São Marcos 5
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
O endemoninhado de Gerasa e os porcos.
1 Chegaram à outra banda do mar, ao território dos gerasenos. 2 Ao sair Jesus da barca, foi logo ter com ele, saindo dos sepulcros, um homem possesso de um espírito imundo. 3 Tinha o seu domicílio nos sepulcros, e nem com cadeias o podia alguém ter preso. 4 Tendo sido atado por muitas vezes com grilhões e com cadeias, tinha quebrado as cadeias e despedaçado os grilhões, e ninguém o podia domar. 5 E sempre, dia e noite, andava pelos sepulcros e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. 6 Vendo, porém, a Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele, 7 e clamou em alta voz: "Que tens tu comigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo? Eu te conjuro por Deus que me não atormentes." 8 Porque Jesus dizia-lhe: "Espírito imundo sai desse homem." 9 Depois perguntou-lhe: "Que nome é o teu?" Ele respondeu: "O meu nome é Legião, porque somos muitos." 10 E suplicava-lhe instantemente que o não expulsasse daquele pais. 11 Andava ali pastando ao redor do monte uma grande vara de porcos. 12 Os espíritos imundos suplicaram-lhe: "Manda-nos para os porcos, para nos metermos neles." 13 Jesus deu-lhes essa permissão. Então os espíritos imundos saíram e entraram nos porcos, e a vara, que era de cerca de dois mil, precipitou-se por um despinhadeiro no mar, onde se afogaram. 14 Os que andavam apascentando fugiram e foram espalhar a noticia pela cidade e pelos campos. E o povo foi ver o que tinha sucedido. 15 Foram ter com Jesus, e viram o que tinha sido vexado do demônio sentado, vestido e são do juízo, ele, que tinha estado possesso de uma legião inteira; e tiveram medo. 16 Os que tinham visto contaram-lhes o que tinha acontecido ao endemoninhado e aos porcos. 17 Então começaram a rogar a Jesus que se retirasse do território deles. 18 Quando Jesus subia para a barca, começou o que fora vexado do demônio a pedir-lhe que lhe permitisse acompanhá-lo. 19 Mas Jesus não o permitiu, antes lhe disse: "Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve piedade de ti." 20 Ele retirou-se e começou a publicar pela Decápole quão grandes coisas lhe linha feito Jesus; e todos se admiravam.A filha de Jairo e a hemorroíssa
21 Tendo passado Jesus novamente para a outra banda na barca, concorreu a ele muita gente, e ele estava junto do mar. 22 Chegou um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, o qual, vendo-o, lançou-se a seus pés, 23 e suplicava-lhe com instância: "Minha filha está nas últimas; vem, impõe sobre ela a mão, para que seja salva, e viva." 24 Jesus foi com ele, e uma grande multidão o seguia e o apertava. 25 Então uma mulher, que há doze anos padecia um fluxo de sangue, 26 que tinha sofrido muito de muitos médicos, e tinha gastado tudo quanto possuía, sem ter sentido melhoras, antes cada vez se achava pior, 27 tendo ouvido falar de Jesus, foi por detrás, entre a turba, e tocou o seu vestido. 28 Porque dizia: "Se eu tocar, ainda que seja só o seu vestido, ficarei curada." 29 Imediatamente parou o fluxo de sangue, e sentiu no seu corpo estar curada do mal. 30 Jesus, conhecendo logo em si mesmo a virtude que saíra dele, voltado para a multidão, disse: "Quem tocou os meus vestidos?" 31 Os seus discípulos responderam: "Tu vês que a multidão te comprime, e perguntas: Quem me tocou?" 32 E Jesus olhava em roda para ver a que tinha feito isto. 33 Então a mulher, que sabia o que se tinha passado nela, cheia de medo, e tremendo, foi prostrar-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. 34 Jesus disse-lhe: "Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e fica curada do teu mal." 35 Ainda ele falava, quando chegaram de casa do chefe da sinagoga, dizendo: "Tua filha morreu; para que incomodar mais o Mestre?" 36 Porém, Jesus, tendo ouvido o que eles diziam, disse ao príncipe da sinagoga: "Não temas; crê sòmente." 37 E não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. 38 Chegando a casa do príncipe da sinagoga, viu Jesus o alvoroço, os que estavam chorando e fazendo grandes prantos. 39 Tendo entrado, disse-lhes: "Por que vos perturbais e chorais? A menina não está morta, mas dorme." 40 E zombavam dele. Mas ele, tendo feito sair todos, tomou o pai e a mãe da menina, e os que o acompanhavam, e entrou onde a menina estava deitada. 41 Tomando a mão da menina, disse-lhe: "Talitha koum, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te." 42 Imediatamente se levantou a menina, e andava; pois tinha já doze anos. Ficaram cheios de grande espanto. 43 Jesus ordenou-lhes rigorosamente que ninguém o soubesse. Depois disse que dessem de comer à menina.Citado em 86
- Este capítulo Summa (EN)(II-II 118.6)
- v. 1 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 2 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 3 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 4 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 5 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 6 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 7 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 8 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 9 Summa (EN)(II-II 95.4)Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 10 Summa (EN)(I 64.4)Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 11 Perguntas(Quando a doença é da mente)Vita Consecrata(§93)
- v. 12 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 13 Perguntas(Quando a doença é da mente)Depuis Le Jour(§38)
- v. 14 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 15 Perguntas(Quando a doença é da mente)
- v. 19 Summa (EN)(III 44.3)Misericordiae Vultus(§8)
- v. 21 CCC(¶994)
- v. 22 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21)
- v. 23 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21)
- v. 24 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21)
- v. 25 CCC(¶548
¶994) Mulieris Dignitatem(§13) - v. 26 CCC(¶548
¶994) Mulieris Dignitatem(§13) - v. 27 CCC(¶548
¶994) Mulieris Dignitatem(§13) - v. 28 CCC(¶548
¶994 Mulieris Dignitatem(§13)¶2616) - v. 29 CCC(¶548
¶994) Mulieris Dignitatem(§13) - v. 30 CCC(¶548
¶994) Mulieris Dignitatem(§13) - v. 31 CCC(¶548
¶994) Mulieris Dignitatem(§13) - v. 32 CCC(¶548
¶994) Mulieris Dignitatem(§13) - v. 33 CCC(¶548
¶994) Mulieris Dignitatem(§13) - v. 34 CCC(¶548
¶994 Mulieris Dignitatem(§13)¶1504) - v. 35 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21)
- v. 36 CCC(¶994
¶1504 Amoris Laetitia(§21)¶2616) - v. 37 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21)
- v. 38 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21)
- v. 39 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21)Christus Vivit(§136)
- v. 40 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21)
- v. 41 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21
§64 Christus Vivit(§136)Mulieris Dignitatem(§13)§100) - v. 42 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21)
- v. 43 CCC(¶994)Amoris Laetitia(§21)