Romanos 3
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
Resposta a algumas dificuldades que os Judeus podiam apresentar, relativamente às afirmações precedentes.
1 Que tem, pois, a mais o judeu? Ou qual é a utilidade da circuncisão? 2 Muita (vantagem têm os Judeus sobre os gentios) de toda a maneira. Principalmente porque lhes foram confiados os oráculos de Deus. 3 Que importa se alguns deles não creram? Porventura a sua incredulidade destruirá a fidelidade de Deus? Não, certamente. 4 Deus é verdadeiro Isto é, fiel em cumprir as suas promessas; — e o homem é mentiroso, infiel às suas promessas. — Para que sejas reconhecido fiel... a fim de confirmar que Deus é fiel, apesar da infidelidade dos Homens. S. Paulo cita uma parte do vers. 6 do Salmo 50 (Ps. 50, 6). O profeta Natan consolou David, dando-lhe a certeza que Deus apesar do seu pecado, não re tirava as promessas que Ihe tinha feito . Então David disse: Eu confesso o meu delito para que sejas justificado, isto é, reconhecido fiel nas tuas palavras, nas promessas que fazes (pois conservas as que me fizeste a mim pecador) e venças quando fores julgado, isto é, sejas reconhecido fiel, quando alguém pretender julgar o teu modo de proceder., e todo o homem é mentiroso, como está escrito: Para que sejas (ó Deus) justificado nas tuas palavras e venças quando fores julgado ( Sl 50, 6 ). 5 Se, porém, a nossa injustiça faz brilhar a justiça de Deus, que diremos? Porventura é injusto Deus que castiga? 6 (Falo à maneira dos homens.) Não, por certo; doutra maneira, como julgaria Deus este mundo? Só o pensar que Deus é injusto leva S. Paulo a fazer notar imediatamente que fala a maneira dos homens ímpios, repetindo a sua objeção. 7 Com efeito, se a verdade de Deus, pela minha mentira cresceu para glória sua, porque sou eu assim julgado como pecador? O Apóstolo mostra quanto é absurdo afirmar que os pecados, pelo facto de fazerem brilhar a justiça de Deus, deixam de merecer castigo. Caia..., isto é, se reconheça réu diante de Deus. 8 E porque é que (como dizem caluniosamente de nós, como alguns afirmam que nós dizemos) não havemos de fazer o mal para que venham bens? Destes é justa a condenação.A Escritura mostra que todos os homens, tanto Judeus como gentios, são pecadores.
9 Que (concluir) pois? Temos alguma vantagem sobre eles? De nenhuma sorte. Porque já demonstramos que Judeus e Gregos estão todos sob o pecado, 10 como está escrito: Não há nenhum justo; 11 não há quem tenha inteligência, não há quem busque a Deus. 12 Todos se extraviaram, todos à uma se tornaram inúteis, não há quem faça o bem, não há sequer um ( Sl 13, 1-3 ). 13 A garganta deles é um sepulcro aberto; com as suas línguas tecem enganos. Um veneno de áspides se encobre debaixo dos seus lábios ( Sl 5, 10 ; Sl 140, 4 ); 14 a sua boca está cheia de maldição e de amargura ( Sl 10, 7 ). 15 Os seus pés são velozes para derramar sangue; 16 a dor e a infelicidade estão nos seus caminhos, 17 e não conheceram o caminho da paz ( Is 59, 7-8 ). 18 Não há temor de Deus diante dos seus olhos ( Sl 35, 2 ). 19 Ora nós sabemos que tudo aquilo que a lei diz, o diz para aqueles que estão sob a lei, para que toda a boca seja fechada e todo o mundo caia sob a justiça de Deus. 20 Pelas obras da lei Pelas obras da lei...A justificação ou santificação não se opera em nós como um simples efeito da observância da lei, mas por meio da união com Jesus Cristo. Os antigos foram justificados em virtude da fé que os unia a Jesus Cristo. não será justificado nenhum homem diante dele. Efetivamente, pela lei vem o conhecimento do pecado.A justificação é um dom gratuito de Deus, dado a todos mediante a fé em Jesus Cristo.
