Sabedoria 1
Bíblia Sagrada (Matos Soares)
© Manuel de Matos Soares Fonte: liriocatolico.com.br
PRIMEIRA PARTE
A sabedoria é uma fonte de felicidade neste mundo e na eternidade
Coração recto.
1 Amai a justiça, vós os que governais a terra. Que os vossos pensamentos sobre o Senhor sejam bons, e buscai-o com simplicidade de coração, 2 porque ele se deixa encontrar pelos que o não tentam, e manifesta-se aos que têm confiança nele. Tenta a Deus quem faz ou pede alguma coisa não com uma intenção de lhe agradar, mas como que para explorar o seu poder e a sua bondade. 3 Com efeito os pensamentos perversos afastam de Deus, e a Omnipotência, posta à prova, triunfa dos insensatos. 4 E assim na alma maligna não entrará a sabedoria, nem habitará no corpo sujeito ao pecado, 5 porque o Espírito Santo, educador (dos homens), foge do engano; afasta-se dos pensamentos desatinados, e retira-se ao aproximar-se a iniquidade. O Espírito de Deus, educador dos homens, retira-se para longe das almas que dão lugar ao engano.O pecador não pode escapar ao castigo.
6 De facto a Sabedoria é um espírito que ama os homens, mas não deixará sem castigo o blasfemador, pelas suas palavras, porque Deus sonda os rins, penetra até ao fundo do seu coração, e ouve (as palavras) da sua língua. A sabedoria aborrece as palavras más. 7 Com efeito, o Espírito do Senhor enche o universo, e, como abrange tudo, tem conhecimento de tudo o que se diz. 8 Por isso aquele que profere palavras ímpias, não se pode ocultar, e a justiça vingadora não passará ao largo dele. 9 O ímpio será interrogado sobre o seus próprios pensamentos, e o som das suas palavras chegará aos ouvidos de Deus, para castigo das suas iniquidades. 10 Um ouvido cioso escuta todas as coisas, e o ruído das murmurações não se lhe esconderá. 11 Abstende-vos, pois, de murmurações inúteis, e refreai a língua da detracção, porque a palavra (mais) secreta não passará em claro, e a boca que mente mata a alma.Deus quer a vida e não a morte do homem.
12 Não procureis ansiosos a morte com os descaminhos da vossa vida, nem atraiais a perdição com as obras das vossas mãos. A morte não entrava no desígnio original do Criador. mas foi introduzida no universo pelo pecado, isto é, pela revolta contra a vontade de Deus. 13 Com efeito. Deus não fez a morte, nem se alegra com a perdição dos vivos. 14 Porquanto ele criou todas as coisas para a existência, e fez saudáveis todas as criaturas do mundo; não há nelas nenhum princípio de destruição, nem o domínio da morte se estende sobre a terra.Os ímpios chamam a morte.
15 Porque a justiça é imortal. 16 Os ímpios, porém, chamam a morte com as suas obras e palavras; julgando-a amiga, consomem-se de desejos por ela, fazem com ela aliança, e são, de facto, dignos de lhe pertencer.Citado em 39
- v. 1 Summa (EN)(I-II 15.1)
- v. 4 Summa (EN)(II-II 45.4
III 27.4 III 44.3) - v. 5 Summa (EN)(III 39.6
III 69.9 Gaudete Et Exsultate(§84)III 79.8) - v. 7 Compêndio da Doutrina Social da Igreja(578)Dominum Et Vivificantem(§54)Ecclesia In Asia(§15)Redemptoris Missio(§29)Sollicitudo Rei Socialis(§47)
- v. 11 Summa (EN)(II-II 110.4)
- v. 13 CCC(¶413
¶1008) Summa (EN)(I 49.2I 118.3 Evangelium Vitae(§7I-II 79.4 I-II 85.6 II-II 19.1 II-II 25.6 II-II 164.1 Suppl 99.1) §39 Gaudium et Spes(§17§53) §18) - v. 14 Summa (EN)(I 65.2)Evangelium Vitae(§7
§39) Grata Recordatio(§15) - v. 15 Summa (EN)(I-II 67.1
I-II 104.3 Suppl 16.2) - v. 16 Summa (EN)(I 118.3
II-II 19.1) - v. 17 Redemptoris Missio(§29)