Provérbios 14
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
1 A mulher prudente edifica a sua casa: a insensata destruirá com as suas próprias mãos a que já está feita. 2 Aquele que anda pelo caminho direito, teme a Deus; aquele que anda pelo caminho tortuoso, despreza-o. 3 Na boca do insensato está a vara (ou o castigo) da sua soberba; mas os lábios dos sábios são a sua guarda. 4 Onde não há bois Não há cuidados com encher a mangedoira de pasto para eles, mas é impossível cultivar os campos., a mangedoira está vazia; mas onde há muitas searas, aí se manifesta a força do boi. 5 A testemunha fiel não mente; a testemunha dolosa profere a mentira. 6 O mofador busca a sabedoria, e não a encontra; para os homens-prudentes a sabedoria é (coisa) fácil. 7 Afasta-te do homem insensato, pois ele não conhece os ditames da prudência. 8 A sabedoria tio homem avisado é compreender o seu caminho; a loucura dos insensatos é engano. 9 O insensato ri-se do pecado; entre os justos mora a benevolência (de Deus). 10 Todo o coração conhece as suas amarguras; um estranho não partilha da sua alegria. 11 A casa dos ímpios será destruída, mas as tendas dos justos florescerão. 12 Há um caminho É o caminho dos insensatos que julgam ser bem tudo o que fazem. que parece direito ao homem, e no cabo conduz à morte. 13 Mesmo no riso, o coração pode sofrer, e a alegria pode terminar em amargura. 14 O Insensato será farto dos seus (maus) caminhos, e o homem virtuoso dos frutos das suas boas obras.
Prudência.
15 O imprudente dá crédito a tudo o que se lhe diz; o cauteloso considera os seus passos, 16 O sábio teme e desvia-se do mal; o insensato avança arrogantemente, e dá-se por seguro. 17 O que facilmente se irrita, comete loucuras; o homem reflectido não se impacienta. 18 Os néscios possuirão a loucura, e os prudentes coroam-se com a ciência. 19 Os maus se inclinarão diante dos bons, e os ímpios diante das portas dos justos. 20 O pobre é odioso até aos seus parentes; porém os amigos dos ricos serão muitos. 21 Aquele que despreza o seu próximo, peca; mas o que se compadece do pobre, será bem-aventurado. 22 Os que praticam o mal, acaso não se transviam? A misericórdia e a verdade são para que praticam o bem. 23 Em toda a parte onde se trabalha há abundância; mas onde (sòmente) se fala muito, aí se encontra a indigência. 24 A riqueza é uma coroa para os sábios; a fatuidade dos insensatos é imprudência. 25 A testemunha fiel salva a vida (dos caluniados); a que porém é falsa atraiçoa (causa a morte). 26 No temor do Senhor há (para o justo) uma confiança cheia de fortaleza; seus filhos encontrarão nele asilo. 27 O temor do Senhor é uma fonte de vida, que afasta dos laços da morte. 28 O povo numeroso é a glória do rei; a falta de gente é a ruína do príncipe. 29 O que é paciente governa-se com muita prudência; o que é impaciente manifesta a sua loucura. 30 Um coração tranqüilo é a vida do corpo; a inveja é a cárie dos ossos. 31 Quem maltrata o indigente injuria o seu Criador; mas honra-o aquele que se compadece do pobre. 32 O ímpio será derribado pela sua malícia; o justo porém, mesmo na sua morte, conserva a confiança. 33 A sabedoria descansa no coração do prudente, mas também (pelo remorso) se faz sentir, no meio dos insensatos. 34 A justiça exalta as nações; o pecado torna miseráveis os povos. 35 O servidor inteligente é agradável ao rei; o inútil sentirá a sua ira.Citado em 13
- v. 13 Summa (EN)(II-II 168.3)
- v. 15 CCC(¶1806)
- v. 16 Summa (EN)(II-II 69.2
II-II 126.1) - v. 22 Summa (EN)(I 85.6
I-II 6.8 I-II 77.2 I-II 78.1 II-II 148.6) - v. 34 Summa (EN)(III 84.5)Inscrutabili Dei Consilio(§6
§7) Sapientiae Christianae(§39)