São Marcos 7
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Discussão sobre as tradições farisaicas.
1 Reuniram-se em volta de Jesus os fariseus e alguns dos escribas, vindos de Jerusalém. 2 Tendo visto alguns dos seus discípulos comer o pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, 3 (porque os fariseus e todos os Judeus, em observância da tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos cuidadosamente; 4 e, quando vêm da praça pública, não comem sem se purificar; e praticam muitas outras observâncias tradicionais, como lavar os copos, os jarros, os vasos de metal, e os leitos), 5 os fariseus e os escrivas interrogaram-no: "Porque não andam os teus discípulos segundo a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?" 6 Ele respondeu-lhes: "Com razão Isaías profetizou de vós, hipócritas, quando escreveu ( Is 29, 13 ): Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim 7 É vão o culto que me prestam, ensinando doutrinas que são preceitos humanos. 8 Pondo de lado o mandamento de Deus, observais cuidadosamente a tradição dos homens." 9 Disse-lhes mais: "Vós bem fazeis por destruir o mandamento de Deus, para manter a vossa tradição. 10 Porque Moisés disse: Honra teu pai e tua mãe. E todo o que amaldiçoar seu pai ou sua mãe, seja punido de morte ( Ex 20, 12 ; Dt 5, 16 ; Ex 21, 17 ). 11 Porém vós dizeis; Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta Ver nota Mt. 15, 5-6, fn. a Deus qualquer coisa minha que te possa ser útil; 12 e não lhe deixais fazer nada em favor de seu pai ou de sua mãe, 13 anulando assim a palavra de Deus por uma tradição, que tendes transmitido de uns aos outros. E fazeis muitas coisas semelhantes a esta." 14 Convocando novamente o povo, dizia-lhe: "Ouvi-me todos, e entendei. 15 Não há coisa fora do homem que, entrando nele, o possa manchar, mas as que saem do homem, essas são as que tornam o homem impuro. 16 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça." 17 Tendo entrado em casa, deixada a multidão, os seus discípulos interrogaram-no sobre esta parábola. 18 Ele respondeu-lhes: "Também vós sois ignorantes? Não compreendeis que tudo o que, de fora, entra no homem, não o pode contaminar, 19 porque não entra no seu coração, mas vai ter ao ventre, e lança-se num lugar escuso?" Com isto declarava puros todos os alimentos. 20 E acrescentava: "O que sai do homem, é que contamina o homem. 21 Porque do interior, do coração do homem é que procedem os maus pensamentos, os furtos, as fornicações, os homicídios, 22 os adultérios, as avarezas, as perversidades, as fraudes, as libertinagens, a inveja, a maledicência, a soberba, a loucura. 23 Todos estes males procedem de dentro, e contaminam o homem."Jesus na Fenícia. A Cananeia.
24 Partindo dali, foi Jesus para o território de Tiro e de Sidónia. Tendo entrado numa casa, não queria que ninguém o soubesse, mas não pôde ocultar-se. 25 Porque uma mulher, cuja filha estava possessa do espirito imundo, logo que ouviu falar dele, foi lançar-se a seus pés. 26 Era uma mulher gentia, siro-fenícia de nação. Suplicava-lhe que expelisse o demônio de sua filha. 27 Jesus disse-lhe: "Deixa que primeiro sejam fartos os filhos, porque não é bem tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães." 28 Mas ela respondeu-lhe: "Assim é, Senhor, mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, das migalhas que caem dos meninos." 29 Ele disse-lhe: "Por esta palavra que disseste, vai, o demônio saiu de tua filha." 30 Tendo voltado para sua casa, encontrou a menina deitada sobre o leito, tendo o demônio saindo dela.O surdo e mudo.
31 Jesus, deixando o território de Tiro, foi novamente por Sidónia ao mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. 32 Trouxeram-lhe um surdo-mudo, e suplicavam-lhe que lhe impusesse a mão. 33 Então Jesus, tomando-o aparte dentre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos, e tocou com saliva a sua língua. 34 Depois, levantando os olhos ao céu Para nos mostrar que devemos recorrer a Deus em todas as nossas necessidades.- Deu um suspiro, considerando as misérias humanas., deu um suspiro, e disse-lhe: "Ephphata", que quer dizer "abre-te". 35 Imediatamente se lhe abriram os ouvidos, se lhe soltou a prisão da língua, e falava claramente. 36 Ordenou-lhes que a ninguém o dissessem. Porém, quanto mais lho proibia, mais o publicavam. 37 E admiravam-se, sobremaneira, dizendo: "Tudo tem feito bem! Faz ouvir os surdos, e falar os mudos!Citado em 61
- Este capítulo CCC(¶2247)
- v. 2 CCC(¶1764)
- v. 3 Summa (EN)(III 38.1)
- v. 4 Summa (EN)(III 38.1)
- v. 6 Mediator Dei(§21
§24 §36) - v. 8 CCC(¶581
¶2247) Amoris Laetitia(§188) - v. 9 Amoris Laetitia(§188)
- v. 10 CCC(¶2218
¶2247) Amoris Laetitia(§188)Gaudium et Spes(§43) - v. 11 CCC(¶2218)Amoris Laetitia(§17
§188) Gaudium et Spes(§43) - v. 12 CCC(¶2218)Amoris Laetitia(§17
§188) Gaudium et Spes(§43) - v. 13 CCC(¶581)Amoris Laetitia(§17
§188) Gaudium et Spes(§43) - v. 14 CCC(¶574)
- v. 15 CCC(¶574)
- v. 16 CCC(¶574)
- v. 17 CCC(¶574)
- v. 18 CCC(¶574
¶582) - v. 19 CCC(¶574
¶582) - v. 20 CCC(¶574
¶582) Veritatis Splendor(§77) - v. 21 CCC(¶574
¶582 Veritatis Splendor(§77)¶1764) - v. 22 CCC(¶574)
- v. 23 CCC(¶574)
- v. 24 Summa (EN)(III 13.4)
- v. 29 CCC(¶2616)
- v. 32 CCC(¶1504)
- v. 33 CCC(¶1151
¶1504) Amoris Laetitia(§289)Dilexit Nos(§36) - v. 34 CCC(¶1151
¶1504) Summa (EN)(III 75.7) - v. 35 CCC(¶1151
¶1504) - v. 36 CCC(¶1504)
- v. 37 Summa (EN)(III 44.3
III 73.5) Ad Catholici Sacerdotii(§24§28)