Romanos 5
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
II - Excelência e eficácia da justificação pela fé
Primeiro fruto da justificação: Reconciliação com Deus e certeza do céu.
1 Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo, 2 pelo qual temos acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. 3 E não sòmente (nesta esperança), mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência Isto é, a constância na fé., 4 a paciência A constância com que o homem sofre as tribulações da vida, é uma prova clara de que consagra mais amor aos do céu que aos da terra, e isto leva-o a ter esperança segura de que receberá a recompensa, esperança que não traz engano, porque é baseada sobre o poder e fidelidade de Deus. (produz) a virtude provada, a virtude provada (produz) a esperança, 5 e a esperança não traz engano, porque a caridade de Deus está derramada em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado.Amor de Deus demonstrado pelo dom que nos faz de Jesus Cristo.
6 Por que motivo, pois, quando nós ainda estávamos enfermos (pelo pecado) morreu Cristo, no tempo determinado, pelos ímpios? O Apóstolo demonstra a certeza da nossa fé com um outro argumento tirado do amor de Jesus, morto por nós. Quando nós ainda estávamos enfermos, isto é, quando os homens reconhecendo a sua fraqueza, quase desesperavam de se salvarem, foi então que, oportunamente (a seu tempo), Jesus morreu, levando o seu amor até a o ponto de morrer pelos ímpios. 7 Ora é difícil haver quem morra por um justo, ainda que alguém se resolva talvez a morrer por um homem de bem. 8 Mas Deus manifesta a sua caridade para connosco, porque, quando ainda éramos pecadores, então morreu Cristo por nós. 9 Pois muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos salvos da ira por ele mesmo. Se Jesus, sendo nós ainda inimigos de Deus, morreu para nos salvar, muito mais agora seremos salvos da ira eterna de Deus, estando justificados, isto é, amigos de Deus, por meio de Jesus ressuscitado. 10 Se, sendo nós inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida Isto é, por meio de Jesus ressuscitado.. 11 E não só isto, mas também nos gloriamos em Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem agora recebemos a reconciliação.Paralelo entre Jesus Cristo, autor da nossa salvação, e Adão, autor da nossa ruína.
12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado (original) neste mundo, e pelo pecado a morte, e assim passou a morte a todos os homens, porque todos pecaram... S. Paulo interrompe a sua frase para a retomar e terminar no vers. 18. Rm. 5, 18 13 Porque até a lei o pecado estava no mundo; porém, o pecado não era imputado, não havendo lei. S. Paulo considera a morte um castigo da transgressão de uma lei positiva. Todavia , apesar de não haver lei positiva de Adão a Moisés, a morte reinava. Ela era, pois, o efeito do primeiro pecado. 14 Todavia a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram por uma transgressão semelhante à de Adão, o qual é a figura do (segundo Adão) que havia de vir. 15 Mas o dom gratuito não é como o delito, porque, se pelo delito de um só (homem) morreram todos os outros, muito mais a graça de Deus e o dom (que vem) pela graça de um só homem, (que é) Jesus Cristo, são abundantemente espalhados sobre todos os outros. 