São Mateus 13
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Parábola do semeador.
1 Naquele dia, saindo Jesus de casa, sentou-se à beira do mar. 2 E juntou-se em volta dele uma grande multidão de gente, de tal sorte que foi preciso entrar numa barca e sentar-se nela; e toda a multidão estava em pé sobre a praia. 3 E disse-lhes muitas coisas por parábolas: "Eis que um semeador saiu a semear. 4 Quando semeava, uma parte da semente caiu ao longo do caminho, e vieram as aves do céu e comeram-na. 5 Outra parte caiu em lugar pedregoso, onde não havia muita terra; e logo nasceu, porque não tinha profundidade de terra. 6 Mas, saindo o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu entre os espinhos; e cresceram os espinhos, e a sufocaram. 8 Outra parte, enfim, caiu em boa terra, e frutificou; uns grãos deram cem por um, outros sessenta, outros trinta. 9 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça." 10 Chegando-se a ele os discípulos, disseram-lhe: "Por que razão lhes falas por meio de parábolas?" 11 Ele respondeu-lhes: "Porque a vós é concedido conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é concedido Porque ainda não possuem as disposições necessárias para aproveitarem com a revelação directa dos mistérios.. 12 Porque ao que tem lhe será dado (ainda mais), e terá em abundância, mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. As almas crentes, dóceis aos ensinamentos celestes, recebem de cada vez mais graças de Deus; dá-se o contrário com os incrédulos. 13 Por isso lhes falo em parábolas, porque vendo não vêem, e ouvindo não ouvem nem entendem. 14 E cumpre-se neles a profecia de Isaías ( Is 6, 9-10 ), que diz: Ouvireis com os ouvidos, e não entendereis; olhareis com os vossos olhos, e não vereis. 15 Porque o coração deste povo tornou-se insensível, os- seus ouvidos tornaram-se duros, e fecharam os olhos, para não suceder que vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e entendam com o coração, e se convertam, e eu os sare. 16 Ditosos, porém, os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. 17 Em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não o viram, ouvir o que ouvis, e não o ouviram. 18 Ouvi, pois, vós o que significa a parábola do semeador: 19 Todo aquele que ouve a palavra do reino (do Evangelho), e não lhe presta atenção, vem o espírito maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que recebeu a semente ao longo da estrada. 20 O que recebeu a semente no lugar pedregoso, é aquele que ouve a palavra, e logo a recebe com gosto; 21 porém, não tem em si raiz, é inconstante; e, quando lhe sobrevêm tribulação e perseguição por causa da palavra, logo sucumbe. 22 O que recebeu a semente entre espinhos, é aquele que ouve a palavra, porém os cuidados deste século e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa. 23 O que recebeu a semente em boa terra, é aquele que ouve a palavra, e a compreende, esse dá fruto, e umas vezes dá cem, outras sessenta, e outras trinta por um."A cizânia.
24 Propôs-lhe outra parábola, dizendo: " O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. 25 Porém, enquanto os homens dormiam, veio o seu inimigo, e semeou cizânia no meio do trigo, e foi-se. 26 Tendo crescido a erva e dado fruto, apareceu então a cizânia. 27 Chegando os servos do pai de família, disseram-lhe: Senhor, porventura não semeaste tu boa semente no teu campo? Donde veio pois a cizânia? 28 Ele respondeu-lhes: Foi um inimigo que fez isto. Os servos disseram-lhe: Queres que vamos e a arranquemos? 29 Ele respondeu-lhes: Não. para que talvez não suceda que, arrancando a cizânia, arranqueis juntamente com ela o trigo. 30 Deixai crescer uma e outra coisa até à ceifa, e no tempo da ceifa direi aos segadores: Colhei primeiramente a cizânia, e atai-a em molhos para a queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro."O grão de mostarda.
