Provérbios 24
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Não ter inveja aos maus.
1 Não tenhas inveja aos homens maus, nem desejes estar com eles; 2 porque o seu espírito medita ruínas, e os seus lábios proferem enganos.Vantagens práticas da sabedoria.
3 É com a sabedoria que a casa será edificada, e consolidar-se-á com prudência. 4 Pela ciência encher-se-ão as despensas de tudo o que há de precioso e belo. 5 O homem sábio é forte, e o douto, robusto e valente, 6 porque é pela prudência que se empreende a guerra, e a salvação está onde houver muitos (sábios) conselhos. 7 Para o insensato é demasiado sublime a sabedoria; ele não abrirá a boca à porta.O intrigante.
8 Aquele que pensa em fazer males, será chamado artífice de intrigas.O insensato.
9 O pensamento do insensato é o pecado: e o detractor é a abominação dos homens.O indolente.
10 Se, descoroçoado, perderes a esperança, no tempo da adversidade, descairá a tua fortaleza.Defender os oprimidos.
11 Procura salvar os que são condenados à morte, e não cesses de livrar os que são arrastados ao suplício. 12 Se disseres: Eu não o sabia, (lembra-te que) aquele que pesa os corações, o conhece (bem); ao guardador da tua alma nada se esconde, e ele retribuirá ao homem segundo as suas obras.O mel da sabedoria.
13 Come, meu filho, do mel, porque é bom; o favo é dulcíssimo ao teu paladar. 14 Tal é para a tua alma a sabedoria; se a achares, terás um (bom) futuro, e a tua esperança não perecerá.Deus protege os justos.
15 Não armes, ó ímpio, emboscadas à casa do justo, não destruas o lugar do seu repouso. 16 Porque o justo ainda que caia sete vezes Isto é. muitas vezes. A queda de que aqui se fala, não é a queda no pecado, mas na desventura. É em sentido acomodatício que se costuma aplicar esta passagem à impossibilidade moral em que estão os próprios justos de evitar o pecado venial., tornar-se-á a levantar; porém os ímpios serão precipitados no mal.Não nos alegremos com a desgraça do nosso inimigo.
17 Não te alegres quando cair o teu inimigo, nem o teu coração se regozije com a sua ruína, 18 para não suceder que o Senhor o veja, e que isto lhe desagrade, e que tire A sua ira e a dirija contra ti, que desejaste vingar-te. de cima dele a sua ira,Não invejai os maus.
19 Não te alteres por causa dos homens péssimos, nem invejes os ímpios, 20 parque para os maus não há futuro, e a lâmpada (ou esplendor) dos ímpios apagar-se-á.Honrar Deus e o rei.
21 Teme, meu filho, o Senhor e o rei, e não te mistures com os detractores, 22 porque de repente deles vem a ruína, e a destruição deles proveniente é súbita.Outras palavras dos sábios
Justiça nos julgamentos.
23 Também estas são palavras dos sábios; Não é bom fazer acepção de pessoas nos julgamentos. 24 Aqueles que dizem ao ímpio: "Tu és justo" serão amaldiçoados pelos povos e detestados pelas nações. 25 Aqueles que o repreendem, serão louvados, e virá sobre eles copiosa bênção.Máximas diversas.
26 Dá um beijo nos lábios aquele que dá uma resposta recta. Quem dá uma resposta a propósito adquire tanta simpatia, como se desse os testemunhos mais íntimos de afecto. 27 Prepara os teus trabalhos de fora, trata cuidadosamente do teu campo, e depois edificarás a tua casa. Antes de estabelecer casa e família é preciso assegurar o futuro com rendas certas: entre estas, figuram em primeiro lugar os produtos agrícolas. 28 Não sejas testemunha, de ânimo leve, contra o teu próximo. Queres, acaso, que teus lábios enganem? 29 Não digas: como ele me fez a mim, assim farei eu a ele; pagar-lhe-ei segundo as suas obras.O campo do preguiçoso.
30 Passei pelo campo do homem preguiçoso e pela vinha do homem insensato, 31 e vi que tudo estava cheio de ortigas, que os espinhos cobriam a sua superfície e que o muro de pedra estava caído. 32 Ao ver isto, reflecti; este espectáculo foi para mim uma lição. 33 Um pouco, disse eu comigo, dormirás, outro breve espaço dormitarás, outro poucochinho cruzarás as mãos para descansares, 34 e a indigência virá sobre ti como um vagabundo, e a mendicidade como um homem armado.Citado em 10
- v. 6 Summa (EN)(II-II 50.4)
- v. 10 Summa (EN)(II-II 20.3)
- v. 11 Summa (EN)(II-II 69.4
II-II 70.1 II-II 122.4) - v. 15 Summa (EN)(II-II 167.2)
- v. 19 Summa (EN)(II-II 33.2)
- v. 21 Summa (EN)(II-II 73.2)
- v. 30 Haerent Animo(§26)
- v. 31 Haerent Animo(§26)