Oséias 2
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
1 Porém (um dia) o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não se pode medir nem contar. E acontecerá que no lugar onde se lhes disse: Vós não sois já meu povo — se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo. 2 Então os filhos de Judá e os filhos de Israel se juntarão, constituirão sobre si um só chefe, e transbordarão para fora do seu território, porque grande será o dia de Jezrael. Grande será o dia da libertação de Jezrael, ou Israel, causada pelo arrependimento e penitência dos seus pecados. 3 Dizei a vossos irmãos: Vós sois o meu povo; — e a vossa irmã: Tu alcançaste misericórdia. 4 Levai a juízo a vossa mãe, levai-a a juízo, porque ela não é mais minha esposa, nem eu seu esposo. Tire ela as suas fornicações da sua face, e os seus adultérios do meio de seus seios, Levai a juízo vossa mãe, condenai os excessos da vossa nação. — Suas fornicações... Seus adultérios, isto é, a sua idolatria. 5 para que não suceda que eu a despoje, ficando ela nua, que a ponha no estado em que se encontrava no dia do seu nascimento, que a torne semelhante a um deserto, a transforme numa terra ressequida e a mate à sede. 6 Não me compadecerei dos seus filhos, porque são filhos da prostituição. São filhos da prostituição, ou imitam a idolatria da sua mãe, adorando os simulacros dos deuses dos pagãos. 7 Com efeito, sua mãe prostituiu-se (idolatrando), aquela que os concebeu conduziu-se mal e disse: Irei após os meus amantes (ou ídolos), que me dão o meu pão e a minha água, a minha lã e o meu linho, o meu azeite e a minha bebida.
Castigos decretados contra a esposa infiel.
8 Por isso vou fechar-lhe o caminho com uma sebe de espinhos; cercá-lo-ei com um muro, e ela não encontrará as suas veredas. 9 Irá em seguimento dos (ídolos) seus amantes, mas não os alcançará; buscá-los, mas não os encontrará. Dirá então: Irei e voltarei para o meu primeiro (legítimo) esposo, porque então eu era mais feliz do que agora. 10 Ela não reconheceu que fui eu (não os ídolos) que lhe dei o trigo, o vinho e o azeite, e que lhe prodigalizei a prata e o ouro, que, ofereceram a Baal. 11 Por isso (mudarei agora de proceder a seu respeito), ou tomarei o meu trigo a seu tempo, e o meu vinho na estação própria, e tirarei (das suas mãos) a minha lã e o meu linho, que cobrem a sua nudez. 12 Agora descobrirei a sua vergonha aos olhos dos seus amantes (que em nada lhe podem valer), e ninguém a livrará da minha mão; 13 farei cessar todos os seus divertimentos, as suas solenidades, as suas neoménias, os seus sábados e todas as suas festas. 14 Destruirei as suas vinhas e as suas figueiras, de que ela disse: Estas são as recompensas que me deram os meus amantes — e reduzi-la-ei a um matagal, e devorá-la-ão os animais selvagens. 15 Castigá-la-ei pelos dias em que prestou culto aos Baais, (ou aos ídolos), queimando-lhes incenso, enquanto se enfeitava com as suas arrecadas e com os seus colares e ia após os seus amantes, esquecendo-se de mim, diz o Senhor.Sua felicidade, quando se converter ao Senhor.
16 Por isso a atrairei, conduzi-la-ei à soledade e falar-lhe-ei ao coração. Por isso. por causa desta miséria extrema, a misericórdia de Deus comoveu-se. 17 Dar-lhe-ei a suas vinhas e o vale de Acor, como porta de esperança; ali cantará (hinos a Deus) como nos dias da sua juventude, e como nos dias em que subiu da terra do Egipto. 18 Nesse dia, diz o Senhor, ela me chamará: Meu esposo —; não me chamará mais: Meu Baal (como aos seus ídolos). 19 Tirarei da sua boca os nomes dos Baais, para que nunca mais sejam pronunciados os seus nomes. 20 Farei aliança para eles naquele dia com os animais selvagens, com as aves do céu e com os répteis da terra; tirarei do país o arco, a espada e a guerra, e fá-los-ei repousar com toda a segurança. 21 Então me desposarei contigo para sempre, desposar-me-ei contigo na justiça e no direito, na misericórdia e no amor; 22 desposar-me-ei contigo com uma inviolável fidelidade, e saberás que eu sou o Senhor. 23 Nesse dia atenderei, diz o Senhor, atenderei os céus, e eles atenderão a terra; ""Harmonia entre o mundo moral e o mundo físico. Jezrael, isto é, Israel, pede às plantas que germinem, estas pedem à terra a seiva, a terra pede chuva aos céus, os céus pedem-na por sua vez a Deus, que de bom grado a concede"". (Crampon). 24 a terra atenderá o trigo, o mosto e o azeite, e estas coisas atenderão Jezrael. 25 Farei dela, para mim, no país, um terreno de sementeira, compadecer-me-ei daquela (nação) que se chamava Sem-misericórdia. 26 Direi ao que se chamava Não-meu-povo: Tu és o meu povo. E ele me dirá: Tu és o meu Deus.Citado em 37
- Este capítulo CCC(¶218)Dives In Misericordia(§4)Gaudium et Spes(§48)
- v. 1 CCC(¶441)
- v. 3 Dives In Misericordia(§4)
- v. 7 CCC(¶2380)
- v. 16 Summa (EN)(II-II 188.8
III 40.1) Dies Domini(§12)Evangelica Testificatio(§46)Evangelium Vitae(§105)Gaudete Et Exsultate(§83)Mulieris Dignitatem(§23) - v. 17 Dies Domini(§12)Mulieris Dignitatem(§23)
- v. 18 Summa (EN)(Suppl 66.3)Dies Domini(§12)Evangelica Testificatio(§46)Mulieris Dignitatem(§23)
- v. 19 Dies Domini(§12)
- v. 20 Dies Domini(§12)
- v. 21 CCC(¶2787)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(219)Amoris Laetitia(§318)Dies Domini(§12)Dives In Misericordia(§4)Familiaris Consortio(§12)
- v. 22 CCC(¶2787)Summa (EN)(Suppl 59.6)Amoris Laetitia(§318)Dies Domini(§12)Dives In Misericordia(§4)
- v. 23 Dies Domini(§12)Dives In Misericordia(§4)
- v. 24 Dies Domini(§12)Dives In Misericordia(§4)
- v. 25 Dives In Misericordia(§4)