31 Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e semeou no seu campo. 32 É a mais pequena A mais pequena...Hipérbole muito usada no tempo de Jesus.— o reino de Jesus, pouco conhecido a princípio, espalhar-se-á por toda a terra, e muitas nações correrão para ele, a fim de encontrarem a paz e o repouso.,de todas as sementes, mas, depois de ter crescido, é maior que todas as hortaliças e chega a tornar- se uma árvore, de sorte que as aves do céu vêm aninhar sobre os seus ramos."O fermento.
33 Disse-lhes outra parábola; "O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que o todo fica fermentado." 34 Todas estas coisas disse Jesus ao povo em parábolas; e não lhes falava sem parábolas, 35 a fim de que se cumprisse o que estava anunciado pelo profeta, que diz; Abrirei em parábolas a minha boca, publicarei as coisas escondidas desde a criação ( Sl 77, 2 )."Explicação da parábola da cizânia.
36 Então (Jesus), despedido o povo, foi para casa, e chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: "Explica-nos a parábola da cizânia no campo." 37 Ele respondeu: "O que semeia a boa semente, é o Filho do homem. 38 O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino. A cizânia são os filhos do (espírito) maligno. 39 O inimigo que a semeou, é o demônio. O tempo da ceifa é o fim do mundo. Os segadores são os anjos. 40 De maneira que, assim como é colhida a cizânia e queimada no fogo, assim acontecerá no fim do mundo. 41 O Filho do homem enviará os seus anjos, e tirarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade, 42 e lançá-los-ão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. 43 Então resplandecerão os justos como o sol no reino de seu Pai. O que tem ouvidos para ouvir, ouça.O tesouro escondido; a pérola; a rede.
44 O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, o qual, quando um homem o acha, esconde-o, e, pelo gosto que sente de o achar, vai, e vende tudo o que tem, e compra aquele campo. 45 O reino dos céus é também semelhante a um mercador que busca pérolas preciosas, 46 e, tendo encontrado uma de grande preço, vai, vende tudo o que tem, e a compra. 47 O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede lançada ao mar, que colhe toda a casta de peixes. 48 Quando está cheia, os pescadores tiram-na para fora, e, sentados na praia, escolhem os bons para cestos e deitam fora os maus. 49 Será assim no fim do mundo, virão os anjos, e separarão os maus do meio dos justos, 50 e lançá-los-ão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. 51 Compreendestes tudo isto?" Eles responderam: "Sim." 52 Ele disse-lhes; "Por isso todo o escriba instruído nas coisas do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas." Assim como o chefe de família tira da despensa frutos velhos ou novos, segundo os diferentes gostos e necessidades, assim os Apóstolos hão-de tirar do tesouro da sua ciência as verdades antigas e novas aprendidas de seu Mestre.Jesus desprezado na usa pátria.
53 Quando Jesus acabou de dizer estas parábolas partiu dali.Citado em 328
- Este capítulo Summa (EN)(II-II 64.2)Ecclesiam Suam(§67
