde a si mesmo, e se faz dano a si? 26 Porque quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na sua majestade, e na de seu Pai e dos santos anjos. 27 Digo-vos na verdade que estão aqui alguns presentes que não morrerão, sem que vejam o reino de Deus Sem que vejam o reino de Deus...Ver nota Mt. 16, 28, fn.."Transfíguração
28 Cerca de oito dias depois destas palavras, tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu a um monte para orar. 29 Enquanto orava, tornou-se todo outro o seu rosto; o seu vestido tornou-se branco () resplandecente. 30 E eis que dois homens falavam com ele: Moisés e Elias, 31 os quais apareceram cheios de majestade, e falavam da morte que ele devia sofrer em Jerusalém. 32 Entretanto Pedro e os que estavam com ele tinham-se deixado oprimir de sono. Mas, despertando, viram a majestade de Jesus, e os dois varões que estavam com ele. 33 Enquanto estes se separavam dele, Pedro disse a Jesus: "Mestre, é bom para nós estar aqui; façamos três tendas, uma para ti, uma para Moisés, e uma para Elias", não sabendo o que dizia. 34 Estando ele ainda a falar, formou-se uma nuvem, que os envolveu; e tiveram medo, quando os viram entrar na nuvem. 35 Então saiu uma voz da nuvem, dizendo: "Este é o meu filho dilecto, ouvi-o." 36 Ao soar aquela voz, Jesus ficou só. Eles calaram-se, e a ninguém disseram naqueles dias nada do que tinham visto.Cura do menino possesso
37 Sucedeu no dia seguinte que, descendo eles do monte, lhes saiu ao encontro uma grande multidão. 38 E eis que um homem do meio da multidão clamou; "Mestre, rogo-te que ponhas os olhos em meu filho, porque é o único que tenho. 39 Um espírito maligno se apodera dele e súbitamente dá gritos, e (o lança por terra), o agita com violência, fazendo-o espumar, e apenas o larga depois de o ter dilacerado. 40 Pedi a teus discípulos que o expelissem, mas eles não puderam." 41 Jesus respondeu: "Ó geração incrédula Ó geração incrédula...Ver nota Mt. 18,19, fn. e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei? Traz cá o teu filho." 42 Quando este se aproximava, o demônio lançou-o por terra, e agitou-o com violência. Mas Jesus ameaçou o espírito imundo, sarou o menino, e restituiu-o a seu pai. 43 E todos pasmavam da grandeza de Deus. Enquanto todos admiravam as coisas que ele fazia, Jesus disse aos seus discípulos;Profecia da Paixão, humildade, tolerância.
44 "Ponde nos vossos corações estas palavras: O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens." 45 Eles, porém, não entendiam esta linguagem; era-lhes tão obscura que não compreendiam; e tinham medo de o interrogar acerca dela. 46 Começaram a discutir entre si sobre qual deles era o maior. 47 Jesus, vendo os pensamentos do seu coração, tomou pela mão um menino, pô-lo junto a si, 48 e disse-lhes: "Todo o que receber este menino em meu nome, a mim recebe; e todo o que me receber, recebe aquele que me enviou. Porque aquele que entre vós todos é o menor, esse é o maior." 49 João, tomando a palavra, disse: "Mestre, nós vimos um que expelia os demônios em teu nome, e lho proibimos, porque não anda connosco." 50 Jesus respondeu-lhe: "Não lho proibais, porque quem não é contra vós, é por vós."VIAGENS A JERUSALÉM
Os Samaritanos não recebem Jesus.
51 Aconteceu que, aproximando-se o tempo da sua partida deste mundo, dirigiu-se resolutamente para Jerusalém, 52 e enviou adiante de si mensageiros, os quais entraram numa aldeia de Samaritanos para lhe prepararem pousada. 53 Não o receberam, por dar mostras de que ia para Jerusalém. 54 Vendo isto os seus discípulos Tiago e João, disseram: "Senhor, queres tu que digamos que desça fogo do céu, que os consuma?" 55 Ele, porém, voltando-se para eles, repreendeu-os: "Vós não sabeis Vós não sabeis...Vós já não pertenceis à lei antiga, em que dominava o espirito do temor e da vingança; pertenceis a uma sociedade nova, em que se deve praticar a caridade para com os próprios inimigos. Estas palavras faltam em alguns manuscritos. de que espírito sois. 56 O Filho do homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para as salvar." E foram para outra povoação.Condições para seguir Jesus.
