Salmos 147

Louvores a Deus, protector e sábio, restaurador de Israel

Aleluia. Louvai o Senhor, porque é bom, cantai salmos ao nosso Deus, porque é suave: ele é digno de louvor. Neste salmo o povo é convidado a louvar a Deus pelos seus infinitos atributos (1-6), pela sua providência (7-11), e pelos benefícios especiais feitos a Jerusalém (12-20). O Senhor edifica Jerusalém, congrega os dispersos de Israel; ele sara os atribulados de coração, e liga as suas chagas. Fixa o número das estrelas, chama cada uma pelo seu nome. Grande é o nosso Senhor, e forte o seu poder, a sua sabedoria não tem limites. O Senhor eleva os humildes, abate os ímpios até à terra. Cantai ao Senhor um cântico de acção de graças, cantai salmos ao som da cítara ao nosso Deus, que cobre o céu de nuvens, que prepara (assim) chuva para a terra; que produz erva nos montes, e verduras para uso dos homens; que dá o seu alimento próprio aos animais e aos filhinhos dos corvos, que clamam a ele. Não se deleita com a força do cavalo, nem se compraz nos pés do homem. Deus não atende à força física, mas sim à bondade moral. Agradam ao Senhor os que o temem, os que confiam na sua bondade. Louva, ó Jerusalém, ao Senhor, louva, ó Sião, ao teu Deus, porque reforçou os ferrolhos das tuas portas, abençoou os teus filhos (que habitam) dentro de ti; pôs em paz as tuas fronteiras, da flor da farinha te sacia. É ele que envia as suas ordens à terra, a sua palavra corre velozmente. É ele que faz cair a neve como lã, que espalha a geada como cinza. Atira o seu gelo como pedaços de pão; ante o seu frio congelam as águas. Envia a sua palavra, e (logo) as derrete; faz soprar o seu vento, e (logo) as águas correm. É ele que anunciou a sua palavra a Jacob, os seus estatutos e os seus preceitos a Israel. Não fez assim a qualquer outra nação: não lhes manifestou os seus preceitos. Aleluia.

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