1Ao mestre do coro, IdithunEra um dos três grandes mestres de música no tempo de Davide, com Asaf e Heman.. De Davide.
Esconde a sua dor em presença dos pecadores.
2 Eu disse: "Velarei sobre o meu proceder, para não pecar com a minha língua; porei um freio à minha boca, enquanto o ímpio estiver diante de mim."3 Fiquei mudo, em silêncio, privado da felicidade, mas (com isto) a minha dor exacerbou-se.4 O meu coração inflamou-se dentro de mim; no decorrer da minha reflexão, um fogo se ateouFoi abrasado pelo fogo da cólera quando reflectia sobre a sorte próspera dos maus. Este incêndio interior acabou por se exteriorizar em palavras. As palavras que então pronuncia são a expressão dolorida primeiro, resignada a seguir, de um coração ferido.
Considera a vaidade e brevidade da vida.
5 falei com a minha língua. Faz-me conhecer, Senhor, o meu fim, qual é o número dos meus dias, para que eu saiba quanto sou caduco.6 Eis que fixaste aos meus dias a medida de poucos palmos, e a minha vida é como nada diante de ti: sim, todo o homem não é mais que sopro.7 O homem passa como uma simples sombra, é em vão que se afadiga; entesoura, e não sabe quem virá a usufruir (os seus bens).
Espera do Senhor
8 E agora. Senhor, que posso eu esperar? A minha confiança está em ti.9 Livra-me de todas as minhas iniquidades, não me entregues ao opróbrio do insensato.10EmudeciResignei-me a sofrer e a calar, porque assim ordenaste que eu sofresse (tu o fizeste)., não abri a minha boca, porque tu assim determinaste.11 Afasta de mim o teu flagelo: debaixo da força da tua mão eu vou definhando.12 Em punição da culpa castigas o homem; como a traça, consomes os seus bens preciosos: todo o homem é apenas um sopro.13 Ouve, Senhor, a minha oração e atende ao meu clamor, diante das minhas lágrimas não sejas surdo. Em verdade, eu sou diante de ti um hóspede, um peregrino, como todos os meus pais.14 Afasta de mim o olhar, para que respire, antes que parta e deixe de existir.