São Mateus 21
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Entrada triunfal e pregação de Jesus em Jerusalém
Entrada em Jerusalém.
1 Aproximando-se de Jerusalém, e, chegando a Betfagé, junto do monte das Oliveiras, enviou Jesus dois dos discípulos, 2 dizendo-lhes: "Ide à aldeia que está defronte de vós, e logo encontrareis presa uma jumenta e o seu jumentinho com ela. Desprendei-a, e trazei-ma. 3 Se alguém vos disser alguma coisa, dizei que o Senhor precisa deles, e logo os deixará trazer." 4 Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que tinha sido anunciado pelo profeta ( Zc 9, 9 ): 5 Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti manso, montado sobre uma jumenta, e sobre um jumentinho, filho da que leva o jugo. 6 Indo os discípulos, fizeram como Jesus lhes ordenara. 7 Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram sobre eles os seus vestidos, e fizeram-no montar em cima. 8 O povo, em grande número, estendia no caminho os seus mantos; outros cortavam ramos de árvores, e juncavam com eles a estrada.Jesus expulsa do templo os vendilhões.
12 Jesus entrou no templo de Deus, expulsou todos os que lá vendiam e compravam; e derrubou as mesas dos banqueiros e as cadeiras dos que vendiam pombas. 13 e disse-lhes: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração ( Is 56, 7 ): mas vós fizeste dela covil de ladrões ( Jr 7, 11 )." 14 Aproximaram-se dele no templo cegos e coxos, e os curou. 15 Quando os príncipes dos sacerdotes e os escribas viram as maravilhas operadas por ele, e os meninos gritando no templo, e dizendo: Hosana ao Filho de David! indignaram-se. 16 e disseram-lhe: "Ouves o que estes dizem?" E Jesus respondeu: "Sim. Nunca lestes: Da boca das crianças e meninos de peito fizestes sair um perfeito louvor? ( Sl 8, 3 )." 17 Tendo-os deixado, retirou-se para fora da cidade, para Betânia; e lá passou a noite.A figueira seca.
18 Pela manhã, quando voltava para a cidade, teve fome. 19 Vendo uma figueira junto do caminho, aproximou-se dela, e não encontrou nela senão folhas, e disse-lhe: "Nunca mais nasça fruto de ti." E, imediatamente, a figueira secou. A figueira representa a nação judaica, a quem Deus concedeu os maiores benefícios, mas que, em vez de dar frutos de boas obras, sòmente dava folhas, isto é, uma aparência de religião, um zelo falso. A maldição de Jesus contra a árvore foi uma figura do castigo reservado aos Judeus. 20 Vendo isto os discípulos, admiraram-se e disseram: "Como secou a figueira imediatamente?" 21 Jesus respondeu: "Na verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito a esta figueira, mas ainda se disserdes a este monte: Sai daí, e lança-te no mar, assim se fará 22 E tudo o que pedirdes com fé na oração o recebereis."Controvérsia com os doutores: O baptismo de João.
23 Tendo ido ao templo, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele, quando estava ensinando, e disseram-lhe: "Com que autoridade fazes estas coisas? E quem te deu tal direito? " 24 Jesus respondeu-lhes: "Também eu vos farei uma pergunta: Se me responderdes, eu vos direi com que direito faço estas coisas. 25 Donde era o baptismo de João? Do céu ou dos homens?" Mas eles reflectiam consigo: 26 Se lhe dissermos que é do céu, ele dirá: Porque não crestes, pois, nele? Se lhe dissermos que é dos homens, tememos o povo. Porque todos tinham João como um profeta. 27 Portanto, responderam a Jesus: "Não sabemos." Ele disse-lhes também: "Pois nem eu vos digo com que direito faço estas coisas."Parábola dos dois filhos.
28 "Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Aproximando-se do primeiro, disse-lhe: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. 29 Ele respondeu: Não quero. Mas depois, tocado de arrependimento, foi. 30 Dirigindo-se em seguida ao outro, falou-lhe do mesmo modo. E, ele, respondeu: Eu vou, senhor, mas não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade ao pai?" Eles responderam: "O primeiro." Jesus disse-lhes: "Na verdade vos digo que os publicanos e meretrizes vos levarão a dianteira para o reino de Deus. 32 Porque veio a vós João no caminho da justiça, e não crestes nele; e os publicanos e as meretrizes creram nele. E vós, vendo isto, nem assim fizestes penitência depois, para crerdes nele.Parábola dos maus vinhateiros.
