São Mateus 15
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Controvérsia sobre as tradições.
1 Então aproximaram-se dele uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: 2 "Porque violam os teus discípulos a tradição dos antigos? Pois não lavam as mãos quando comem pão." 3 Ele respondeu-lhes: "E vós também porque transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? Porque Deus disse: Jesus responde aos fariseus, observando-lhes que, enquanto se escandalizavam com a omissão de prescrições de nenhuma importância, não tinham escrúpulo em violar os mandamentos mais importantes da lei de Deus. 4 Honra teu pai e tua mãe ( Ex 20, 12 ; Dt 5, 16 ), e: O que amaldiçoar seu pai ou sua mãe, seja punido de morte ( Ex 21, 17 ). 5 Porém, vós dizeis: Qualquer que disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta a Deus qualquer coisa minha que te possa ser útil, Ensinavam os fariseus que se alguém dizia: "Tal coisa é korban (oblata a Deus) para fulano" já o fulano não podia usar dela sem sacrilégio, mas o dono do objecto, se não tinha tido realmente intenção de o oferecer a Deus, podia servir-se dele como de qualquer outra coisa profana. Para ele e para qualquer outro não era korban. Assim, quando os pais pediam alguma coisa a um mau filho, se este dizia: isso é korban para vós, já os pais lhe não podiam tocar. E, se o filho dissesse: Sejam korban todos os meus bens de que possais querer servir-vos, ficavam os pais impossibilitados de tocar em coisa alguma. Deste modo tornavam nulo o mandamento de Deus. 6 não está mais obrigado a honrar seu pai ou sua mãe; e, assim, por causa da vossa tradição, tornastes nulo o mandamento de Deus. 7 Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías, dizendo ( Is 29, 13 ): 8 Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. 9 Em vão me prestam culto; as doutrinas que ensinam são preceitos humanos." 10 Depois, chamando a si as turbas, disse-lhes: "Ouvi e entendei. 11 Não é aquilo que entra pela boca Não é aquilo que entra pela boca...Nenhum alimento, por sua natureza, mancha espiritualmente o homem; pode, porém, manchá-lo, se há uma lei que o proíbe., que mancha o homem, mas aquilo que sai da boca, isso é que torna imundo o homem." 12 Então, aproximando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: "Sabes que os fariseus, ouvindo estas palavras, se escandalizaram?" 13 Jesus respondeu: "Toda a planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada pela raiz. 14 Deixai-os; são cegos, e guias de cegos; e, se um cego guia outro cego, ambos caem na fossa." 15 Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: "Explica-nos essa parábola." 16 Jesus respondeu: "Também vós tendes tão pouca compreensão? 17 Não compreendeis que tudo o que entra pela boca passa ao ventre, e se lança depois num lugar escuso? 18 Mas as coisas que saem da boca, vêm do coração, e estas são as que mancham o homem; 19 porque do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as fornicações, os furtos, os falsos testemunhos, as palavras injuriosas. 20 Estas coisas são as que mancham o homem. O comer, porém, com as mãos por lavar não mancha o homem."A Cananeia.
21 Partindo dali, retirou-se Jesus para a região de Tiro e de Sidónia. 22 E eis que uma Cananeia, que tinha saído daqueles arredores, gritou: "Senhor, Filho de David, tem piedade de mim! Minha filha está miseravelmente atormentada do demônio." Nesta passagem de Evangelho vê-se quanto é eficaz a oração perseverante. 23 Ele, porém, não lhe respondeu palavra. Aproximando-se seus discípulos, pediram-lhe: "Despede-; porque vem gritando atrás de nós." 24 Ele respondeu: "Eu não fui enviado senão às ovelhas desgarradas da casa de Israel." Jesus veio para salvação de todos. Pregava, porém, o Evangelho sòmente aos judeus. A evangelização dos pagãos seria feita mais tarde pelos Apóstolos. 25 Ela, porém, veio, prostrou-se diante dele, dizendo: "Senhor, valei-me." 26 Ele respondeu: "Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães." 27 Ela replicou: "Assim é. Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos." 28 Então Jesus disse-lhe: "Ó mulher, grande é a tua fé! Seja-te feito como queres." E, desde aquela hora, ficou sã a sua filha.Jesus volta a Galileia, e cura muitos enfermos.
29 Tendo Jesus saído dali, dirigiu-se para o mar da Galileia; e, subindo a um monte, sentou-se aí.Segunda multiplicação dos pães.