21 Mas agora Depois da vinda de Jesus, a justificação manifestou-se por meio da pregação do Evangelho, independente da lei de Moisés, e devida só à graça de Deus. manifestou-se sem a lei a justiça de Deus, testificada pela lei e pelos profetas. 22 A justiça de Deus (é infundada) pela fé de Jesus Cristo em todos e sobre todos os que crêem nele, sem distinção, 23 porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus 24 e são justificados E são justificados...A justificação, isto é, o perdão dos pecados, é um dom gratuito da bondade de Deus. gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção, que está em Jesus Cristo, 25 a quem Deus pôs, pelo seu sangue derramado, como um meio de propiciação, que opera pela fé, a fim de manifestar a sua justiça, por haver tolerado, com a sua paciência divina os pecados de outrora, 26 a fim de manifestar a sua justiça no tempo presente, de maneira a ser reconhecido justo e fonte de justiça para aquele que tem fé em Jesus Cristo. 27 Onde está, pois Onde está, pois...Tudo demonstrado que a justificação é devida à bondade de Deus e aos méritos de Jesus, e não às obras do homem, o Apóstolo conclui, perguntando ao judeu: Onde está o motivo de te gloriares julgando que foste justificado em virtude das obras da lei?, (ó judeu) a tua glória? Foi excluída. Por que lei? Pela das obras? Não; mas pela lei da fé. 28 Porquanto sustentamos que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei. A nossa justificação é devida à fé, dom gratuito de Deus, e não pode ter como causa as obras da lei moisaica. Isto, porém, não exclui as boas obras, que devem acompanhar a fé, sem as quais seria fé morta, e, portanto, incapaz de tornar o homem justo diante de Deus. 29 Porventura Deus só o é dos Judeus? Não o é ele também dos gentios? Sim, certamente, ele o é também dos gentios, S. Paulo confirma que a nossa justificação não pode depender das obras da lei moisaica. Se assim fosse, podia-se dizer que Deus é só Deus dos Judeus, visto que só a eles tinha dado, na lei de Moisés, meio de se salvarem. 30 porque há um só Deus, que justifica pela fé os circuncidados e que também pela fé justifica os incircuncidados. 31 Destruímos nós, pois, a lei com a fé? Longe disso; antes confirmamos a lei.Citado em 96
- Este capítulo Ecclesia In Europa(§7
§9 Humanae Vitae(§14)§39 §47 §48 §49 §73 §76) - v. 1 Summa (EN)(I-II 98.4)
- v. 2 Summa (EN)(I-II 98.4
III 70.4) - v. 3 Summa (EN)(III 88.1)
- v. 4 CCC(¶2465)
- v. 8 Summa (EN)(I-II 79.4
II-II 33.6 Casti Connubii(§4II-II 64.5 III 68.11) §23 Humanae Vitae(§14)Veritatis Splendor(§78§66) §80) - v. 10 Lumen Gentium(§42)
- v. 19 Summa (EN)(II-II 85.4)
- v. 20 CCC(¶708)Summa (EN)(I-II 98.6
I-II 100.6) - v. 21 CCC(¶1992
¶2543) Perguntas(Fé e obras) - v. 22 CCC(¶1987
¶1992 Summa (EN)(II-II 58.2¶2543) II-II 104.6 Perguntas(Fé e obras)II-II 124.2 III 6.3 III 30.1 III 36.1 III 68.8) - v. 23 CCC(¶399
¶705 Summa (EN)(I-II 106.3¶1992 ¶2809) Suppl 6.3) Perguntas(Fé e obras)Ad Gentes(§8)Reconciliatio Et Paenitentia(§13)Sacerdotalis Caelibatus(§45) - v. 24 CCC(¶1992)Summa (EN)(I-II 109.9
I-II 111.1 Perguntas(Fé e obras)Reconciliatio Et Paenitentia(§13)Redemptoris Mater(§7)I-II 113.2 III 22.3 III 46.1 III 62.6 III 79.3) - v. 25 CCC(¶433
¶1460 Summa (EN)(III 22.3¶1992) III 46.1 Perguntas(Fé e obras)Reconciliatio Et Paenitentia(§13III 47.3 III 48.6 III 49.1 III 52.7 III 61.3 III 62.5 III 64.3 III 70.2 III 73.5 III 78.3 III 86.4) §35) - v. 26 CCC(¶1992)Summa (EN)(III 61.3
III 78.3) Perguntas(Fé e obras)Reconciliatio Et Paenitentia(§13) - v. 27 Summa (EN)(I-II 106.1
I-II 107.1 Perguntas(Fé e obras)I-II 107.3 II-II 16.1) - v. 28 Perguntas(Fé e obras)Veritatis Splendor(§23)
- v. 30 Summa (EN)(I-II 107.1)