Salmos 74
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Lamentação, ao ver o santuário destruído, e preces
O templo é profanado pelos inimigos.
1 Maskil. Do Asaf, Por que razão, ó Deus, nos desamparaste para sempre? (Por que razão) se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto? 2 Lembra-te da tua família, que fundaste desde a antiguidade, da tribo que para propriedade tua resgataste, do monte de Sião, em que estabeleceste a tua morada. 3 Dirige os teus passos para essas ruínas irreparáveis: o inimigo tudo devastou no santuário. 4 Rugiram Impedindo assim o culto sagrado. os teus adversários no lugar da tua assembleia, arvoraram os seus estandartes como troféu. 5 Pareciam-se cora os que no bosque vibram o machado, Referência à violenta destruição do templo. Até quando durará esta calamidade. 6 e com o machado e o martelo igualmente despedaçam as suas portas. 7 Puseram fogo ao teu santuário; na terra profanaram o tabernáculo do teu nome. 8 Disseram no seu coração: "Destruámo-los todos juntamente; incendiai todos os santuários de Deus na terra." 9 Já não vemos os nossos prodígios, já não há um profeta (que nos guie); nem há entre nós quem saiba até quando. 10 Até quando, ó Deus, nos insultará o inimigo? O adversário há-de blasfemar sempre o teu nome?Apelo ao poder de Deus.
11 Por que retraia a tua mão? Por que reténs a tua direita no teu seio? 12 Deus, todavia, é meu rei desde outrora, ele que opera a salvação no meio da terra. 13 Tu com o teu poder abriste o mar (Vermelho), pisaste as cabeças dos dragões Isto é, os Egípcios, que iam no encalço do povo de Deus. nas águas. 14 Tu quebraste as cabeças do Leviatã, deste-lo por comida aos monstros marinhos. 15 Tu fizeste brotar fontes e torrentes; tu secaste os rios caudalosos. 16 Teu é o dia, e tua é a noite; tu fixaste a lua e o sol. 17 Tu estabeleceste todos os limites da terra, o estio e o inverno, tu os formaste.Oração pedindo o auxílio divino.
18 Lembra-te disto: o inimigo ultrajou-te. Senhor, e um povo insensato blasfemou do teu nome. 19 Não abandones ao abutre a vida da tua rola Do povo de Israel., e não esqueças para sempre as vidas dos teus pobres. 20 Olha para a tua aliança, porque todos os esconderijos do país e os campos estão cheios de violência. 21 Não se volte confundido o humilde: o pobre e o desvalido louvam o teu nome. 22 Levanta-te, ó Deus, defende a tua causa; lembra-te do ultraje que o néscio te dirige continuamente. 23 Não te esqueças dos gritos dos teus adversários: o tumulto dos que se insurgem contra ti aumenta continuamente.Citado em 5
- v. 12 Summa (EN)(III 36.1
III 46.10) - v. 23 Summa (EN)(I 64.2
II-II 34.1 Suppl 98.5)