Provérbios 18
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
1 O que quer separar-se do seu amigo busca ocasiões (para isso); 2 O insensato não gosta das palavras de prudência, mas sòmente de manifestar os seus pensamentos. 3 O ímpio, depois de ter caído no abismo dos pecados, tudo despreza; porém a ignomínia e o opróbrio o vão seguindo. 4 As palavras que saem da boca do homem são como uma água profunda; a fonte da sabedoria é como a corrente que trasborda. As palavras do homemvirtuoso saem do Intimo do seu coração e transfundem-se no espirito dos ouvintes como águas benéficas. 5 Não é bom ter considerações com a pessoa do ímpio, para prejudicar o justo julgamento.
O falar insensato.
6 Os lábios do insensato metem-se em disputas, e a sua boca provoca contendas. 7 A boca do insensato é a sua ruína, os seus lábios são um laço para a sua alma. 8 As palavras do intriguista são como iguarias apetitosas, que penetram até ao íntimo das entranhas. 9 O negligente no seu trabalho é irmão do dissipador. 10 O nome do Senhor é uma torre fortíssima; aí se acolhe o justo e encontra um refúgio seguro. 11 A riqueza do rico é a sua cidade forte: na sua imaginação é uma alta muralha. 12 O coração do homem exalta-se antes da sua queda, mas a humildade precede a glória. 13 Aquele que responde antes de ouvir, mostra ser um insensato e digno de confusão. 14 O espirito do homem sustenta-o nos seus sofrimentos; mas quem poderá levantar um espírito abatido? 15 O coração prudente possuirá a ciência; e o ouvido dos sábios busca a doutrina.Tribunais e litígios.
16 Os presentes que um homem dá, abrem-lhe um dilatado caminho Para conseguir o que quer. — E dão-lhe lugar... Alusão ao costume dos Orientais de levar presentes, principalmente quando visitavam os grandes.,e dão-lhe lugar diante dos grandes. 17 Parece ter razão o que expõe primeiro a sua causa; vem depois a parte adversa, e então se examina a fundo a questão. 18 A sorte apazígua as contendas, e decide entre os próprios poderosos. 19 O irmão, que é ajudado por seu irmão, é como uma cidade forte, e as suas decisões são como os ferrolhos das cidades. 20 Do fruto da boca do homem se encherá o seu ventre, e o produto dos seus lábios o saciará. Cada um sofre as conseqüências das suas palavras. 21 A morte e a vida estão em poder da língua; conforme o uso que dela fizeres assim comerás dos seus frutos. A língua influi poderosamente tanto para o bem como para o mal. 22 Aquele que achou a uma mulher boa achou um tesouro, recebeu do Senhor um grande favor. 23 O pobre fala suplicando, e o rico responde com aspereza.O verdadeiro amigo.
24 Há amigos (que servem) só para fazer companhia, mas também os há mais dedicados que um irmão.Citado em 14
- v. 3 Summa (EN)(II-II 14.4
II-II 186.9) - v. 5 CCC(¶2476)Summa (EN)(II-II 63.4)
- v. 6 Summa (EN)(II-II 41.2)
- v. 13 Perguntas(A imprensa e a palavra pública)
- v. 14 Perguntas(A imprensa e a palavra pública)
- v. 15 Perguntas(A imprensa e a palavra pública)
- v. 16 Perguntas(A imprensa e a palavra pública)
- v. 17 Perguntas(A imprensa e a palavra pública)
- v. 19 Rerum Novarum(§30
§37 §50) - v. 24 Summa (EN)(II-II 26.8)