Provérbios 7
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
atender aos avisos da sabedoria.
1 Meu filho, guarda as minhas palavras, esconde no teu coração os meus preceitos. 2 Filho, observa os meus mandamentos, e viverás; (guarda) a minha lei como a menina dos teus olhos. 3 Traze-a ligada aos teus dedos, escreve-a nas tábuas do teu coração. 4 Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e chama à inteligência tua amiga, 5 para que te guardem da mulher estranha, da alheia que tem palavras lúbricas.Juventude insensata.
6 Da janela de minha casa eu olhava por entre as grades, Nos versículos seguintes o sábio descreve uma cena, a que assistiu com tristeza, e tira dela uma lição oportuna. 7 e vi uns incautos, e (entre eles) notei um jovem insensato, 8 que passava pela rua junto da esquina, e se dirigia para a sua casa, 9 no crepúsculo vespertino, ao chegar das trevas e obscuridade da noite.Propostas artificiosas da mulher má.
10 Eis que uma mulher lhe sai ao encontro, ornada como uma prostituta, de coração dissimulado, faladora e andeja, 11 irrequieta e procaz, cujos pés não podem parar dentro de casa; 12 umas vezes na rua, outras na praça, outras às esquinas, sempre à espreita. 13 (Esta mulher) apanha o (incauto) jovem, beija-o, e com uma cara sem vergonha faz-lhe carícias dizendo: 14 Eu devia oferecer um sacrifício, hoje cumpri os meus votos; 15 por isso te saí ao encontro, à tua procura, e eis que te achei. 16 Adornei a minha cama com cobertas, cobri-a com colchas bordadas de linho do Egipto; 17 perfumei a minha câmara de mirra, de aloés e de cinamomo. 18 Vem, embriaguemo-nos de amor, gozemos as delícias da sensualidade até que amanheça o dia, 19 porque o meu marido não está em casa; foi fazer uma jornada muito longa. 20 levou consigo a bolsa cheia de dinheiro; lá para o dia da lua cheia é que voltará a sua casa.Triste sorte da vítima.
21 Meteu-o assim na rede com as suas muitas palavras, arrastou-o com as lisonjas dos seus lábios. 22 Ele segue-a logo, como um boi que é levado para o açougue, como um veado colhido no laço, 23 até que uma seta lhe trespassa o fígado, ou como a ave que, apressada, corre para a armadilha, sem saber que se trata do perigo da sua vida. 24 Ouve-me pois agora, meu filho, e está atento às palavras da minha boca. 25 Não se deixe arrastar o teu espírito pelos caminhos desta mulher, nem sigas, seduzido, as suas veredas. 26 Porque a muitos feriu e derribou, muitos foram mortos por ela. 27 A sua casa é o caminho da sepultura, o qual penetra até às entranhas da morte.Citado em 2
- v. 10 Summa (EN)(II-II 169.2)
- v. 22 Summa (EN)(II-II 46.3)