33 Ouvi outra parábola: Havia um pai de família, que plantou uma vinha, e a cercou com uma sebe, e cavou nela um lagar, e edificou uma torre ( Is 6, 1-2 ); depois, arrendou-a a uns vinhateiros, e ausentou-se daquela região. 34 Estando próxima a estação dos frutos, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos da sua vinha. 35 Mas os vinhateiros, agarrando os servos, feriram um, mataram outro, e a outro apedrejaram. 36 Enviou novamente outros servos em maior número do que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo. 37 Por último enviou-lhes seu filho, dizendo: Hão-de ter respeito a meu filho. 38 Porém, os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo, e teremos a sua herança. 39 E, lançando-lhe as mãos, puseram-no fora da vinha, e mataram-no. 40 Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará ele àqueles vinhateiros?" 41 Responderam-lhe: "Matará sem piedade esses malvados, e arrendará a sua vinha a outros vinhateiros, que lhe paguem o fruto a seu tempo."A pedra angular.
42 Jesus disse-lhes: "Nunca lestes nas Escrituras ( Sl 117, 22-23 ): A pedra que fora rejeitada pelos que edificavam, tornou-se pedra angular; pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos? A pedra é Jesus, que foi rejeitado pelos sacerdotes judeus, mas escolhido para pedra angular, que sustenta o novo edifício da Igreja Católica. 43 Por isso vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que produza os frutos dele. 44 O que cair sobre esta pedra far-se-á em pedaços, e aquele sobre quem ela cair ficará esmagado." 45 Tendo os príncipes dos sacerdotes e os fariseus ouvido as suas parábolas, conheceram que falava deles. 46 Procuravam prendê-lo, mas tiveram medo do povo, porque este o tinha como um profeta.Citado em 81
- v. 1 CCC(¶559)
- v. 2 CCC(¶559)
- v. 3 CCC(¶559)
- v. 4 CCC(¶559)
- v. 5 CCC(¶559)Gaudete Et Exsultate(§71)
- v. 6 CCC(¶559)
- v. 7 CCC(¶559)
- v. 8 CCC(¶559)
- v. 9 CCC(¶439
¶559) Compêndio(111)Summa (EN)(I-II 107.1III 31.2 III 45.3 III 46.4) - v. 10 CCC(¶559)
- v. 11 CCC(¶559)
- v. 12 Summa (EN)(II-II 77.4
III 44.3) - v. 13 CCC(¶584)Haurietis Aquas(§31
§66) - v. 15 CCC(¶439
¶559) - v. 16 CCC(¶559)
- v. 18 CCC(¶544)
- v. 19 Summa (EN)(II-II 76.2
III 44.4) - v. 21 CCC(¶2610)
- v. 22 CCC(¶2610)
- v. 23 Pastores Dabo Vobis(§14)
- v. 25 Summa (EN)(III 38.2)
- v. 28 CCC(¶546)Summa (EN)(II-II 184.4)Amoris Laetitia(§21)Christifideles Laici(§8
§25) - v. 29 CCC(¶546)Amoris Laetitia(§21)
- v. 30 CCC(¶546)Summa (EN)(II-II 184.4)Amoris Laetitia(§21)
- v. 31 CCC(¶546)Summa (EN)(II-II 189.1)Amoris Laetitia(§21)Mulieris Dignitatem(§12)
- v. 32 CCC(¶535
¶546 ¶755) - v. 33 CCC(¶755)Lumen Gentium(§6)
- v. 34 CCC(¶443
¶755) Lumen Gentium(§6) - v. 35 CCC(¶443
¶755) Lumen Gentium(§6) - v. 36 CCC(¶443
¶755) Lumen Gentium(§6) - v. 37 CCC(¶443
¶755) Lumen Gentium(§6) - v. 38 CCC(¶443
¶755) Summa (EN)(III 47.4III 47.5) Lumen Gentium(§6) - v. 39 CCC(¶755)Lumen Gentium(§6)
- v. 40 CCC(¶755)Lumen Gentium(§6)
- v. 41 CCC(¶755)Lumen Gentium(§6)
- v. 42 CCC(¶755
¶756) Lumen Gentium(§6) - v. 43 CCC(¶755)Lumen Gentium(§6)Verbum Domini(§39)