Números 23
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Sacrifício oferecido por Balaão.
1 Balaão disse a Balac: Edifica-me aqui sete altares, prepara outros tantos novilhos e um igual número de carneiros. 2 Tendo ele feito como Balaão havia dito, puseram juntamente um novilho e um carneiro sobre cada altar. 3 Balaão disse a Balac: Fica-te um pouco junto do teu holocausto, enquanto eu vou ver se porventura o Senhor vem ao meu encontro, e te direi tudo o que ele me mandar. 4 (Então Balaão) afastou-se para um monte escavado, e Deus foi ao seu encontro. Balaão disse-lhe: Eu levantei sete altares, e pus um novilho e um carneiro sobre cada um. 5 O Senhor pôs a sua palavra na boca de Balaão e disse: Torna para Balac, e dize-lhe isto e isto.Primeiro oráculo do profeta.
6 Tornando, encontrou Balac em pé junto do seu holocausto, com todos os príncipes dos Moabitas, 7 e, começando a falar em parábola A Sagrada Escritura dá também o nome de parábola a alguns oráculos dos profetas., disse: De Aram me conduziu Balac, o rei dos Moabitas (me conduziu) dos montes do Oriente. Vem, disse, e amaldiçoa Jacob, apressa-te a execrar Israel. 8 Como amaldiçoarei eu a quem Deus não amaldiçoou? Como detestarei a quem o Senhor não detesta? 9 Eu o vejo do alto dos rochedos e contemplo-o do cume dos outeiros. Este povo habitará só, e não será contado entre as nações. 10 Quem poderá contar o pó de Jacob Isto é, a sua posteridade, numerosa como o pó. Um quarto de Israel, isto é, um dos quatro acampamentos de Israel que o profeta podia ver, do lugar em que se encontrava., contar um quarto de Israel? Que eu morra da morte dos justos, e que o meu fim seja semelhante ao deles. 11 Balac disse a Balaão: Que é o que tu fazes? Eu chamei-te para amaldiçoares os meus Inimigos, e tu pelo contrário os abençoas. 12 Ele respondeu-lhe: Porventura posso eu dizer outra coisa, senão o que o Senhor ordenou.Segundo sacrifício e novo oráculo.
13 Disse-lhe Balac: Vem comigo a outro lugar, donde vejas Israel, donde vejas só uma extremidade, e amaldiçoa-o daí. 14 Tendo-o levado a um lugar elevado no cimo do monte Fasga, Balaão levantou (ali) sete altares, e, postos sobre cada altar um novilho e um carneiro, 15 disse a Balac: Deixa-te aqui ficar junto do teu holocausto, enquanto eu vou ao encontro (do Senhor). 16 O Senhor, tendo ido ao seu encontro e tendo-lhe posto a palavra na boca, disse-lhe: Torna para Balac, e dize-lhe isto (que te vou dizer). 17 Tornando, encontrou-o em pé junto do seu holocausto, e os príncipes dos Moabitas com ele. Balac perguntou-lhe: Que te disse o Senhor? 18 Ele, continuando com a sua parábola, disse: Levanta-te, Balac e escuta: ouve, ó filho de Sefor. 19 Deus não é como o homem, capaz de mentir, nem como o filho do homem, sujeito a mudanças. Ele disse uma coisa, e não a fará? Falou, e não cumprirá a sua palavra? 20 Eu fui trazido para abençoar, ele abençoou e eu não posso impedir a bênção. 21 Em Jacob não há iniquidade, nem em Israel injustiça. Com ele está o Senhor Seu Deus, nele se ouve a aclamação dum rei Com estas palavras quer o profeta significar que o povo de Israel aclama e está unido a Deus como ao seu rei.. 22 Deus tirou-o do Egipto: a sua fortaleza é semelhante à do rinoceronte. 23 Não há magia em Jacob, nem adivinhações em Israel. A seu tempo se dirá a Jacob e a Israel o que Deus fez. 24 Eis um povo que se levanta como uma leoa, e se põe em pé como um leão; não se deitará, até que tenha devorado a presa e até que tenha bebido o sangue das suas vitimas. 25 Balac disse a Balaão: Nem o amaldiçoes, nem o abençoes. 26 Mas ele respondeu: Não te disse eu que havia de fazer tudo aquilo que o Senhor me mandasse?Terceiro sacrifício.
27 Balac disse-lhe: Vem, e levar-te-ei a outro lugar, a ver se é do agrado de Deus que tu de lá os amaldiçoes. 28 Depois de o ter levado ao cimo do monte Fogor, que olha para o deserto, 29 Balaão disse-lhe: Levanta-me aqui sete altares, prepara outros tantos novilhos, e igual número de carneiros. 30 Balac fez o que Balaão lhe dissera, e pôs um novilho e um carneiro sobre cada altar.Citado em 4
- v. 7 Summa (EN)(II-II 174.1)
- v. 8 Summa (EN)(II-II 76.1)
- v. 19 Summa (EN)(I 19.7)Mulieris Dignitatem(§8)