Salmos 141
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Oração do justo contra as insídias do iníquo
1 Salmo, De Davide. Senhor, a ti clamo; socorre-me depressa; atende à minha voz, quando clamo a ti. 2 Suba directa a ti a minha oração, como incenso, seja a elevação das minhas mãos (tão agradável) como o sacrifício da tarde. 3 Põe, Senhor, uma guarda à minha boca, sentinela à porta dos meus lábios. 4 Não deixes inclinar o meu coração para coisa má, para cometer crimes; nem com os homens que cometem a iniquidade, coma eu jamais dos seus lautos manjares. 5 Bata-me o justo: isso é piedade; repreenda-me: é perfume para a cabeça, o qual a minha cabeça não recusará; antes hei-de orar sempre, sob os seus golpes. 6 Os seus príncipes caíram junto do rochedo, e ouviram quão suaves eram as minhas palavras. O sentido e o nexo destes versículos, cujo texto parece que foi bastante corrompido, são completamente obscuros. Refere-se talvez o salmista (Davide) ao que é narrado no 1Sm. 24, 1-16: 1Sm. 26, 8-20, quando o perseguidor Saul foi tratado por ele com benignidade junto do rochedo. Outros dizem que nestes dois versículos se trata do futuro castigo dos inimigos. Porém nenhuma explicação satisfaz por completo. 7 Assim como a terra quando é sulcada e fendida, assim foram dispersos os seus ossos junto da sepultura. 8 Para ti pois, Senhor, se volvem os meus olhos; a ti me acolho: não permitas que se perca a minha alma. 9 Guarda-me do laço, que armaram contra mim, e das emboscadas dos que praticam a iniquidade. 10 Caiam todos juntos, em suas próprias redes, os ímpios, enquanto eu escape incólume.
Citado em 3
- v. 2 Summa (EN)(II-II 83.3)
- v. 4 Summa (EN)(II-II 69.1)
- v. 5 Summa (EN)(II-II 115.2)