16 E não se dá com o dom o mesmo que se dá com o pecado de um só, porque a sentença de condenação foi dada por causa do pecado de um só, ao passo que o dom da graça traz a justificação de muitos pecados. 17 Com efeito, se pelo pecado de um, a morte reinou por um só, muito mais reinarão na vida por um só, que é Jesus Cristo, os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça. 18 Por isso, assim como pelo pecado de um só, incorreram todos os homens na condenação, assim pela justiça de um só, recebem todos os homens a justificação que dá a vida. 19 Porque, assim como pela desobediência de um só homem, todos os outros se tornaram pecadores, assim pela obediência de um só, todos os outros virão a ser justos. 20 Sobreveio a lei para que abundasse Para que abundasse...S. Paulo não quer dizer que a lei foi dada com o fim de multiplicar os pecados. A lei em si é boa, mas ninguém ignora que, devido à corrupção do homem, depois da lei, os pecados tornaram-se maiores e mais numerosos, porque a concupiscência aumentou com a proibição da lei. Deus permitiu isto para que o homem reconhecesse a sua fraqueza e desejasse o Messias. o pecado. Mas, onde abundou o pecado, superabundou a graça 21 para que, assim como o pecado reinou dando a morte, assim reine a graça pela justiça para (dar) a vida eterna, por meio de Jesus Cristo Nosso Senhor.Citado em 317
- Este capítulo CCC(¶1009)Summa (EN)(III 52.5
III 86.4) Munificentissimus Deus(§39) - v. 1 Summa (EN)(I-II 111.4
I-II 112.3 Spes Non Confundit(§2)I-II 113.4 II-II 4.5 III 14.1) - v. 2 Summa (EN)(I 33.3
II-II 1.8 Evangelii Gaudium(§84)Immortale Dei(§10)Sacramentum Caritatis(§32)Spes Non Confundit(§2)II-II 19.12 III 8.6 III 14.1 III 40.1) - v. 3 CCC(¶2734
¶2847) Summa (EN)(Suppl 10.4Suppl 15.2) Evangelii Praecones(§2§13) Salvifici Doloris(§23)Spes Non Confundit(§4) - v. 4 CCC(¶2734
¶2847) Summa (EN)(Suppl 10.4Suppl 15.2) Salvifici Doloris(§23)Spes Non Confundit(§4) - v. 5 CCC(¶368
¶733 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(31)Summa (EN)(I 43.3¶1820 ¶1964 ¶2658 ¶2734 ¶2847) I 108.4 Apostolicam Actuositatem(§4)Caritas In Veritate(§5)Christus Vivit(§132)Divinum Illud Munus(§10)Dominum Et Vivificantem(§10I-II 65.2 I-II 68.5 I-II 70.3 I-II 98.1 I-II 107.1 I-II 109.3 II-II 19.6 II-II 24.2 II-II 28.1 II-II 44.1 II-II 45.6 II-II 60.1 II-II 136.3 II-II 183.4 III 23.3 III 63.3) §52 Ecclesia In America(§10)Ecclesia In Asia(§15§67) §43) Ecclesia In Europa(§28)Ecclesia In Medio Oriente(§82)Ecclesia In Oceania(§10§36) Evangelii Gaudium(§125)Evangelii Nuntiandi(§77)Familiaris Consortio(§63)Gaudete In Domino(§4§58) Haurietis Aquas(§2§3) Humanae Vitae(§12§25) Incarnationis Mysterium(§11)Lebanon(§1§38) Lumen Fidei(§21§57) Lumen Gentium(§42)Mulieris Dignitatem(§27§29) Mysterium Fidei(§5§35 Novo Millennio Ineunte(§42§36) §58) Octogesima Adveniens(§41)Pastores Gregis(§5§73 Perfectae Caritatis(§1§74) §15) Redemptionis Donum(§14)Redemptor Hominis(§22)Redemptoris Custos(§17§19) Redemptoris Mater(§42)Salvifici Doloris(§23)Spes Non Confundit(§1§2) Unitatis Redintegratio(§24)Ut Unum Sint(§8)Veritatis Splendor(§22)Vita Consecrata(§21§33 §42 §75) - v. 8 CCC(¶604)Summa (EN)(III 4.5