57 Indo eles pelo caminho, veio um homem que lhe disse: "Seguir-te-ei para onde quer que fores." 58 Jesus respondeu-lhe: "As raposas têm suas covas, as aves do céu têm seus ninhos, porém o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça." Ver nota Mt. 8,20. 59 A um outro disse: "Segue-me." Mas ele disse: "Senhor, permite-me que eu vá primeiro sepultar meu pai." 60 Mas Jesus replicou: "Deixa que os mortos Deixa que os mortos...Ver nota Mt. 8, 22. sepultem os seus mortos; tu vai anunciar o reino de Deus." 61 Um outro disse-lhe: "Eu, Senhor, seguir-te-ei, mas permite que vá primeiro dizer adeus aos de minha casa." 62 Jesus respondeu-lhe; "Ninguém que Ninguém que...Assim como o lavrador deve ter sempre os olhos fixos no arado para fazer o sulco direito, assim o que quiser ser verdadeiro discípulo de Jesus deve renunciar a todos os afectos mundanos, e ter sempre os olhos fixos em Deus., depois de ter metido a sua mão ao arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus.Citado em 149
- Este capítulo Summa (EN)(I-II 108.4
II-II 101.4 Sacerdotalis Caelibatus(§94)II-II 188.4) - v. 1 Summa (EN)(III 84.3)Apostolos Suos(§1)Pastores Gregis(§9)
- v. 2 CCC(¶551)Apostolos Suos(§1)Evangelii Nuntiandi(§66)Pastores Gregis(§9)Reconciliatio Et Paenitentia(§31)Sacramentum Caritatis(§22)
- v. 3 Summa (EN)(II-II 97.1)
- v. 5 Pastores Dabo Vobis(§27)
- v. 10 Summa (EN)(I-II 108.2)Sacramentum Caritatis(§22)
- v. 11 Pastores Dabo Vobis(§60)Pastores Gregis(§73)Sacerdotalis Caelibatus(§94)
- v. 12 Pastores Gregis(§73)
- v. 13 Pastores Gregis(§73)
- v. 14 Pastores Gregis(§73)
- v. 15 Pastores Gregis(§73)
- v. 16 Pastores Gregis(§73)
- v. 17 Pastores Gregis(§73)
- v. 18 CCC(¶2600)Novo Millennio Ineunte(§20)
- v. 19 CCC(¶2600)
- v. 20 CCC(¶2600)
- v. 21 Evangelica Testificatio(§15)
- v. 22 Veritatis Splendor(§89)
- v. 23 CCC(¶1435
¶1438) Ad Petri Cathedram(§63§125) Ecclesia In Asia(§23)Evangelica Testificatio(§27)Invicti Athletae(§6)Laborem Exercens(§27)Paenitentiam Agere(§21§36) Pastores Dabo Vobis(§60)Reconciliatio Et Paenitentia(§4)Salvifici Doloris(§25)Veritatis Splendor(§89) - v. 24 Deus Caritas Est(§3
§6) Evangelica Testificatio(§15§27) Reconciliatio Et Paenitentia(§4)Redemptionis Donum(§5)Salvifici Doloris(§23) - v. 25 Gaudium et Spes(§38
§39) Laborem Exercens(§27)Reconciliatio Et Paenitentia(§4) - v. 26 Summa (EN)(II-II 144.2)Sapientiae Christianae(§43)
- v. 27 Summa (EN)(III 45.2)Pastores Dabo Vobis(§60)
- v. 28 CCC(¶2600)Pastores Dabo Vobis(§60)
- v. 29 Verbum Domini(§20)
- v. 30 CCC(¶2583)Summa (EN)(III 45.3)
- v. 31 CCC(¶554
¶1151 Compêndio(110)Vita Consecrata(§40)¶2583) - v. 32 CCC(¶2583)
- v. 33 CCC(¶556
¶2583) Rosarium Virginis Mariae(§34) - v. 34 CCC(¶659
¶697 ¶2583) - v. 35 CCC(¶516
¶554 Rosarium Virginis Mariae(§21)¶659 ¶697 ¶2583) - v. 41 Sacramentum Caritatis(§88)
- v. 43 Vita Consecrata(§23)
- v. 44 Vita Consecrata(§23)
- v. 45 CCC(¶554)Vita Consecrata(§23)
- v. 48 Christifideles Laici(§47
§57) - v. 49 Redemptor Hominis(§1
§6) - v. 50 Redemptor Hominis(§6)
- v. 51 CCC(¶557)Perguntas(O passado da Igreja)
- v. 52 Perguntas(O passado da Igreja)
- v. 53 Perguntas(O passado da Igreja)
- v. 54 Perguntas(O passado da Igreja)Gaudete Et Exsultate(§174)Redemptor Hominis(§6)
- v. 55 Summa (EN)(II-II 82.3)Perguntas(O passado da Igreja)Le Pèlerinage de Lourdes(§18
§51) - v. 56 Perguntas(O passado da Igreja)
- v. 57 Perguntas(A preguiça e a acídia)Pastores Dabo Vobis(§27
§30 §60) - v. 58 CCC(¶544)Perguntas(A preguiça e a acídia)Dilexi Te(§20)Pastores Dabo Vobis(§27
§30 Perfectae Caritatis(§1)§60) - v. 59 Summa (EN)(II-II 101.4)Perguntas(A preguiça e a acídia)Amoris Laetitia(§18)Ecclesia In America(§9)Pastores Dabo Vobis(§27
§30 §60) - v. 60 Summa (EN)(II-II 101.4)Perguntas(A preguiça e a acídia)Amoris Laetitia(§18)Pastores Dabo Vobis(§27
§30 §60) - v. 61 Summa (EN)(II-II 189.10)Perguntas(A preguiça e a acídia)Amoris Laetitia(§18)Pastores Dabo Vobis(§27
§30 §60) - v. 62 Summa (EN)(II-II 88.1
II-II 184.6 Perguntas(A preguiça e a acídia)Amoris Laetitia(§18)Novo Millennio Ineunte(§15)Pastores Dabo Vobis(§27II-II 184.7 II-II 185.4 II-II 186.6 II-II 189.4 II-II 189.6) §30 §60)