32 Jesus, chamando os seus discípulos, disse: "Tenho piedade deste povo, porque há jã três dias que não se afastam de mim, e não têm que comer. Não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho." 33 Os discípulos disseram-lhe: "Onde poderemos encontrar neste deserto pães bastantes para matar a fome a tão grande multidão?" 34 Jesus disse-lhes: "Quantos pães tendes vós?" Eles responderam: "Sete e uns poucos de peixinhos." 35 Ordenou então ao povo que se sentasse sobre a terra. 36 E, tomando os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os, deu-os aos seus discípulos, e os discípulos os deram ao povo. 37 Comeram todos, e saciaram-se. E dos bocados que sobejaram levantaram sete cestos cheios. 38 Os que tinham comido eram quatro mil homens, sem contar mulheres e crianças. 39 Em seguida, despedindo o povo, entrou Jesus numa barca, e foi para o território de Magadan.Citado em 106
- Este capítulo Summa (EN)(III 42.1)
- v. 1 Reconciliatio Et Paenitentia(§17)
- v. 2 Reconciliatio Et Paenitentia(§17)
- v. 3 CCC(¶579)Summa (EN)(II-II 101.2
II-II 101.4) Reconciliatio Et Paenitentia(§17)Veritatis Splendor(§36) - v. 4 CCC(¶579)Summa (EN)(II-II 101.2
II-II 101.4) Reconciliatio Et Paenitentia(§17)Veritatis Splendor(§36) - v. 5 CCC(¶579)Summa (EN)(II-II 86.3
II-II 101.2 Reconciliatio Et Paenitentia(§17)Veritatis Splendor(§36)II-II 101.4) - v. 6 CCC(¶579)Summa (EN)(I-II 96.4
I-II 98.2 Reconciliatio Et Paenitentia(§17)Veritatis Splendor(§36)II-II 101.2 II-II 101.4) - v. 7 CCC(¶579)Reconciliatio Et Paenitentia(§17)
- v. 8 Summa (EN)(I-II 99.6)Reconciliatio Et Paenitentia(§17)
- v. 9 Reconciliatio Et Paenitentia(§17)
- v. 10 Reconciliatio Et Paenitentia(§17)
- v. 11 Summa (EN)(I-II 102.6
I-II 103.4 I-II 107.2 II-II 148.1 II-II 149.3 III 40.4) - v. 12 Summa (EN)(II-II 3.2
II-II 43.1 II-II 43.6 II-II 187.4 III 42.2) - v. 13 CCC(¶782)Summa (EN)(II-II 187.4)
- v. 14 CCC(¶782)Summa (EN)(II-II 43.7
II-II 185.4 Casti Connubii(§4II-II 187.4 III 42.2) §57) - v. 15 CCC(¶782)
- v. 16 CCC(¶782)
- v. 17 Summa (EN)(I 119.1
I-II 102.6) - v. 18 CCC(¶1968)Gaudete Et Exsultate(§85)
- v. 19 CCC(¶1853
¶1968 Summa (EN)(Suppl 32.6)Gaudete Et Exsultate(§85)Reconciliatio Et Paenitentia(§17)Veritatis Splendor(§77)¶2517) - v. 20 CCC(¶1853)Summa (EN)(Suppl 32.6)
- v. 21 Africae Munus(§57)
- v. 22 CCC(¶439
¶448) Africae Munus(§57) - v. 23 Africae Munus(§57)
- v. 24 Summa (EN)(III 7.7
III 42.1) Africae Munus(§57)Mystici Corporis Christi(§12§28 §29) - v. 25 Africae Munus(§57)
- v. 26 Africae Munus(§57)Quadragesimo Anno(§131)
- v. 27 Africae Munus(§57)
- v. 28 CCC(¶2610)Summa (EN)(II-II 5.4)Africae Munus(§57)Amoris Laetitia(§100)Mulieris Dignitatem(§13
§15) - v. 31 CCC(¶579)
- v. 32 CCC(¶1335)Ad Catholici Sacerdotii(§37
§42) Dominum Et Vivificantem(§39)Evangelii Nuntiandi(§57) - v. 33 CCC(¶1335)Pastores Gregis(§73
§74) - v. 34 CCC(¶1335)
- v. 35 CCC(¶1335)
- v. 36 CCC(¶1329
¶1335) - v. 37 CCC(¶1335)Misericordiae Vultus(§8)
- v. 38 CCC(¶1335)
- v. 39 CCC(¶1335)
- v. 40 Gaudium et Spes(§27)