Salmos 73
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Enigma da felicidade dos impios e sua solução
LIVRO TERCEIRO
1 Salmo. De Asaf. Quão bom é Deus para com os rectos, o Senhor para com os puros de coração!Felicidade temporal dos pecadores.
2 Os meus pés por pouco não vacilaram; por pouco se não transviaram os meus passos, O salmista esteve quase a ser vencido por uma grande tentação, que a vista da felicidade temporal dos ímpios tinha excitado na sua alma. Pouco faltou para que ele duvidasse da Providência, e se revoltasse contra ela. 3 porque tive inveja dos ímpios, ao observar a prosperidade dos pecadores. 4 Porque eles não têm sofrimentos, são e gordo anda o seu corpo. 5 Não participam (pelo menos aparentemente) dos trabalhos dos mortais, nem como os outros são flagelados. 6 Pelo que os cinge a soberba como um colar, e envolve-os a violência como um vestido. 7 Brota a iniquidade do seu crasso coração, trasbordam as ficções da sua mente. 8 Zombam e falam com maldade, altivos ameaçam opressões. 9 Abrem a sua boca contra o céu, e a sua língua arrasta-se pela terra. 10 Por isto o meu povo se volta para eles, e sorve das suas águas abundantes. Por isso muitos do meu povo se voltarão para o lado dos ímpios, seduzidos pela sua falsa felicidade. E estes miseráveis apóstatas julgarão encontrar dias felizes e numerosos (e sorve das suas abundantes águas...). 11 Chegam a dizer; "Porventura Deus sabe isto, tem disto notícia o Altíssimo?" E chegam a dizer: os homens da plebe, seduzidos pela vida feliz dos ímpios, procurando justificar o seu próprio proceder. 12 Eis como são os pecadores, e, (contudo) sempre tranquilos, aumentam a sua fortuna.Infelicidade dos Inocentes.
13 Foi portanto inutilmente que conservei puro o meu coração, e lavei na inocência as minhas mãos? 14 Pois sou flagelado a toda a hora e castigado todo o dia.Fim miserável dos pecadores.
15 Se eu pensasse: "Hei-de falar com eles," seria um desertor da raça dos teus filhos. 16 Reflectia pois para compreender isto; pareceu-me porém coisa bastante difícil, 17 até que entrei no santuário (íntimo) de Deus, e atendi ao fim de todos eles. 18 Na verdade, é sobre caminhos escorregadios que os colocas, precipita-los na ruína. Com a morte desaparecerá para sempre, como um sonho, a felicidade dos maus. 19 Oh! como tombara num momento, acabaram, foram consumidos de espantoso terror! 20 Como um sonho, ao despertar, Senhor, assim, quando te Levantas, desprezarás a sua aparência. 21 Quando se exasperava o meu espírito, e o meu coração se sentia aguilhoado. 22 eu era um insensato e não compreendia, fui diante de ti como um jumento. 23 Todavia, não; estarei sempre contigo: tomaste-me pela minha mão direita,Fim glorioso dos justos.
24 Hás-de guiar-me com teu conselho, e por fim hás-de receber-me na tua glória. 25 Quem tenho eu, lá no céu, fora de ti? e, se estou contigo, a terra não me deleita. 26 Desfalece a minha carne e o meu coração; o rochedo do meu coração e a minha herança é Deus para sempre. 27 Com efeito, os que se apartam de ti perecerão, aniquilas todos os que te são infiéis. 28 Mas para mim é bom estar junto de Deus, pôr no Senhor Deus o meu refúgio. Publicarei todas as tuas obras às portas da filha de Sião.Citado em 30
- Este capítulo Deus Caritas Est(§9
§17 Redemptionis Donum(§8)Salvifici Doloris(§6)§19) - v. 2 Summa (EN)(II-II 36.2
II-II 43.5) - v. 3 Summa (EN)(I-II 28.4
II-II 36.2 II-II 36.3) - v. 5 Summa (EN)(I-II 87.7)
- v. 10 Lumen Gentium(§13)
- v. 23 Deus Caritas Est(§16)
- v. 24 Deus Caritas Est(§16)
- v. 25 Summa (EN)(I-II 4.7)Deus Caritas Est(§9
§16) Redemptionis Donum(§8) - v. 26 Deus Caritas Est(§16)Redemptionis Donum(§8)
- v. 27 Summa (EN)(I-II 114.10
II-II 151.2) Deus Caritas Est(§16)E Supremi(§3) - v. 28 Summa (EN)(I-II 109.6
II-II 23.7 Deus Caritas Est(§9II-II 27.6 II-II 82.3) §16)