§75 Evangelii Nuntiandi(§8)Mortalium Animos(§8)Sacerdotalis Caelibatus(§22)Saeculo Exeunte Octavo(§44)§77) - v. 3 CCC(¶546
¶1724) Amoris Laetitia(§200)Dilexit Nos(§179)Novo Millennio Ineunte(§41) - v. 4 CCC(¶546
¶1724) Amoris Laetitia(§200)Novo Millennio Ineunte(§41) - v. 5 CCC(¶546
¶1724) Amoris Laetitia(§200)Novo Millennio Ineunte(§41) - v. 6 CCC(¶546
¶1724) Amoris Laetitia(§200)Novo Millennio Ineunte(§41) - v. 7 CCC(¶546
¶1724) Amoris Laetitia(§200)Novo Millennio Ineunte(§41) - v. 8 CCC(¶546
¶1724) Summa (EN)(Suppl 96.2)Amoris Laetitia(§200)Christifideles Laici(§1)Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2) - v. 9 CCC(¶546
¶1724) Amoris Laetitia(§200)Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2) - v. 10 CCC(¶546
¶787 Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2)¶1724) - v. 11 CCC(¶546
¶787 Ecclesia In America(§9)Novo Millennio Ineunte(§41)Pastores Dabo Vobis(§42)Sacerdotalis Caelibatus(§22)Vicesimus Quintus Annus(§2)¶1724) - v. 12 CCC(¶546
¶787 Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2)¶1724) - v. 13 CCC(¶546
¶787 Ecclesiam Suam(§36¶1724) §43 Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2)§77) - v. 14 CCC(¶546
¶787 Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2)¶1724) - v. 15 CCC(¶546
¶787 Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2)¶1724) - v. 16 CCC(¶787
¶1724) Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2) - v. 17 CCC(¶787
¶1724) Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2) - v. 18 CCC(¶1724)Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2)
- v. 19 CCC(¶1724)Gaudete Et Exsultate(§85)Novo Millennio Ineunte(§41)Paenitentiam Agere(§22
§37) Princeps Pastorum(§3§6) Vicesimus Quintus Annus(§2) - v. 20 CCC(¶1724)Allatae Sunt(§5)Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2)
- v. 21 CCC(¶1724)Allatae Sunt(§5)Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2)
- v. 22 CCC(¶29
¶1724) Compêndio da Doutrina Social da Igreja(325)Summa (EN)(II-II 55.6II-II 186.3 Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2)II-II 188.7) - v. 23 CCC(¶1724)Summa (EN)(I-II 70.3
II-II 152.5 Africae Munus(§113)Christus Vivit(§173)Novo Millennio Ineunte(§41)Vicesimus Quintus Annus(§2)Suppl 96.2 Suppl 96.3) - v. 24 CCC(¶827)Perguntas(O passado da Igreja
A liberdade religiosa) Africae Munus(§113)Centesimus Annus(§25)Christus Vivit(§232)Evangelii Gaudium(§225§278) Gaudium et Spes(§34§37) Mediator Dei(§188§203 Pastores Dabo Vobis(§10)§249) - v. 25 CCC(¶827)Perguntas(O passado da Igreja
A liberdade religiosa) Casti Connubii(§3§47) Centesimus Annus(§25)Christus Vivit(§232)Editae Saepe(§19)Evangelii Gaudium(§225§278) Gaudium et Spes(§34§37) Mediator Dei(§188§203 Mit Brennender Sorge(§1§249) §5) Pastores Dabo Vobis(§10) - v. 26 CCC(¶827)Perguntas(O passado da Igreja
A liberdade religiosa) Africae Munus(§37)Centesimus Annus(§25)Christus Vivit(§232)Evangelii Gaudium(§225§278) Gaudium et Spes(§34§37) Pastores Dabo Vobis(§10) - v. 27 CCC(¶827)Perguntas(O passado da Igreja
A liberdade religiosa) Centesimus Annus(§25)Christus Vivit(§232)Evangelii Gaudium(§225§278) Gaudium et Spes(§34§37) Pastores Dabo Vobis(§10) - v. 28 CCC(¶827)Summa (EN)(II-II 10.8)Perguntas(O passado da Igreja
