São Marcos 4
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Ocasião de contar várias parábolas.
1 Começou de novo a ensinar à beira do mar; e juntou-se à roda dele tão grande multidão que teve de subir para uma barca e sentar-se dentro dela no mar, enquanto que toda a multidão estava em terra na praia. 2 E ensinava-lhes muitas coisas por meio de parábolas. Dizia-lhes segundo o seu meio de ensinar:Parábola do semeador.
3 "Ouvi: Eis saiu o semeador a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu ao longo do caminho, e vieram as aves do céu, e comeram-na. 5 Outra parte caiu sobre pedregulho, onde tinha pouca terra; e nasceu logo, porque não havia profundidade de terra; 6 mas, quando saiu o sol, foi crestada pelo calor, e, como não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu entre espinhos; e cresceram os espinhos, e a sufocaram, e não deu fruto. 8 Outra caiu em boa terra; e deu fruto que vingou, e cresceu, e um grão deu trinta, outro sessenta, e outro cem." 9 E acrescentava; "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça." 10 Quando se encontrou só, os doze, que estavam com ele, interrogaram-no sobre a parábola. 11 Disse-lhes; "A vós é concedido conhecer o mistério do reino de Deus; porém, aos que são de fora, tudo se lhes propõe em parábolas, 12 para que, olhando Esta cegueira atribuída à vontade divina, é, na realidade, a consequência da má vontade dos homens que afastam a luz (Is. 6,9 -10)., não vejam, ouvindo, não entendam, de sorte que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados." 13 E acrescentou: "Não entendeis Se não compreenderdes esta primeira parábola, com o haveis de compreender as outras, das quais esta é como que o fundamento? esta parábola? Então como entendereis todas as outras? 14 O que o semeador semeia é a palavra. 15 Uns encontram-se ao longo do caminho onde ela é semeada; logo que a ouviram, vem Satanás tirar a palavra semeada neles. Uns encontram-se ao longo do caminho são as pessoas endurecidas do mal, que ouvem muitas vezes a palavra de Deus, mas não a deixam penetrar no seu coração. 16 Outros recebem a semente em terreno pedregoso; ouvem a palavra, logo a recebem com gosto; 17 mas não têm raízes em si, são inconstantes; depois, levantando-se a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbem imediatamente. 18 Outros recebem a semente entre espinhos; ouvem a palavra, 19 mas as solicitudes do século, a sedução das riquezas, e os outros afetos desordenados, entrando, afogam a palavra, e ela fica infrutuosa. 20 Outros recebem a semente em boa terra; ouvem a palavra, recebem-na, e dão fruto, um a trinta, outro a sessenta, e outro a cem por um.A palavra de Deus deve ser ouvida atentamente.
21 Dizia-lhes mais: "Porventura traz-se a lucerna para a meter debaixo do alqueire ou debaixo do leito? Não é para ser posta sobre o candelabro? A luz comunicada aos Apóstolos pela pregação de Cristo não devia permanecer desconhecida, mas ser levada por eles a todo o mundo. 22 Porque não há coisa alguma escondida que não venha a ser manifesta, nem que seja feita para estar oculta, mas para vir a descoberto. 23 Se alguém Provérbio utilizado para chamar a atenção dos ouvintes sobre o que se disse. tem ouvidos para ouvir, ouça. 24 Dizia-lhes mais: "Atendei ao que ouvis. Com a medida Jesus quer mostrar aos seus discípulos, com este provérbio, que, quanto maior for a atenção que eles prestarem às suas palavras, maior será também a sua compreensão dos mistérios celestes que ouvem anunciar. Porque, ao que tem, isto é, o que ouve atentamente a palavra de Deus, receberá novos conhecimentos espirituais, e o que a despreza perderá até os poucos que tinha, caindo na cegueira espiritual. com que medirdes, vos medirão a vós, e ainda se vos acrescentará. 25 Porque ao que tem, dar-se-lhe-á ainda mais e ao que não tem, ainda o que tem, lhe será tirado."Parábola da semente.
26 Dizia também: "O reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra. 27 Dorme e se levanta O que trabalha pela salvação das almas não deve preocupar-se com colher o fruto do seu trabalho. Espalhe, sem desânimos, a semente da verdade a da virtude, e, a seu tempo, sob a ação de Deus, a semente espalhada brota e cresce sem ele saber como., noite e dia, e a semente brota e cresce sem ele saber como. 28 Porque a terra por si mesma produz, primeiramente, a erva, depois a espiga, e por último o trigo grado na espiga. 29 E, quando o fruto está maduro, mete logo a fouce, porque está chegado o tempo da ceifa."Parábola do grão de mostarda.
