Salmos 36

Malícia humana e providência de Deus

Ao mestre do coro. De Davide, servo do Senhor.
Malícia dos ímpios.
A iniquidade fala ao ímpio dentro do seu coração; não há temor de Deus diante dos seus olhos. Assim como Deus fala aos profetas, assim o Salmista representa aqui a iniquidade, o pecado personificado (Rom. 7, 23), pronunciando o seu oráculo dentro do coração do ímpio. Porque ele na sua imaginação se lisonjeia de que não há-de ser descoberta a sua culpa nem aborrecida. As palavras da sua boca são iniquidade e engano; renunciou a ser sensato e fazer o bem. Medita a iniquidade no seu leito, obstina-se num caminho que não é bom, não rejeita o mal.
Bondade e justiça de Deus.
Senhor, a tua misericórdia chega até ao céu Pela sua grandeza e sublimidade., e a tua fidelidade até às nuvens. A tua justiça é (grande) como os montes de Deus, os teus juízos são como o mar profundo; Tu, Senhor, salvas os homens e os animais. Quão preciosa é a tua graça, ó Deus! Os filhos dos homens refugiam-se à sombra das tuas asas; saciam-se com a abundância da tua casa Isto é, do universo, cheio de muitos bens, que são gozados pelos homens, especialmente pelos fiéis a Deus., e tu os fazes beber na torrente das tuas delícias. Realmente em ti está a fonte da vida, e na tua luz vemos a luz.
Oração pelos bons contra os maus.
Conserva a tua graça aos que te adoram, e a tua equidade aos que têm o coração recto. Não venha sobre mim o pé do soberbo, e a mão do pecador não me abale. Eis que caíram os que cometem a iniquidade: foram derribados e não se podem levantar mais.

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