III 46.3 Ecclesia In Africa(§60)Evangelium Vitae(§51)Gaudium et Spes(§38)III 49.1) - v. 9 Compêndio(169)Gaudium et Spes(§38)Indulgentiarum Doctrina(§5)
- v. 10 CCC(¶603
¶1825) Summa (EN)(III 47.2III 49.4 Africae Munus(§20)Gaudium et Spes(§38)Incarnationis Mysterium(§1III 61.1 Suppl 78.2) §5 Reconciliatio Et Paenitentia(§7)Redemptor Hominis(§18§6) §20) Spes Non Confundit(§3) - v. 11 Summa (EN)(I-II 98.1)Reconciliatio Et Paenitentia(§4
§7 Redemptor Hominis(§7§35) §9 §18 §20) - v. 12 CCC(¶388
¶400 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(64¶402 ¶602 ¶612 ¶1008) 115) Summa (EN)(I 97.1I-II 81.1 Evangelium Vitae(§36)Fides Et Ratio(§12)Humani Generis(§30I-II 81.3 I-II 81.5 I-II 83.1 I-II 85.5 II-II 163.1 II-II 163.3 II-II 164.1 III 14.1 III 14.3 III 15.1 III 31.1 III 68.9 III 69.3 III 84.2) §37) Mit Brennender Sorge(§6§30) Redemptor Hominis(§7§8) - v. 13 CCC(¶388)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(64)Evangelium Vitae(§36)Fides Et Ratio(§12)Humani Generis(§30
§37) Redemptor Hominis(§7§8) - v. 14 CCC(¶388)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(64
121) Summa (EN)(III 62.5)Evangelium Vitae(§36)Fides Et Ratio(§12§60) Gaudium et Spes(§22)Humani Generis(§30§37) Redemptor Hominis(§7§8) - v. 15 CCC(¶388)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(64)Summa (EN)(I-II 81.3
II-II 137.4 Evangelium Vitae(§36)Fides Et Ratio(§12)Gaudium et Spes(§52)Haurietis Aquas(§5)Humani Generis(§30III 1.4 III 8.5 III 52.7 III 68.11 III 69.1 III 69.3 Suppl 75.1) §37) Redemptor Hominis(§7§8) - v. 16 CCC(¶388)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(64)Summa (EN)(I 100.1
III 1.4 Evangelium Vitae(§36)Humani Generis(§30III 69.1) §37) Redemptor Hominis(§7§8) - v. 17 CCC(¶388)Compêndio da Doutrina Social da Igreja(64)Summa (EN)(III 68.9)Evangelium Vitae(§36)Humani Generis(§30
§37) Redemptor Hominis(§7§8) - v. 18 CCC(¶388
¶402 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(64¶605) 121) Summa (EN)(III 19.4III 66.9 Evangelium Vitae(§36)Gaudium et Spes(§52)Humani Generis(§30III 68.1) §37) Redemptor Hominis(§7§8) - v. 19 CCC(¶388
¶397 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(64¶402 ¶411 ¶532 ¶605 ¶615 ¶623 ¶1009) 115 Summa (EN)(II-II 105.2121) II-II 163.1 Dominum Et Vivificantem(§33)Evangelium Vitae(§36)Humani Generis(§30III 47.2) §37) Laborem Exercens(§27)Presbyterorum Ordinis(§15)Redemptionis Donum(§13)Redemptor Hominis(§7§8) Spes Non Confundit(§3) - v. 20 CCC(¶312
¶385 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(64¶388 ¶411 ¶412 ¶420 ¶1009 ¶1848) 121) Summa (EN)(I-II 98.1I-II 106.3 Perguntas(Se um pecado pode ser perdoadoI-II 109.10 III 1.3 III 89.2) Quando a confissão nunca parece completa) C’est la confiance(§29)Evangelii Gaudium(§84)Evangelium Vitae(§36)Incarnationis Mysterium(§11)Miserentissimus Redemptor(§13)Mystici Corporis Christi(§6§12) Redemptor Hominis(§7§8) - v. 21 CCC(¶388
¶1009 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(64¶1848) 121) Summa (EN)(I 100.1)Perguntas(Se um pecado pode ser perdoadoQuando a confissão nunca parece completa) Evangelium Vitae(§36)Gaudium et Spes(§17§18) Redemptor Hominis(§7§8)