30 Dizia mais: "A que coisa compararemos nós o reino de Deus? Com que parábola o figuraremos? 31 É como um grão de mostarda que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na terra; 32 mas, depois que é semeado, cresce e torna-se maior que todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de modo que as aves do céu podem vir pousar à sua sombra ( Dn 4, 9 ; Dn 4, 18 ; Ez 17, 23 ; Ez 31, 6 ). 33 Assim lhes propunha a palavra com muitas parábolas como estas, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes. 34 Não lhes falava sem parábolas; porém, tudo explicava em particular a seus discípulos.Jesus acalma uma tempestade.
35 Naquele mesmo dia, já sobre a tarde, disse-lhes: "Passemos à outra banda." 36 Deixando a multidão, o levaram, assim como estava, na barca. Outras embarcações o seguiram. 37 Então levantou-se uma grande tormenta de vento, e as ondas lançavam-se sobre a barca, de sorte que a barca se enchia de água. Por maiores que sejam as tempestades da nossa alma, isto é, as tentações, nunca devem os desanimar, mas ter sempre confiança em Jesus. Com a oração alcançaremos força para lhes resistir, e à tempestade sucederá a maior bonança. 38 Jesus estava dormindo na popa, sobre um travesseiro. Acordaram-no, e disseram-lhe: "Mestre, não se te dá que pereçamos?Citado em 76
- Este capítulo Sacerdotalis Caelibatus(§22
§47) - v. 1 Catechesi Tradendae(§7)Laborem Exercens(§26)
- v. 2 Laborem Exercens(§26)
- v. 3 Laborem Exercens(§26)
- v. 4 CCC(¶2707)Laborem Exercens(§26)
- v. 5 CCC(¶2707)Laborem Exercens(§26)
- v. 6 CCC(¶2707)Laborem Exercens(§26)
- v. 7 CCC(¶2707)Laborem Exercens(§26)
- v. 8 Laborem Exercens(§26)
- v. 9 Laborem Exercens(§26)
- v. 11 CCC(¶546)Sacerdotalis Caelibatus(§22)
- v. 14 CCC(¶543)Lumen Gentium(§5)
- v. 15 CCC(¶2707)
- v. 16 CCC(¶2707)
- v. 17 CCC(¶2707)
- v. 18 CCC(¶2707)
- v. 19 CCC(¶2707)
- v. 20 Africae Munus(§125)Verbum Domini(§49)
- v. 21 Summa (EN)(III 42.3)
- v. 26 CCC(¶543)Evangelii Gaudium(§22)Evangelium Vitae(§100)Lumen Gentium(§5)Magnifica Humanitas(§210)Sacerdotalis Caelibatus(§47)
- v. 27 CCC(¶543)Evangelii Gaudium(§22)Evangelium Vitae(§100)Lumen Gentium(§5)Magnifica Humanitas(§210)Presbyterorum Ordinis(§22)Sacerdotalis Caelibatus(§47)
- v. 28 CCC(¶543)Summa (EN)(I-II 107.3)Evangelii Gaudium(§22)Evangelium Vitae(§100)Lumen Gentium(§5)Magnifica Humanitas(§210)Sacerdotalis Caelibatus(§47)
- v. 29 CCC(¶543)Evangelii Gaudium(§22)Evangelium Vitae(§100)Lumen Gentium(§5)Magnifica Humanitas(§210)Sacerdotalis Caelibatus(§47)
- v. 30 Magnifica Humanitas(§210)Novo Millennio Ineunte(§5)
- v. 31 Magnifica Humanitas(§210)Novo Millennio Ineunte(§5)
- v. 32 Acerbo Nimis(§16)Magnifica Humanitas(§210)Novo Millennio Ineunte(§5)
- v. 33 CCC(¶546)Summa (EN)(III 15.7)
- v. 34 CCC(¶546)
- v. 35 Ecclesia In Europa(§27)
- v. 36 Ecclesia In Europa(§27)
- v. 37 Perguntas(Ansiedade)Ecclesia In Europa(§27)
- v. 38 Perguntas(Ansiedade)Catechesi Tradendae(§8)Ecclesia In Europa(§27)
- v. 39 Perguntas(Ansiedade)Ecclesia In Europa(§27)
- v. 40 Perguntas(Ansiedade)Ecclesia In Europa(§27)
- v. 41 Ecclesia In Europa(§27)