A liberdade religiosa) Centesimus Annus(§25)Christus Vivit(§232)Evangelii Gaudium(§225§278) Gaudium et Spes(§34§37) Pastores Dabo Vobis(§10) - v. 29 CCC(¶827)Summa (EN)(II-II 108.1
II-II 108.3) Perguntas(O passado da IgrejaA liberdade religiosa) Centesimus Annus(§25)Christus Vivit(§232)Evangelii Gaudium(§225§278) Gaudete Et Exsultate(§174)Gaudium et Spes(§34§37) Pastores Dabo Vobis(§10) - v. 30 CCC(¶827)Summa (EN)(II-II 11.3
II-II 108.1) Perguntas(O passado da IgrejaA liberdade religiosa) Centesimus Annus(§25)Christus Vivit(§232)Dignitatis Humanae(§11)Evangelii Gaudium(§225§278) Gaudium et Spes(§34§37) Pastores Dabo Vobis(§10) - v. 31 Ad Catholici Sacerdotii(§14
§18) Amoris Laetitia(§287)Christus Vivit(§173)Ecclesiam Suam(§36§44 Evangelii Gaudium(§278)Laudato si’(§97)Tertio Millennio Adveniente(§56)§79) - v. 32 Ad Catholici Sacerdotii(§14
§18) Amoris Laetitia(§287)Christus Vivit(§173)Dominicae Cenae(§13)Evangelii Gaudium(§278)Evangelii Nuntiandi(§61)Laudato si’(§97)Mulieris Dignitatem(§13)Tertio Millennio Adveniente(§56) - v. 33 Summa (EN)(I 81.2
I 82.5 Depuis Le Jour(§8)Ecclesia In Africa(§101)Ecclesia In Asia(§29I-II 23.1 III 74.4) §50) Ecclesia In Medio Oriente(§99)Ecclesia In Oceania(§43)Evangelii Gaudium(§278)Evangelium Vitae(§95)Laborem Exercens(§26)Mulieris Dignitatem(§13)Saeculo Exeunte Octavo(§44)Tertio Millennio Adveniente(§56) - v. 34 Summa (EN)(III 42.3)
- v. 35 Acerbo Nimis(§25)
- v. 36 Centesimus Annus(§25)
- v. 37 Centesimus Annus(§25)
- v. 38 Centesimus Annus(§25)Christifideles Laici(§1
§25) Sacramentum Caritatis(§79) - v. 39 Summa (EN)(I 73.1)Centesimus Annus(§25)
- v. 40 Summa (EN)(I 73.1)Centesimus Annus(§25)Dignitatis Humanae(§11)
- v. 41 CCC(¶333
¶1034) Summa (EN)(Suppl 89.3)Centesimus Annus(§25)Dignitatis Humanae(§11) - v. 42 CCC(¶1034)Centesimus Annus(§25)Dignitatis Humanae(§11)
- v. 43 Summa (EN)(III 54.2
Suppl 85.1) Centesimus Annus(§25) - v. 44 CCC(¶546)Summa (EN)(II-II 66.5)Ecclesia In Medio Oriente(§44)Incarnationis Mysterium(§8)Spiritus Paraclitus(§34
§36) - v. 45 CCC(¶546)Africae Munus(§112)Ecclesia In Medio Oriente(§44)Incarnationis Mysterium(§8)Laborem Exercens(§26)
- v. 46 Africae Munus(§112)Ecclesia In Medio Oriente(§44)Ecclesia In Oceania(§14)Incarnationis Mysterium(§8)Laborem Exercens(§26)Sacra Virginitas(§28
§29) - v. 47 Evangelii Nuntiandi(§61)Laborem Exercens(§26)
- v. 48 Laborem Exercens(§26)
- v. 49 Laborem Exercens(§26)
- v. 50 CCC(¶1034)Laborem Exercens(§26)
- v. 52 CCC(¶1117)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(12)Centesimus Annus(§3)Christus Vivit(§16)Depuis Le Jour(§41)Dominicae Cenae(§13)Ecclesiam Suam(§34
§39 Ex Corde Ecclesiae(§10)Fidei Depositum(§3)Laborem Exercens(§2§69) §26) Lumen Gentium(§25)Menti Nostrae(§65)Redemptor Hominis(§1§4) Redemptoris Custos(§17)Slavorum Apostoli(§20)Veritatis Splendor(§114) - v. 54 Catechesi Tradendae(§7)
- v. 55 CCC(¶495
¶500) Compêndio da Doutrina Social da Igreja(259)Amoris Laetitia(§182)Christus Vivit(§28)Divini Redemptoris(§36)Laborem Exercens(§26)Novo Millennio Ineunte(§18)Redemptoris Mater(§17) - v. 57 Summa (EN)(II-II 174.5
III 7.8) - v. 58 Summa (EN)(II-II 178.1)