Salmos 35
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Pedido de auxílio contra os perseguidores injustos e ingratos
Davide suplica o auxílio divino.
1 De Davide. Combate, Senhor, contra os que me combatem, ataca os que me atacam. 2 Toma o broquel e o escudo, e levanta-te em meu socorro. 3 Vibra a lança e corta a passagem àqueles que me perseguem, diz à minha alma: "Eu sou a tua salvação." 4 Sejam confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida, retrocedam e sejam cobertos de vergonha os que maquinam males contra mim. 5 Sejam como a palheira levada pelo vento, quando o anjo do Senhor os acossar. 6 Seja o seu caminho tenebroso e escorregadio, quando o anjo do Senhor os perseguir. 7 Porquanto sem razão me estenderam a sua rede, sem razão abriram uma cova para a minha vida. 8 Venha sobre eles de improviso a ruína, apanhe-os a rede que estenderam, eles próprios caiam na cova que abriram. 9 A minha alma, porém, regozijar-se-á no Senhor, e alegrar-se-á do seu socorro. 10 Todas as minhas forças dirão: "Senhor, quem é semelhante a ti, que livras o desvalido das mãos do mais forte, o mísero e o pobre do ladrão?" 11 Levantaram-se testemunhas violentas: interrogavam-me Isto é, acusavam-me de crimes de que eu nâo tinha conhecimento, estando por isso inocente. sobre o que eu ignorava.Ingratidão dos seus inimigos.
12 Tornavam-me males por bens: desolação para a minha alma. 13 Porém eu A sua caridade compassiva manifestava-se então nas formas mais vivas., quando eles estavam doentes, vestia-me de cilício, afligia a minha alma com o jejum e derramava preces dentro de mim. 14 Como por um amigo, por meu irmão, andava triste, como quem chora sua mãe, vergava sob a dor. 15 Porém, quando eu vacilei, alegraram-se e juntaram-se, juntaram-se contra mim, ferindo-me de surpresa. Não cessavam de me lacerar, 16 punham-me à prova, escarneciam de mim rangendo contra mim os seus dentes. 17 Até quando. Senhor, estarás a ver (estas injustiças)? Livra a minha alma dos que rugem, (livra) a minha vida dos leões. 18 Dar-te-ei graças na grande assembleia, louvar-te-ei no meio dum povo numeroso.Repetição da súplica.
19 Não se regozijem à minha custa os meus injustos inimigos, os que me aborrecem sem causa não acenem com os olhos. 20 Em realidade, não é de paz que eles falam, e contra os pacíficos da terra maquinam enganos. 21 Abrem contra mim a sua boca e dizem: "Ah! Ah! Vimos com os nossos olhos A ruína deste homem, a qual era por nós muito desejada.!" 22 Tu o viste, Senhor! Não te cales, Senhor, não te apartes de mim! 23 Desperta e vela em minha defesa, Deus meu e Senhor meu, (vela) pela minha causa! 24 Julga-me segundo a tua justiça, Senhor, não se alegrem à minha custa, ó meu Deus! 25 Não pensem em seu coração: "Ah! Eis o que desejávamos!" Nem digam: "Nós o devoramos!" 26 Fiquem envergonhados e confundidos todos os que se congratulam pelos meus males. Vestidos sejam de confusão e de ignomínia os que se exaltam contra mim. 27 Regozijem-se e alegrem-se os que são favoráveis à minha causa, e digam sempre: "Glorificado seja o Senhor, que se interessa pela salvação do seu servo." 28 A minha língua proclamará a tua justiça e o teu louvor sem cessar.Citado em 6
- Este capítulo Summa (EN)(II-II 16.1)
- v. 13 Summa (EN)(II-II 32.3
II-II 83.7 II-II 83.15 Suppl 71.4) - v. 18 Summa (EN)(I-II 102.5)